terça-feira, 30 de junho de 2009

Exames descartam morte por vírus da influenza A no RS


A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul informou, nesta terça-feira (30), que exames comprovaram que a causa da morte do cidadão norte-americano não foi a influenza A (H1N1). O óbito ocorreu no dia 26 de junho, no município de Montenegro. O engenheiro mecânico chegou ao estado no dia 21. Foi internado no hospital do município na noite de 24 de junho, quando entrou em estado de coma. Exames preliminares já indicavam que a morte teria causas bacterianas e não virais, mas foram tomadas providências de praxe, incluindo a coleta de secreção nasofaríngea para a realização de exames.

O RS tem mais um jornalista

Molina, ainda no Expresso, em 1994. (Hoje o guri tá homem)


Estou tão feliz que o meu amigo Leandro Molina, que iniciou aqui no Expresso vai concluir seu curso de Jornalismo na Unisinos. O jovem santiaguense já atua na Rádio Gaúcha e na rádio do Tribunal de Contas, mas mesmo estando empregado, cursou a faculdade. Um exemplo diante de tantas desistências devido à não-exigência do diploma. Como eu disse, não ter diploma não muda nada em raras exceções, agora, se tivermos ele na mão, tanto melhor.

Amigo Lemes

Nunca esqueço de uma frase tua: “Molina, olhe para os lados sempre, pois tudo é notícia”. Isso é algo que levo sempre comigo. Também fico muito feliz em saber que meu nome consta no teu livro, uma história de vida e de vitórias como a tua. Pois foi aí no Expresso que comecei minha carreira e obtive minha inspiração para seguir em frente.

Sobre a ExpoSantiago

Na edição anterior nós evidenciamos que não somos contra ao fato do presidente da ExpoSantiago ganhar 20, 30 mil para fazer a feira; somos contra ao entrave na divulgação das coisas que não são lá tão agradáveis aos detentores de cargos no Centro Empresaraial.


Exemplo: será que todos sabem que o nosso presidente Ivori Guasso também ganha salário? Sabem quanto? Poucos sabem. E mais: ficamos velhos mandando perguntas ao CES sobre tais questões, mas respostas que é bom, nadica de nada. Nesta semana daremos mais uma cotucada aqui no Expresso.

Em tempo - Eu, particularmente, prefiro que todo o administrador de alguma entidade, feira ou outra instituição que tenha lucros, seja pago, a ficar dizendo que trabalha de graça. É muito mais digno e a gente pode cobrar transparência. Pode inclusive saber sobre a lista de gastos da última feira, tudo bem discrinadinho, como alguns empresários exigiram mas foram votos vencidos.

Segurança pública

Nesta semana a Brigada Militar fez uma varredura em boates, bares, atrás de menores bebendo, gente armada e algum marginal. O Conselho Tutelar foi junto para fazer sua parte, o que é digno de elogios. Espero que a operação se repita. E mais, que os clubes e bares recebam mais vezes a visita dos conselheiros para punir quem vende bebida aos adolescentes.

DESABAFO de JAGUARI


A gripe passa, o preconceito, não

Prezado João Lemes.

Primeiramente, elogiosa a tua atitude de não divulgar dados sobre a suspeita da nova gripe em Jaguari, sem, antes, ter confirmação. Trata-se de uma atitude sábia e responsável. Ao depois, quero dizer que os casos suspeitos - meus conhecidos - já foram descartados. O resultado do exame acabou de sair e deu negativo. A imprensa séria faz isso: preocupa-se com o bem-estar da população e não em vender jornal.

Semeando pânico

É uma pena que algumas pessoas ignorantes sobre a nova doença, tenham feito tantos alardes desnecessários, tenham aumentado tanto as proporções de algo que nem havia confirmação criando pânico generalizado. Por divulgação dessas pessoas, muitos conhecidos foram alertados para não nos visitarem porque estaríamos muito doentes. Ocorre que eu e meu marido JAMAIS estivemos sequer gripados.

Como nasceu a suspeita

Meus conhecidos estiveram na Argentina há alguns dias. Ao retornarem, apresentaram os sintomas e MOVIDOS POR UMA RESPONSABILIDADE ADMIRÁVEL procuraram atendimento e foram considerados suspeitos. A partir daí, cumpriram à risca todas as recomendações médicas, permanecendo, inclusive sob isolamento absoluto em sua casa, para não correr o risco de, caso estivessem com o vírus, contagiar ninguém.

Ficaram trancados em casa, conversando com as pessoas apenas por telefone e via internet. Muitos, extremamente solidários, ligaram para saber como estavam, se precisavam de algo. A esses amigos, nós agradecemos profundamente.

Agradecimento

Quero aqui elogiar o Posto de Saúde de Jaguari, especialmente a Carmen, a Mônica e a Jocilei, que ligaram todos os dias para saber como eles estavam, forneceram remédio e, principalmente, apoio. Quero elogiar o dr. Fábio Pedro, do HUSM, profissional de verdade, que atendeu com carinho, atenção e que telefonou diariamente para saber como estavam.

A doença do preconceito

Finalmente, o exame de meus conhecidos resultou negativo. Mas, a nova gripe está aí. É uma realidade. Entretanto, me preocupa mais o impacto que ela causou do que a própria doença em si – essa, aliás, segundo os especialistas, mata menos que a gripe comum.

A população não está preparada para ela, por total falta de conhecimento, pois apesar das explicações da Secretária de Saúde e dos médicos que estão, a todo momento, explicando na mídia, as pessoas parecem ignorar, disseminando o pânico. Pura ignorância. Puro preconceito, sentimento (para não dizer doença) este que não passará, o que não é o caso da gripe. Ela até pode vir, mas fará menos estrago que o imaginado, o resto, será por conta das nossas próprias mentes macabras.

Enquanto isso, no Senado...



Anda sobre a gripe suína

Ainda sobre a gripe suína noticiada pelo Expresso, quero refrescar a leitura de alguns que interpretaram mal: o Expresso baseou-se no Ministério da Saúde e disse que a taxa de mortalidade da gripe suína chega a 0,5%, eu disse, 0,5% e, a taxa da gripe comum, chega a 3%. Como vimos, a gripe comum mata mais, lógico, está entre nós há mais tempo, mas em termos de "letalidade" (inventaram esta palavra horrível agora), os especialistas dizem que se igualam, dependendo do estado físico e da resistência de cada ser.

Linda Fernanda Lemes



No último domingo minha filhota Fê Lemes desfilou para a loja Polo da Moda, evento no Piscina Tênis Clube. Santiago realmente é privilegiado pelas belas garotas. Como nossa cidade tem gente bonita e, que bom, que uma delas é a minha filhona, à qual, dou os parabéns. E já adianto que em agosto ela vai para o Rio e São Paulo, pois foi classificada por sua agência (de POA) para fazer testes para a TV, Malhação etc. Sei que não devemos sonhar tão alto e acredito que a viagem vai valer pela experiência, mas nunca se sabe... Vá que a minha garota dê sorte. Talento ela tem de sobra.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Comentários:

Do jornalista César Dors - Cruz Alta:


João,
sempre te admirei e tive a certeza que seria, além de uma pessoa maravilhosa, um profissional de tamanho reconhecimento. Estou muito feliz. Li no teu blog que o teu livro está numa das maiores bibliotecas do mundo. Isso só nos dá a certeza do tamanho que és. Parabéns e sucesso.
Um beijão no teu coração.

