domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ao nosso poeta


Ainda na sexta fui ao lançamento do livro do meu amigo Oracy, tadinho. Ficou vários dias sem sair de casa, preparando-se para esse dia. Que bom ter desfrutado de mais alguns momentos ao lado dele, ali no calçadão, lugar onde pouco vou.


Oracy é dono de poesias belíssimas e, sobretudo, críticas. Daí a razão de eu gostar tanto de lê-las. E seu livro, Epitáfios e Últimos Poemas" não serão os últimos. Assim, seus leitores esperam.


Selecionei este para vocês (Epitáfio);


Eis a política alçada:

Vai ficar tudo um colosso.

Vai ser preciso muito osso

Pra conter a cachorrada


reconsiderações

O blogueiro tinha razão, portanto, vejam aqui mesmo as fotos já postadas na tarde de ontem, e com seu devido nome abaixo. O que é justo, é justo. Ponto final.

Desabafo do leitor:

(foto de Jorge Viero, o paciente, pai da Karen)
Denúncia grave
na saúde estadual

Karen Viero*
Relato isto para que outros não passem o que passei com meu pai, Jorge Umberto Viero, que no dia 17 (terça) foi encaminhado ao hospital da PUC (Porto Alegre) devido a um coágulo no cérebro, resultante de uma queda. Seu lado esquerdo já estava paralisando.

Na tomografia fui informada de que ele não poderia fazer o exame, pois a máquina aceitava só 120kg, não os 122 kg de meu pai, que acabou internado à espera de um exame a ser feito na Santa Casa para, enfim, ser operado do coágulo.

Ao indagar sobre as autorizações da Unimed para o exame fora, fui informada que seriam agilizadas pelo próprio hospital e que, se eu interferisse, prejudicaria os protocolos.

No mesmo dia (quarta,18), os médicos disseram que já haviam encaminhado o exame para quinta ou sexta, dependendo da vaga na Santa Casa. Enquanto isso, o paciente já não se movimentava mais e até fazia as necessidades na cama.

Na sexta ao meio-dia, outro impasse. O hospital da PUC não colocou veículo para transportá-lo, e acabamos contratando uma ambulância. Chegando na Santa Casa, outra triste surpresa: o tal exame não estava solicitado e levaria 48 horas para a Unimed autorizá-lo.

Então, estava eu com o meu pai imóvel numa maca, dependo de um exame para só então realizar a cirurgia. E o hospital da PUC, com total negligência, não havia providenciado a autorização, no entanto, liberou o paciente, arriscando sua vida.

Como se não bastasse, o pessoal da Santa Casa, vendo a situação, disse que havia horário desde quinta para o exame. Que teria sido mais fácil tê-lo trazido antes. Diante disso, pagamos pelo exame, mesmo assim, houve uma espera de 48 horas, atrasando a cirurgia. E senão tivéssemos o dinheiro, como estaria meu pai agora? Aguardando a boa vontade do hospital da PUC?

Em pleno século XXI temos preconceito contra os obesos. Será que até para ter atendimento de urgência teremos todos que ser globais? Não há justificativa para um hospital como o da PUC não ter máquinas para pessoas obesas ou é só o meu pai que pesa mais de 120kg?

Onde esta o governo do Estado que priorizou saúde? Cabe dizer, ainda que, mesmo tendo convênio com a Unimed, ele foi tratado com total desconsideração, quase perdendo a vida.

Votei, apoiei, trabalhei neste governo e agora pago o preço.
Espero a responsabilização do hospital e uma resposta do governo frente à deficiência da prestação de saúde ao cidadãos gaúchos que mantém este Estado.

Agradeço aos médicos Renato Vaz e Arlindo D’Ávila e sua equipe. Estes sim, são anjos na terra que enfrentam problemas todos os dias e fazem o possível para salvar as nossas vidas.

*Advogada
OAB/SP nº 270.219 - B.

Obs.: O coágulo do empresário santiaguense Jorge Viero foi drenado. Ele recupera-se bem, ainda em Porto Alegre.

Fotos, considerações

E quanto ao episódio das fotos, vou ouvir bem meu colega aqui do Expresso, se realmente o blogueiro aquele estiver dizendo a verdade, irei considerar, pois a princípio, as fotos teriam vindo pelas mãos dos policiais. Mas nunca é tarde para reconhecer o crédito a quem de direito, coisa que sempre fiz sem nenhum problema. E quando erro, assumo...

Obs. O simples empréstimo da máquina não configura uso de crédito, uma vez que ela teria sido emprestada aos policiais, a exemplo da nossa, se fosse o caso.

(meu colega foi de carro próprio à delegacia, daí, não entendo o negócio da "carona").
Pragas verbais

Desde há muito tempo as pessoas emitem uns sons estranhos e sem objetivo entre as frases. É o “ããããhhh” ou o “né”. Essas manias caíram um pouco, dando lugar ao "com certeza" e "na verdade".

São cacoetes da fala, com surgimento de mais “pestes” de tempos em tempos. Agora, por exemplo, o destaque são as palavras "assim”, assim" (repetida); "assim, óh"; "é que é assim, óh"; e a recordista: "só que é assim óh". Outra expressão que começa a ganhar forma nas conversas explicativas é o: "o que que acontece".