De Maria Susana - Jaguari

Olá,charmoso!Gostei da notícia a respeito de teu livro. A notícia deixou-me muito feliz. Nasceste para BRILHAR!Tua LUZ irá mais longe, levando uma mensagem de força, coragem, humildade, sabedoria... Quiçá, que muitos jovens possam ter o privilégio de ler esse livro que guardo com carinho e empresto aos amigos. És um ser especial, tens o DIVINO DENTRO DE TI! FELICIDADES! SUCESSO! NAMASTE! SHALON!

Segunda de vento e chuva

O dia começou bem, digo, bem mal. Com uma ventania horrível. A chuva foi bem-vinda, como diriam os produtores rurais. Cheguei na redação ali pelas duas, mas já com coisa novas na cabeça. Foi só descarregá-la. Ainda sobre a festa em Chapadão, aqui vai uma postagem alusivo ao Afonso Mota que trouxe o Radicci para nos divertir. Na foto, os dois, mas a namorada do Afonso.

Rosane x Sant'ana

Hoje mandei um e-mail à professora Rosane Vontobel e disse que estava com ciúme do Paulo Sant'ana, pois ela ensinou a ele uma receita de leite com canela para acalmá-lo. Para mim, que sou de Santiago, ela nunca me ensinou receita alguma. Chuif, chuif, chuif...

Prefeito Moisés

O assunto de hoje foi a cassação do prefeito Moisés, de Unistalda. Alguns amigos até me disseram que o caso é sério, pois o juiz Rafael não brinca e é criterioso. Deve ter boas provas.

Até quando?

Já outros me dizem que uma reeleição é coisa cara demais, e o Tribunal não teria dinheiro para isso. Não agora. Talvez Moisés consiga um feito suspensivo que deve durar uns dois ou três anos e, aí, o mandato estará quase no fim. Veremos.

Chicão

Outro que está às voltas com o Tribunal é o nosso amigo Chicão, pois sua contas foram desaprovadas. Isso eu soube lá em Jaguari mesmo, na festa de Chapadão. Alguns advogados até disseram que administração pública não é brinquedo. O perigo de errar é constante.

Ao Márcio


Por incrível que pareça, as pessoas ainda têm certo receio ao falar em morte, velório... Meu amigo-irmão, o Márcio Brasil, perdeu sua avó, a dona Celi Coelho de Souza - (76 anos) e nem fui ao seu velório.

Estava viajando quando soube, cheguei tarde. Liguei para ele e soube que estava bem, apesar da dor. Essa senhora criou o meu amigo e colega, pela qual ele tinha um enorme carinho. Infelizmente, se foi. Fazer o quê!

Lembro que hoje à tarde cheguei à redação e vi que o Márcio estava de pé firme, apesar dele ter direito de ficar em casa por uma semana. Mas o cara sabe que sua segunda família é aqui. Então, se veio para o seu trabalho, para os seus amigos, para o seu refúgio.

Cheguei falando de jornal, de trabalho, mas não deixei de ver que ele estava triste, abatido. Tudo bem, nem vou tocar no assunto, pois essa dor é um mal necessário. Todos têm direito de senti-la, mesmo às escondidas, mesmo sem saber ao certo a razão, a razão de viver para depois partir de sopetão.

Gripe suína - gripezinha!

Com todo o respeito ao escritor e professor Alessandro Reiffer, digo que sua crítica, embora sempre bem-vinda, não encontra guarida. Ele disse, entre outras coisas: "Mesmo que a diferença seja mínima e não muito significante, a gripe suína é um pouco mais letal que a comum, e não ao contrário, como afirmou o jornal santiaguense Expresso Ilustrado". Sugiro que ele corrija a informação."

Ora, o próprio cientista do Butantã foi ao exterior e veio dizendo que a vacina sai em breve e que a gripe suína (ou A) não é mais letal que a comum. O próprio secretário Osmar Terra disse que prefere pegar a suína que a comum. E aí, será que os secretário e esse cientista estão errados?

domingo, 28 de junho de 2009

Os justos e os desiguais

Lendo a Zero Hora vejo Lula e toda a sua cúpula, mais a governadora Yeda e etc. na festa de inauguração do parque gráfico do referido jornal. Maravilha! O que fazem tantos donos de cargos públicos numa empresa privada? Será que viajaram com diárias públicas para irem à inauguração?

Pois é, amigos. Amanhá, o Correio do Povo, O Sul, O Jornal do Comércio e tantos outros veículos, como rádios etc., irão chorar as mágoas porque essa gente graúda não foi na inauguração de uma salinha, ou da compra de um novo carro ou, ainda, naquela festinha de final de semana que um deles promoveu.

Acontece que todos os figurantes aos quais me refiro não vão a qualquer veículo de imprensa. Temos que admitir. Eles marcam presença, isso sim, no maior veículo do sul do Brasil, um dos maiores da América Latina, com sua tamanha importância, seja na geração cultural, informativa ou de emprego.

Lula e cia sabem bem que todos os demais veículos gostariam de ter sua prestigiosa visita, mas não dá. Então, ele foi no maior, no mais importante. Esses governantes sabem que não existe mágica e, num Brasil cheio de desigualdade, é preciso seguir um parâmetro justo, ou seja, tratar de maneira desigual os desiguais quanto eles estiverem em situação igualitária.

Nunca estudei direito, aliás, nunca estudei nada, mas sei, como qualquer mortal, os princípios da ética e da justiça. E quando olham para o Expresso, com seus 50 funcionários e sua monstruosa tiragem, sabem que nosso jornal é desigual, é diferente.

Portanto, que ninguém lamente nem morra de ciúme quando ele atinge maior notoriedade pela região. Isso também é democracia e viver acendendo uma vela para cada santo não faz parte do nosso vocabulário, pois cada notícia merece um olhar, uma análise, o resto das coisas que nos rodeia, idem. Até amanhã!

Eva em maus lençóis

JAGUARI - E não é que as contas da candidata Eva Sobrosa também foram desaprovadas? De lambuja a coitada foi multada em 51 mil reais. Claro, cabe recurso ainda, mas trata-se de matéria de direito, ou seja, declarou que gastaria 50 e juntou notas de 60 mil. Então, a lei manda multiplicar o valor que ultrapassou o previsto por 5. Assim, 5 X 10=50 mil e uns quebrados. Essa dívida, após transitar em julgado, vira dívida fiscal e poderá ser executada pela fazenda estadual.

Sábado da festança

Meu livro sendo entregue ao Iotti.

Iotti e as "lajes" de Chapadão.

Público expressivo. Olhem eu aí no meio (blusa vermelha novinha eh,eh,eh)



Muita comida, muita bebida. Fartura italiana.


Iotti foi pra cozinha após o show.

O Clube de Chapadão ficou lotado para assitir ao show do Iotti, o Radicci de Zero Hora e RBS. Depois de boas gargalhadas com o famoso humorista, bóia à vontade e vinho do bom para complementar a Festa do Imigrante. Parabéns à Cátia Siqueira e ao Juarez Gavioli, bem como aos demais organizadores.

De quebra, a banda tocou de tudo um pouco e a italianada caiu na dança. Fui com vários amigos e me diverti às pamparras. Esse povo de Jaguari é muito divertido, hospitaleiro e amigo. Na oportunidade ainda entreguei ao Iotti o meu livro.

Entre os amigos que avistei por lá, estavam: o prefeito João Mário e seus assessores, Sidi, João Pinheiro etc; o médico Mário Lúcio, o radialista Júlio Rosa (Santiago), O advogado Arno Varlei Berguer, de Jaguari... Afonso Mota foi o grande patrocinador do evento. Ele levou o Iotti pro Chapadão.

sábado, 27 de junho de 2009

As boas de sábado


O frio provocou em mim uma vontade louca de tomar um vinho lá em Chapadão, na festa do imigrante. Em seguida estarei lá.


Ontem quebramos o gelo com um futebolzinho esperto lá no Ruy. Após, um bom bate-papo no galpão com algumas cervejas e carne de cordeiro.


O encontro era alusivo aos 10 anos de firma do capataz do Ruy, o seu Luiz César, pessoa por demais dedicada, educada e feliz. Valeu, amigos. O lourinho aqui já estou pronto para outra partida.



Gripe suína


A edição do Expresso circulou com sucesso e o alerta sobre a gripe suína repercutiu bastante e até já vejo os primeiros santiaguenses usando máscaras, coisa que não resolve muito no caso de epidemia, como dizem os especialistas. Mas entre a gurizada, pelo jeito, vai virar modismo, tal qual apregoou a charge do Expresso.



Cassação do Moisés


Me surpreendeu a cassação do prefeito Moisés (Unistalda). Inda ontem falava com o Ruy que a força do voto era capaz de deixar tudo como estava. Mas não foi isso que aconteceu. O juiz Rafael Peixoto baixou a lenha e determinou nova eleição. Moisés está firme e prefere nem comentar, à espera da solução que poderá vir pelo Tribunal Regional.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

As quentes de quinta

Expresso quase pronto. Tem para todos os gostos, como sempre. Até esta foto aí, do Ruivo assinando contrato com o Sebrae estará na edição. Vejam: o Bianchini com cara de quem comeu e não gostou de um lado e, do outro, o Toninho mais arrenegado ainda. Por que esses "caras" não mudam a "cara" pras fotos? Sabem que estão diante das câmeras e saem assim, todos tortos, sisudos.


Gripe dos porcos

Só se fala em Gripe Suína. Lógico, o assunto sobre o avião que caiu esgotou. naquela semana, ninguém ficou gripado, lembram?
E há gente sob suspeita de estar com a doença em Jaguari, São Gabriel e, há quem diga, até em Santiago. Mas o Expresso não é louco de dizer isso, pois é muito perigoso levar pânico às pessoas e estaríamos fugindo à ética jornalística. Lógico, o alerta tem que ter, mas nada de dizer o que as fontes não disseram. Não nesse caso perigoso que envolve a todos.

100 dias de solidão

Uma entrevista com o vereador Ademar Roos, de São Chico é bombástica. Ele é acusado de estar envolvido na morte do concunhado e ficou preso por 100 dias. Após dar a entrevista, foi solto. Que coisa!

Mais, muito mais

Não vou contar mais nada. Esperem o jornal e vejam que cobertura fizemos para o deleite dos senhores leitores. Amanhã não vou estar na cidade. Vou praticar um futebol com amigos na casa de outro amigo. Fui!

quarta-feira, 24 de junho de 2009



Muito obrigado, amigos

Os acadêmicos de Letras da URI, Eduardo Balbueno da Cunha e Simoni Della Flora Silveira estão estudando minha biografia. Agradeço pela oportunidade de ter falado do meu livro e da minha vida aos vários alunos do curso, coordenado pela professora Rosane Vontobel. A reunião acabou virando um debate sobre jornalismo, com destaque para as passagens mais importantes da minha vida, o que me fez muito feliz.

Quarta de correria

O Expresso está a mil e trará matérias de rachar o Rio Grande. É tanta coisa boa (me refiro às notícias fortes) que nos damos ao luxo de desprezar coisas já prontas, ou seja, colo-as no blogue para não jogar fora. Vejam alguns tópicos que sairiam na edição, a exemplo desta caricatura do meu amigo Davi Vernier, grande vereador e pizzaiolo.


Só a Globo não dá

Nelson Abreu (PDT) não aguenta mais a Rede Globo. É que ele volta e meia pede na Câmara para que a Prefeitura recoloque no ar o sinal da TVE, cujo equipamento de transmissão está com problemas.

Sobre o crack

Davi Vernier (PP) se somou no combate ao crack e ainda deu explicações sobre o funcionamento da droga. "O crack é absorvido muito rápido pelo organismo e o efeito é passageiro. É por isso que o viciado tem a ânsia de querer mais", garantiu. Ele deve ter notado que os viciados na droga estão "botando frouxo".

Picaretas musicais

Diniz Cogo (PMDB) sentou a ripa no ECAD, órgão responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais de músicos. Mas, para Diniz, eles só arrecadam e não distribuem. "O ECAD é uma picaretagem. Os caras têm a petulância de cobrar R$ 900 de cada festa", disse o vereador.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Fim dos diplomas

O fim da obrigatoridade do diploma de jornalista acendeu uma polêmica de norte a sul do país, já que estudantes universitários estão protestando contra a decisão do Supremo Federal. No entanto, é possível que outras profissões também se tornem desregulamentadas, segundo Gilmar Mendes, presidente da corte, vai haver um debate sobre o assunto. "Vamos ser coerentes e dizer se determinadas profissões podem ser exercidas sem diploma,” disse.

Tal decisão causou um furor sem necessidade, pois há muitos anos milhões de brasileiros já trabalham sem diplomação. Tantos nomes famosos nunca se formaram em nada, como é o caso de Luiz Fernando Verissimo, um dos maiores jornalistas e escritores brasileiros. O que a Justiça fez foi sacramentar algo que não tinha para onde ir, ou iriam mandar embora todos os ocupantes de cargos de comunicação?

A bem da verdade, o diploma não perdeu seu valor. Pelo contrário, agora que não é exigido, torna-se peça ainda mais rara. E quem não o possuir, e mesmo assim tiver as qualidades, pode seguir empregado da mesma forma. Agora, pra facilitar, convém dizer: na atual briga pelo mercado de trabalho, as duas coisas devem se somar: diploma e qualificação. Quanto mais, melhor!

Entre amigos

O administrador de empresas Rúderson Mesquita reuniu os amigos para festejar seus 33 anos. O encontro foi no Piscina Tênis Clube e os advogados santa-marienses Alexandre Martini e Felipe Medeiros também estavam lá para abraçá-lo.

As de terça

Vejam só: pesos de cascos de tatu. Fora as cotias e pacas, pombos, jacus...


Segue a chuva aqui na Terra dos Poetas e temos assunto de balde, dentre eles a descoberta de caçadores e queimadores de campo. Estou tapado de nojo desses destruidores da fauna e da flora. Vejam este senhor lá de Tupantuba. O cara tinha uma bicharada em casa e achava lindo. Criava e, depois, fazia o quê? Matava tudo e comia, lógico! Ou pior, vendia. Eu sei que tem gente vendendo tatus e pacas em Santiago. Esse não seria um deles?

Outra coisa que me deixa triste são as bebedeiras dos jovens. Não há mais controle e o crack vem chegando. Já são uns 50 usuários em Santiago, conforme o capitão Müller. Para ajudar, logo teremos a gripe suína.

Menos mal que o secretário de Saúde Osmar terra tratou de acalmar a todos dizendo que prefere pegar uma gripe dessas do que a gripe comum. (Diz ele...) Mas a verdade é que o povo tem um medo da morte que se pela. Em São Gabriel, onde surgiram mais de 15 casos suspeitos da doença, não há mais máscaras à venda.

Mas é isso! Vamos trabalhando e esperando os fatos acontecerem, pois é nosso papel. De resto, cabe dizer a todos que há tantas drogas por aí matando, gente bebendo em demasia, tomando remédio a torto e a direito. Não será essa gripezinha que vai matá-los. Ou será?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

LIVRO - 20 Anos de Jornalismo


À espera do tio Valdomiro

Todos os dias eu pegava minha cadeirinha que ganhara da Tia Elvira, em cujas guardas estava escrito “Sou da mamãe, sou do papai, da vovó, da titia...” - e sentava no campo frente à casinha de minha mãe. Fitava o horizonte, bem ali à beira dos trilhos da Vila Rocha, onde ela ainda mora, sozinha, pois nunca deu muito certo com outros homens. Ou não amou ou não foi amada.

Numa bela manhã, ele surgiu. Querido, simpático, atencioso... Meu tio Valdomiro era um homem muito bonito. Daqueles que a minha querida Suzana admira, até com o furinho no queixo... Parecia ser um homem bom. E de fato era. Chegou, abraçou a mãe e, à tarde rumou para Panambi me levando com ele. Depois, Condor e, finalmente, para Capão do Cipó, lugarejo entre Condor e Palmeira.

Lá, o tio Valdomiro morava com sua mulher e a sua sogra, que acabaram sendo também minhas madrinhas. Sim, disseram que eu não era batizado na igreja. Mudaram até meu nome.

Não sei por que cargas d’água passei a ser o João “Chaves” Lemes. Chaves entrou no lugar de “Loredi”, que, de acordo com a versão da minha nova mãe Otelina, esposa do tio Valdomiro, era um nome mais apropriado para cachorro. E essa afronta para meu nome de berço era só o começo. Tantas outras humilhações e castigos estavam por vir.

Mas será que eu merecia tudo aquilo? Logo eu que fui criado até os cinco anos na barra da saia de minha irmã, a Marlene, e que todas as noites dormia agarrado no seu pescoço, dizendo que quando crescesse me casaria com ela? Eu, que era o mimoso da Tia Elvira, do tio Milton, agora me via diante de uma guinada radical em minha tenra vida. Lar novo, tia nova, trauma novo. Iniciava-se ali, aos meus seis anos, um martírio que eu lembraria para sempre. Por 10 anos eu fiquei naquele lar recebendo uma perfeita mescla de amor e ódio que me marcaram para sempre.

Chegando ao cafundó

Na viagem de Cruz Alta para minha nova morada, ganhei uma gaitinha do tio Valdomiro. Ele comprou ali na rodoviária antes de tomarmos o ônibus para Panambi. Durante a viagem, eu só pensava em chegar para poder tocá-la.

Até tentei tocar no ônibus, mas todos me olharam de cara desenxavida. Passamos por Panambi, veio Condor e nunca chegava o tal lugar novo. Descemos na estrada empoierada e seguimos a pé. Logo adiante reclamei ao tio, vendo que coisa boa não era.
- Tio, mas que cafundó é esse que nunca chega?
- Tenha calma, guri! Logo chegaremos.

Sol, poeira e calor era um prelúdio desanimador do que seria a vida naquele longínquo rincão, longe de água potável, luz elétrica e de todos os demais gêneros básicos e confortos que uma cidade oferece.

Já estava pensando na casa da Tia Elvira, quando meu olhar se firmou numa casinha simples, de madeira e com cozinha de chão. Parece que não havia nem pintura, quanto mais um banheiro. Nada, nada. Ao redor, o chão brilhava de bem varrido. Aos fundos, um pequeno pomar e alguns chiqueiros de porco. Ao verem o movimento de gente chegando se prenderam num gritedo medonho.

Esse era meu novo reduto, meu novo lar, na companhia do tio, da sua esposa, a tia Otelina, durona como só ela. Aliás, em 20 anos de jornalismo, entrevistando milhares de pessoas, nunca pude encontrar nome igual, nem pessoa semelhante.

Na mesma casa também morava a mãe de Otelina, a dona Carlota, uma velhinha camarada. Por sinal, minha madrinha querida, que Deus a tenha. De quantas tundas ela me livrou. Devo isso a ela.

Destruição total



Tanto se fala em meio ambiente, tanto se fala em proteger a natureza, mas vejam, os homens seguem fazendo o que não se deve. Olhem este fogaréu na BR 287. Cadê a multa?

A imagem foi colhida quando voltávamos de Unistalda, no sábado à tardinha. O pior é que, caso a polícia ambiental resolva multar um desses senhores, sempre vai aparecer um advogado para defendê-lo, dizendo que a culpa não é dele etc. Enquanto isso, pobre planeta.

domingo, 21 de junho de 2009

Finda a semana


O domingo está quase acabando. Logo será segunda-feira e aqui vou fazendo a análise desta semana que passou, preludiando a que está recém-iniciando, prometendo tempo frio novamente. Para nós, do Expresso, não muda muito, pois com frio ou calor, faça chuva ou sol, o jornal precisa sair, e precisa estar recheado e bonito...

Ainda sobre a semana que passou, convém comentar que no sábado fomos ao almoço em homenagem à secretária Mônica Leal, lá em Unistalda. O prefeito Moisés, anfitrião, como sempre, soube bem-receber a embaixatriz de Santiago e região. Muitas reivindicações, mostras de projetos, troca de presentes. O encontro foi uma festa.

Após um bom almoço com o que há de melhor em Unistalda, a boa carne de cordeiro, retornamos. No caminho, uma cruzada na fazenda do nosso amigo Ruy Gessinger, outro anfitrião de mão cheia, aliás, graças a ele, hoje temos a atenção da Mônica.

Como foi bom esse passeio em campos bem cuidados, com riachos correndo sem tranqueira, com a relva e mata intocadas em muitas encostas... Como é linda a piscina natural que o Ruy tanto fala em sua coluna no Expresso.


Os jovens Márcio Brasil (Expresso) e Rafael Nemitz (Verdes Pampas) nos acompanharam. Vez por outra, comentários surgiam sobre as belas paisagens na Pecuária Gessinger. Vez por outra, um jacu, uma seriema cortavam nosso caminho mesclado com a maravilha de criação do Ruy.

O mais impressionante, além da bela natureza preservada, é o cuidado do fazendeiro com tudo e com todos, sejam peões, sejam animais...

O que me encantou foi a relação, uma espécie de diário de bordo, que o Ruy faz questão de exibir. Ali tudo está registrado, desde um terneiro que foi curado, uma cerca que foi arrumada, um boi ou ovelha que foram vendidos etc. É a modernidade invadindo a campanha, ou seja, uma forma de tratar a estância como uma legítima empresa. Belo exemplo...

sábado, 20 de junho de 2009

A festa do Rúderson


Calorzinho maravilhoso. Estava com muita saudade dele. Também, quem merece aquela friagem? Para o cara andar encilhado por aí, virado em roupas...


Ontem fomos ao aniversário do Rúderson. Maravilha de festa, num ambiente muito aconchegante. O diretor do nosso hospital de Caridade, o diretor da Tritícola, o cara que veio de Mato-Grosso em função do Exército e que resolveu fincar raízes aqui, o Rúderson... Viva ele, que no dia de ontem festejou seus 33 anos.


Em suas palavras, nas palavras das mensagens direcionadas a ele, se vê que Santiago abraça os visitantes, principalmente os que mostram trabalho e seriedade, a exemplo do nosso aniversariante.


Na bela festa também tive a oportunidade de conhecer e conversar com o novo general e outros militares. Também tive a companhia dos advogados Felipe e Alexandre, de Santa Maria.


Na foto, estou ao lado do Rúderson e do Rodrigo, outro amigo e colaborador do Expresso. Noite para ninguém botar defeito. Valeu, gente.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sexta feira diferente


Cheguei há pouco lá da Escola da URI, onde me encontrei com o querido amigo Ruy Gessinger, mais o Rudolf (seu filho) e o Paulinho Reis (músico), para uma sexta-feira diferente. Estávamos todos tendo uma conversa de pé-de-orelha com os aluninhos da 5ª série sobre práticas ambientais. É que o Ruy se emocionou com os pequeninos há poucos dias, quando eles fizeram um trabalho com a sua coluna, publicada no Expresso. O tema era uma reunião de bichos ao redor de um açude, os quais se espantaram quando o bicho-homem chegou.


Natureza vira atração


Após uma boa prosa, o Ruy declamou um poema de Gildo de Freitas, sobre o Passo da Areia, em Porto Alegre, lugar que os edifícios tomaram conta. Depois ele abordou a importância da preservação ambiental de uma forma mais direta, dizendo às crianças que, em breve, os japoneses, europeus e americanos virão à nossa cidade pagar para olhar um mato, fazer uma trilha em meio aos campos e serras, beiras de sangas... "Portanto, preservem tudo isso. Vocês verão que a natureza será e em alguns países já é, atração para o mundo todo", ensinou ele.


Para encerrar a visita, todos comeram salgadinhos e tomaram refris ouvindo o bom som dos violinos do Ruy e do Rudolf, acompanhados pelo Paulo Reis ao violão. Maravilha de programação. Uma hora de conversa que não nos custou nada. Oxalá todos fizessem como o Ruy; dedicassem alguns minutos para ajudar as crianças a salvarem nosso mundinho.


Como hoje é sexta, chega de papo. Deixo apenas umas frases que me foram enviadas pela amiga Eloísa Flores, lá de Portugal.


"Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

(Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.)

Precisamos começar JÁ! Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Meu livro em Washington


Tive uma semana cheia de percalços, com doenças e morte na família, enfrentamos o frio até altas horas da madrugada aqui na redação, mas isso tudo apenas são desafios que a gente precisava passar para poder chegar na sexta com um baita jornal para todos vocês.


E par coroar de êxito essa minha vida de escritas, inda há pouco soube que a Editora da URI, de Frederico Westphalen, a qual editou minha biografia, recebeu um convite para enviar os livros publicados por ela à Biblioteca do Congresso Americano - a The Library of Congres, em Washington.

Para minha alegria, - 20 Anos de Jornalismo - Autobiografia de Um Autodidata - escrito por este que vos fala, foi selecionado entre os quatro primeiros que foram enviados à maior biblioteca do mundo.

Os demais livros enviados pela editora foram:

Frederico Luiz Behrends, Modelo de Gestão Estratégica, Consciência, Coerência, Conveniência e Congruência, de Cláudio G. Kraemer;

A Agroindústria Familiar no RS, de Gelson Pelegrini e Marcio Gazolla;

Políticas de Formação Docente: Horizontes Investigativos, de Edite Maria Sudbrack e Silvia Regina Canan;

As de quinta

Tudo se encaminha para mais uma edição espetacular do nosso Expresso e esta charge é apenas um aperitivo. Ela será publicada em O Jaguar - jornal que integra o nosso grupo de comunicações, cobrindo Jaguari e cidades próximas. E quem não lembra da musiquinha do Benito Di Paula - "Nem tudo pode ser perfeito, nem tudo pode ser bacana. Quero ver o cara sentado na brasa, assobiar e chupar cana".

Número de vereadores

O Senado aprovou a redução de gastos nas Câmaras e abriu a possibilidade de aumentar o número de vereadores. A medida segue pra Câmara Federal, não havendo data para a apreciação. Se for aprovada, Santiago passaria a ter 13 vereadores, ganhando mais três vagas, mas a possibilidade de vigorar nessa legislatura é remota. A Justiça não permite alteração um ano antes de cada eleição.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

STF aprova fim da exigência
do diploma de jornalista

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo fim da exigência ao diploma de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão. Apenas o ministro Marco Aurélio foi contrário. "É fácil perceber que formação específica em curso não é meio idôneo suficiente para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros", afirmou Mendes em seu voto.

Em sua argumentação, o presidente do STF fez alusão ao exercício profissional da culinária: "um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área".

Mendes citou várias pessoas ilustres que exerceram a profissão sem diploma no curso e salientou que o jornalismo se diferencia por uma estreita vinculação ao exercício pleno das liberdades de expressão e informação. "O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada", afirmou Mendes.

Vivendo e aprendendo

Que bom que os amigos estão atentos aos nossos erros e nos ajudam, corrigindo-os. Vejam o que disse o Rodrigo Medeiros sobre a postagem "Lemes com o leme." Isso foi bem feito para mim, pois nem me dei por conta que aquilo era um timão, e não o leme. Vejam o que disse o Rodrigo.

"João Lemes! Não estás diante de um "leme" e sim de um "timão" Rsssss Aproveitando o trocadilho! Dá-lhe Timão hoje contra o colorado!!
Abraço."

Ele deu o rádio...ele deu.

Eis uma homenagem à professora Rosane Vontobel e ao Barbela, dois grandes amigos. O tema central pé deste que vos fala e, a arte, é do meu amigo e colega, mestre do lápis, o Sidnei Garcia. Apreciem com moderação. (Reconheceram a dona Ignês?)

Lemes com o leme


Cá estamos, num dia ensolarado mas mesmo assim, frio... Hoje vamos determinar o que será lido no Expresso de sexta. Esta foto aí mostra os lemes, o pai e o filho, num passeio... O João não é a cara do pai? Tiramos essa foto só pelo prazer do trocadilho.

Dupla - RR - dinâmica

A semana está cruzando tão rápida que nem pude mandar uma recado parabenizando dois amigos nossos, o Rodrigo e o Rúderson, pelos aniversários de ambos. Um foi segunda, outro terça. Trata-se de gente pra lá de especial, inteligentes, dedicados e capazes. Parabéns à dupla e que a carne esteja no capricho neste final de semana.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Museu das Comunicações


O blogueiro entregando as duas máquinas do Expresso ao diretor da URI, professor Clovis Brum, o qual registrou: "O passado é a chave do futuro".


Acabamos de chegar lá da URI, onde foi inaugurado o Museu das Comunicações, o qual fica na sala Antônio Manoel Gomes Palmeiro - Barbela. Várias autoridades, poetas, escritores, jornalistas prestigiaram o ato na presença da direção da URI Santiago, composta pelos professores Francisco Assis Gorski e Clovis Brum.

A idealizadora do museu, a querida professora Rosane Vontobel estava eufórica, radiante de felicidade ao ver mais um sonho concretizado. Numa sala agora estão acervos com registros jornalísticos, filmes, fotos, livros e algo especial: os 151 rádios da coleção do Barbela, um deles fabricado em 1929, alguns anos após o primeiro rádio ter chegado ao Brasil e as primeiras emissoras terem sido abertas.

Na outra sala dedicada ao museu, várias fotos dos que fazem ou fizeram a comunicação em Santiago. Outra sensação são as fotos em 360 graus, visão que faz a volta mostrando Santiago. Um trabalho do poeta Oracy Dornelles.

Este blogueiro entregou ao diretor Clovis as primeiras máquinas que o Expresso teve, a convencional (de filme) e a digital, a primeira também de Santiago. Foi com dor no coração que fiz a entrega, mas feliz por saber que ali ela estará guardada para sempre, justo na universidade pela qual tenho muito carinho e reconhecimento.

Yeda e os jornais

Neste final de semana os diretores dos jornais do interior estarão reunidos em Pinhal, em mais um congresso da sua associação (Adjori). Yeda Crusius confirmou presença e, pelo jeito, não vai lá de mãos abanando. Na certa, levará uma boa notícia aos jornalistas de que finalmente vai incluir seus veículos no bolo da propaganda do governo do Estado. Querendo ser simpática? Tomara!
Na foto, Yeda e Miguel Luz, presidente da Adjori.

Toque de recolher

Na semana passada sugeri que Santiago adote o toque de recolher, exemplo de tantas cidades, onde já baixou em 80,90% o índice de criminalidade envolvendo menores. A notícia repercutiu bem e, de ante mão, aviso: quem for filho de pais responsáveis, por certo não andará sozinho pelas ruas após às 22 horas. Quem sobrar, só pode ser jovem mal-intencioando ou filho de pai desalmado, para não dizer irresponsável também. Então, o que estamos esperando?

Itacir no PPS?

O ex-vereador Kinho me enviou este e-mail:
"Caro amigo João Lemes. Acabei de ler a matéria no Expresso que Itamar Franco está ingressando no PPS, em cima dessa reportagem, quero te informar que nós, aqui no diretório estadual em PORTO ALEGRE, através da minha pessoa e do deputado e presidente estadual do PPS, o senhor Berfran Rosado, convidaremos o senhor Itacir Flores para a ingressar no nosso partido e concorrer a deputado estadual. Acreditamos que Itacir seja um grande nome na região e no Rio Grande, pois atingiria o Estado inteiro pela pessoa que é, pelo profissional que foi dentro da Brigada Militar, como agora nessa luta contra o Exame da Ordem (OAB), uma luta que não é só gaúcha mas nacional. Até o final do mês faremos o convite a ele."

Erramos:
Na edição anterior do nosso Expresso cometemos alguns erros. Um foi sobre a venda de spray, que seria proibida em Santiago pelo projeto do vereador Bianchini. Outro erro foi na coluna Miguelito, quando o colunista disse que a professora Simone Bochi Dorneles (foto) seria a diretora da Unidade do Ifet Farroupilha em Santa Rosa.

Corrigindo - O spray segue sendo vendido, o vereador quer apenas estabelecer sanções à venda, como a obrigação do vendedor em anotar o nome do comprador para evitar que os pichadores façam mau uso do produto. Já a professora Simone segue como diretora de graduação, pós-graduação e pesquisa do Campus de São Vicente do Sul. Quem assumirá a direção em Santa Rosa é outra santiaguense, a professora Jusseila Stanguerlin.

Passeio na serra

A dupla de guias turísticos mais atenciosa da serra: meu reconhecimento ao Gilb e ao Chicão - da Azimute Roteiros Turísticos.

E como o prometido, aqui publico mais algumas fotos da minha viagem a Gramado e Canela na companhia da família. Aqui, a Eu, a Suzana e o João Henrique no mirante do Parque da Ferradura, um dos locais mais lindos do Estado.

A Suzana, o João, eu e a Sandra. Paisagem para ninguém botar defeito. Parque da Ferradura.

A Sandra, feliz da vida dando uma voltinha no parque Laje de Pedra, ao redor do hotel mais famoso da serra gaúcha. Outro mundo aqui bem pertinho de nós.

Suzana, eu, João, Taborda e a Sandra. (quase) no espaço. Local: Parque da Ferradura - Gramado.

Onça pintada. Na plateia, João Henrique, João Lemes e Sandra.

Apreciando a paisagem e o bom momento na fábrica de chocolate Caracol. Recanto perfeito para o romance.

Safari no Zoo de Gramado. Maravilha!

Museu das Comunicações

Terça-feira bonita, embora o Minuano se faça sentir com mais rigor. Detesto frio, ainda mais dia com vento. Felizmente tenho muito trabalho e isso me faz esquecer os rigores do pampa. Mergulho nos afazeres e o tempo voa.

Já pedi até para cancelar horário no dentista a fim de conseguir dar conta do serviço aqui na redação, justo porque à noite teremos grande evento para irmos. É a inauguração do Museu das Comunicações, lá na URI. Um trabalho a cargo da professora Rosane Vontobel e que vai dar ênfase a essa maravilhosa arma do nosso cotidiano, que é o poder da palavra escrita, falada ou transformada em imagens.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Viva o romantismo


Nosso passeio na serra

Não poderia deixar de relatar o nosso passeio em Gramado e Canela, onde passamos o final de semana dos namorados. Por sinal, esta foto, a Suzana eu tiramos onde aconteceu a gravação do final da novela Chocolate com Pimenta, quando os atores trocaram um grande beijo. Essa informação nos foi passada por um dos guias, o Gilb Albuquerque.

Já na chegada ao hotel Laje de Pedra, em Canela, uma carta e dois exemplares de jornais nos esperavam. O colega Alessandro Martins (conterrâneo de Coronel Bicaco) diretor do jornal Integração, havia lido este blogue e sabia que a minha família e eu iríamos à serra. Grande amigo. Obrigado pelo carinho. Na próxima ida à sua cidade irei visitar seu jornal e sua gráfica.

Alessandro: Valeu pela correção do meu texto no blogue, pois o maravilhoso hotel Laje de Pedra fica em Canela, e não em Gramado, como eu havia postado. Embora já tivesse estado lá outras vezes, cometi o lapso. Obrigado também por ter lido minha biografia.

O lugar denominado Parque Vale da Ferradura - pertence ao complexo Laje de Pedra (hotel onde nos hospedamos) é um dos mais bonitos parques da Serra, com sua ampla área e natureza intocada. Eu, que morro e medo de altura, senti uma frouxura nas pernas ao olhar de um mirante a cera de 850 metros de altura, de onde se vê todo o vale.

Ali por perto, os quatis nos acompanhavam, sem-vergonhas com só eles. Os bichinhos nem se espantam mais com os turistas. Também tivemos a alegre companhia dos guias Gilb e Chicão, responsáveis pela agência Azimute. Ambos mais parecem biólogos do que qualquer outra coisa, de tanto que sabem sobre a natureza. Meu filho caçula adorou mais do que nós.

Agradeço ao pessoal do Laje de Pedra, especialmente ao Gabriel, gerente de hospedagem, onde fomos tratados a "pão-de-ló", como se diz no vocabulário popular. Esse empreendimento do grupo Habitasul prova que o Rio Grande é grande de fato e, a cima de tudo, maravilhoso, extremamente belo e acolhedor.

Amanhã eu conto mais um pouco, pois agora vou lá na URI, onde falarei aos acadêmicos do curso e Letras sobre meu livro - 20 Anos de Jornalismo.

Segunda triste


Família Lemes  Machado 
Tomaz (meu pai), Idalina Lemes e Virgílio Machado (avós paternos) e os tios: Antoninho, Adélia, Glória, Eva, Romilda, Adão, Izaltino, Zilda, Elvira e Nilda

Finalmente em casa depois de um final de semana distante uns 600 km. Estivemos em Gramado, Canela, um pouco a trabalho, outro pouco a passeio. 

Mal chego na redação e, antes que eu pudesse responder a todos os e-mails, recebo uma notícia ruim. Meu tio, irmão do meu pai, faleceu hoje em Panambi. Ele tinha 64 anos e morreu do coração. Foi-se o último tio (por parte de pai). 

De uma família de quatro homens e sete mulheres, só ficaram elas. O primeiro a morrer foi meu pai, aos 38 anos, vítima de arma de caça. Os dois outros tios morreram mais velhos e, esse de agora, o Adão Osmar Lemes (Nene) foi de infarto. É a vida... 

Ainda estou um pouco chocado com essa perda e nem vou ficar no trabalho, embora não possa ir ao velório por motivos particulares.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

As boas de quinta


Aí está uma charge do amigo Ed Joaquim em homenagem aos enamorados deste final de semana. Como não estarei em Santiago, deixo essa obra de arte a vocês.


São 18 horas e o Expresso marcha para a gráfica. O dia foi parado, preludiando a sexta-feira que não promete ser mais agitada, já que muitas repartições públicas andarão como tartarugas. A Câmara de Santiago, por exemplo, só terá expediente interno, outras farão ponto facultativo e assim vai... Bendito Brasil de meu Deus.

Saio nesta sexta pela manhã e só volto domingo. Irei a Gramado com a Suzana, pois o hotel Laje de Pedra(Canela) nos brindou com um final de semana inteirinho... Beleza! Lá vamos nós.

Nessa hora, em que estaremos na estrada, vocês estarão lendo o nosso Expresso, minha coluna já foi conhecida de alguns blogueiros, não tem muita novidade. O bom fica pelo conteúdo geral do jornal.

O engraçado é que , hoje, feriado de quinta-fera, tive poucos acessos aqui no blogue. Mas como diz o Márcio, prefeitura fechada, URI fechada, repartições públicas e empresas todas fechadas. Em casa, são poucos os que ligam o computador para ver blogues. Paciência, cada um tem seu gosto...

Agora, mais um capítulo do meu livro para que todos apreciem na minha viagem. Até segunda. Tchau. Fui...

20 ANOS DE JORNALISMO:
De onde vim?

Sou o 7° filho de Tomaz Albino Lemes e de Elvira Chaves Lemes, casal descendente de alemães, italianos e portugueses. Minha avó materna chamava-se Helma Dessbesell e seus avós vieram da Alemanha. Meu avô materno chamava-se Joaquim de Siqueira Chaves. Era descendente de italiano. A família se instalou numa colônia, (Cach), distrito de Condor, próximo a Panambi. Os Lemes (de origem portuguesa) moravam nas proximidades e foram misturando-se aos Dessbesell. Minha mãe é uma das mais jovens de uma turma de 19 irmãos. Pela ordem de nascimento: *Adolfo, *Lindolfo, *Amilda, *Altina, *Jorge, *Sílvio, *Paulo, Albino, *Pedro e Rosalina (gêmeos), *Vilibaldo, Mário, Manoel, Elvira, Lucas, Valdomiro, João, Maria e Generosa (*falecidos). Meu pai, filho de Virgilio Machado e de Idalina Lemes, teve 10 irmãos: Antoninho, Adélia, Glória, Eva, Romilda, Adão, Izaltino, Zilda, Elvira e Nilda.
De Condor, os descendentes de ambas as famílias partiram para outras regiões. Alguns foram parar na divisa com Santa Catarina, para os lados de Iraí. A maioria trabalhou na produção primária, no cultivo do milho, da cana, do feijão, do fumo, da vassoura, do porongo...
Eu nasci aos 11 dias do mês de agosto em Coronel Bicaco - RS, onde fiquei até os cinco anos. É que, após a trágica morte de meu pai, a família se desestruturou. Então, minha mãe precisou vender as poucas coisas que nos restaram e ir embora para Cruz Alta.

Se eu fosse carregar todos os sobrenomes, me assinaria Machado Lemes por parte dos avós paternos; Dessbesell Chaves ou Siqueira devido aos avós maternos. Acabei herdando apenas o sobrenome do pai: Lemes. Meus irmãos se chamam Anilda, Adão Osmar, Idalina Anita, Terezinha de Jesus, Marlene de Fátima, Maria Gladir e Eva Enedir.

A INFÂNCIA

Eu e meu pai

São escassas as lembranças da minha terra natal, Coronel Bicaco. Vivi lá só até meus quatro anos, mas alguns episódios serão sepultados comigo, como a imagem do meu querido pai, com o qual convivi muito pouco. Lembro-me como se fosse hoje daquele seu velho caminhão que voltava da caçada, trazendo um corpo sem vida. Aos 38 anos, o seu Tomaz teve sua luta cheia de glórias e planos interrompida por um tiro de espingarda, que se supôs ter disparada acidentalmente. Acabava ali a esperança dos filhos em mudar de vida pelas mãos do progenitor, homem que era considerado inventor naquela região. Inteligente por demais, sabia fazer de tudo um pouco: era marceneiro, carpinteiro, agricultor... Fazia qualquer coisa. Construiu até uma bicicleta de madeira em sua marcenaria. Meus irmãos e eu adoramos. Tinha até freio.

Meu pai também atuava em serraria, onde, algumas vezes, a sua fiel companheira me dava “de mamá” sentada numa das toras que seriam serradas. Algumas engenhocas movidas à roda d’água ficaram em alguma curva de rio em Coronel Bicaco. Eram os ditos “soques” ou engenhos, feitos para moer erva-mate com a força da água. No meu coração também ficou a saudade de quem mal conheci, mas que me deu os primeiros laçaços para repreender o menino arteiro.

Certa ocasião, ele me surrou com meu próprio relho, tudo porque eu havia brigado com um primo. Minha mãe conta que precisou colocar salmoura no vergão que levantou das costas. Chorei, esperneei, mas a dor passou. Só não passou a dor que ele deixou em mim por ter partido tão cedo. E se aqueles laçaços doeram é porque eu não sabia das relhadas que eu levaria da vida por este velho Rio Grande.

Hoje, atingindo um pouco mais que a idade que seu Tomás tinha quando faleceu, sou convicto de que ele fez muita falta, principalmente à minha mãe, que precisou reconstruir sua vida numa cidade onde não tinha ninguém por si. Sem saber escrever uma linha, palmilhou seu caminho e construiu o pouco que tem. Todos os filhos são honrados cidadãos e nenhum pereceu na mão do destino. Se o seu Tomás fosse vivo, teria orgulho de nós todos.


Extravio dos filhos

Logo que meu pai faleceu, deixando seus oito filhos, cada um teve que se acomodar aqui e acolá pelas casas dos outros para que a mãe pudesse seguir seu rumo e alimentar a família. Dona Elvira então foi vendendo os porcos, as galinhas, a bicharada toda... O milho pendoando precisaria de alguém para colhê-lo mais tarde, por isso, minha irmã mas velha, a Eva Enedir, foi a única a ficar residindo na velha casa em Coronel Bicaco. A ela coube a tarefa de reunir o que restou da produção e vender, pagar contas e trazer algum dinheiro para a mãe que já estava noutra cidade.

Naquele meio tempo, a parentalha começou a ser chamada para dar uma ajuda com a carga de gente. Foi aí que eu conheci a tia Elvira, uma das tantas irmãs do meu pai, que, por força do destino, tinha o nome da mãe. Pois ela apareceu lá em casa para levar um de nós. Qual seria? Ela conta até hoje que preferia ficar com um menino. Havia dois. Olhou para o meu irmão, o Adão. Dois anos mais velho, mais alto, mais magro, mais mirrado. Olhou para mim e pensou ser o de sua preferência. Segundo ela, eu era o mais gordinho, mais engraçadinho, mais bonitinho.

Lá me fui morar em Panambi, enquanto o resto da família foi se extraviando. A mãe em Cruz Alta, as irmãs na casa de uma ou outra tia, num emprego de doméstica - no caso das mais velhas - e o meu irmão acabou mesmo indo parar num colégio interno em Cruz Alta, chamado Bom Menino, instituição mantida pelo poder público, benesse que também me foi estendida quando fiz 14 anos e voltei para casa da mãe. Como ela ainda não havia juntado muita coisa nos últimos 10 anos em que fiquei fora, o que me restou foi o dito colégio, agora chamado de Cebem - Centro do Bem-Estar do Menor.


O Tite da tia Elvira,
a minha nova mãe

Do alto dos meus cinco anos, o Tite - esse apelido me foi dado pela minha irmã, a Marlene de Fátima -, agora residia em uma boa casa, simples, mas com todo o conforto, às margens do rio Fiúza, que corta Panambi e inunda boa parte das casas. Tia Elvira, que maravilha! Eu era seu enteado, no entanto, parecia ser mais que um filho seu. Até agora me chama de Tite. Quando isso acontece, viajo no tempo num piscar de olhos e lembro da comida bem feita, do seu carinho. Lembro do tio Milton Barbosa, seu esposo. Outra figura lendária. Patrão de CTG, era gaudério dos quatro costados, como se diz. Ganhava a vida como barbeiro. (Antes era assim que se chamavam os cabeleireiros). E que barbeiro dedicado! Sua profissão fez escola, e seu filho, o Jorge, segue nesse trabalho no mesmo local, na bela Panambi.

Lá na tia Elvira, eu era o todo-poderoso. Seus filhos me tratavam como um irmão caçula. Desde cedo aprendi a apelidar todo mundo usando dos artifícios dos adultos. O tio Milton era o “Véio”, pela boca da tia Elvira. Ora, se ela o chamava assim, de Véio, eu também poderia chamá-lo. Pronto! Era Véio para cá, Véio para lá. Véio, me leva passear, Véio, me ajuda com esse brinquedo, me deixa ficar no teu “aito”. Esse era o modo de me referir ao seu carro, um Ford Bigode - se não me engano. Um dia olhei para a tia Elvira e disse com voz bem alta.
-Mas se o tio é o Véio, a senhora só pode ser a Véia!
No pé da letra ela respondeu:
-“Eu, Velha? Isso não! Eu não sou velha coisa nenhuma!
-Ah, não é Véia? Se não é Véia, então, é Moça?
Até o dia em que fiquei lá, eles eram o Véio e a Moça.
Tudo ia tão bem. Eu era o mais mimado da tia Elvira. O primeiro a sentar-se à mesa e a servir-se também. Sempre imitando um ou outro da casa, ali fui crescendo e ganhando carinho. Uma vez, quase morri de susto quando uma lombriga brotou de dentro do meu calção, acuada pelo remédio que tomei sem saber porquê.
- Moça! Corre aqui! Me acuda, Moça! Que bicho é esse? Parece uma cobra!
Na Páscoa daquele ano ganhei minha primeira cesta com guloseimas. A tia escondeu e mandou procurar. Em instantes eu a encontrei. Ganhei até da prima Lúcia, que regulava de idade comigo. Assim que achei os doces, mais que depressa gritei:
- A minha cesta tá “atuiadinha”!!!
Que festa! Que tempos! Olha, não sou de chorar, mas se eu não estivesse escrevendo estas linhas no computador, juro que o papel teria molhado com as lágrimas de um tempo inesquecível.
Não fiquei mais que um ano na Tia Elvira em Panambi. Lá se foi o Tite para Cruz Alta outra vez, para a casa da mãe. Não por vontade da tia Elvira, mas por vontade do destino. A verdade é que minha mãe havia me prometido para um de seus irmãos, o Valdomiro Dessbesell, cuja esposa não teve a sorte de criar um filho. Seus três bebês morreram ao nascer. Diante de tal sina, voltei para casa da mãe. Lá fiquei por dias à espera do próximo pai ou mãe que havia de me levar ao novo lar.