Epidemia linguística

O interessante é o alastramento dessas manias. Há duas semanas eu atravessei o Rio Grande e notei que poucos fogem à regra. Você pode fazer o teste. Ligue a tv ou o rádio e ouça as entrevistas. É um festival de "assim óh" e de "o que que acontece".

O pessoal usa muito também a expressão “no sentido de” no lugar de “para”. E “em nível de” o lugar de “em âmbito de”.

Já os locutores, adoram dizer “depois do intervalo, estaremos de volta”. Lógico, se não voltar não será intervalo...

Hoje, domingo, ouvi o seu Alcides Meneghine e a Taís sobre a feira em Capão do Cipó. Gente, do céu! Foi um festival de “com certeza” e de “assim, óh”.

Mudando de assunto:

A única coisa que adorei ter ouvido foi a sensatez do Alcides, dizendo que espera um público de cinco mil pessoas para os shows. O cara foi verdadeiro neste aspecto e não imitou os demais feirante da região que multiplicam o público por 4,5.

Imaginem o Carnaval de Jaguari teve 18 mil em cada noite. Sei que o público foi grande, mas 18 mil?

E pra falar bem a verdade e encerrar este assunto, cabe lembrar que apenas a Brigada Militar é quem pode fazer a estimativa de público nos eventos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

20 Anos de Jornalismo




Jorge Damian
e Nery Machado

Jorge Damian era mais cauteloso nas palavras e não falava tão popular quanto Luiz Manoel. Chegou à presidência da Câmara no ano de 1999 e ficou no cargo no ano seguinte, contrariando possíveis acordos políticos.

O atual prédio da Câmara ganhou esses contornos modernos devido à luta de seu Damian, o qual foi duramente criticado pelo Expresso, justo pelas suas derrapadas verbais e comportamentos engraçados nos eventos da cidade.

Houve um processo por parte dele, mas que nunca deu em nada porque o jornal e seus colunistas, embora publicassem todo o tipo de ironia, charges e demais gozações, nunca ofenderam a pessoa de Jorge Damian, que até hoje é amigo de todos lá no Expresso.

Aqueles tempos com seu Jorge na presidência da Câmara renderam muitas matérias ao Expresso e assunto para as charges. Mas hoje, decorridos alguns anos, e depois de ter conversado muito com ele, digo que se pudesse voltar no tempo não teria criticado tanto alguém como ele. Homem que se fez do trabalho e tem até os dedos arrebentados pela dura lida, na ânsia de bem alimentar os seus.

Empresário e líder comunitário reconhecido, é pessoa que traz consigo a honra do famoso tempo em que o fio de bigode valia mais do que dinheiro. Esse é Jorge Damian, o qual aprendi a admirar, principalmente por ser honesto, puro de alma e de pensamento grandioso, em cujo coração, não há espaço para rancores.

Nery Machado

Nery Machado. Este sim rendeu história. Iniciou sua vida pública depois de ter se realizado profissionalmente. Criou seus filhos, constituiu empresas. Tudo na base do braço forte e da cabeça erguida.

Nesses tempos em que atuo em Santiago, aprendi a conhecer e a respeitar o Nery Machado. Político que muito ajudou na questão do emprego, foi presidente da Câmara e de várias outras entidades.

Uns até dizem que Nery foi o vereador mais grosso que Santiago conheceu, mas se toda a grossura fosse igual a dele, o Brasil estaria cheio dos mais distintos e gentis cidadãos.

(do livro 20 Anos de Jornalismo)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A lei entra em ação

Nevintom de Lima (fotos: Rafael Nemitz)
Valdoir - Pombão

Davi Correia.

Há pouco, vários foras-da-lei foram tirados de circulação em mais uma boa ação dos nossos policiais civis e militares. Vejam a lista:


Nevitom de Lima Machado, “DUDU”;


Preso pela Polícia Rodoviária Federal com algumas gramas de cocaína;


Valdoir dos Santos Silveira, Pombão. Preso pela Brigada com 6 gramas de maconha e 4 de cocaína em pasta;



Davi Correa Dias, foi pego com uma pistola calibre 32;


Todos eles estão no presídio.


Mas a grande surpresa da noite foi mesmo a prisão preventiva do advogado Marco Luis Pâines. Segundo o delegado Nenito Sarturi, ele é suspeito de vários crimes e vinha sendo investigado desde o ano passado.

O também advogado Dionízio da Costa, que estava na delegacia atendendo a outra ocorrência, deu assistência ao colega Marco Luis, mas mostrou-se surpreso. Inclusive ressaltou que não sabia os motivos da prisão.

20 Anos de Jornalismo

Luiz Manoel dos Santos - Entre os políticos que conheci, posso citar Luiz Manoel dos Santos (PP), Jorge Damian (PMDB) e Nery Machado (PP) como os mais populares dentro de estilos semelhantes. Luiz Manoel era o mais engraçado e o que tinha a sua forma peculiar de se expressar.

Dizia frases do tipo: “O Vurmare, o Cássio, o Júlio e o Ruivo; todos os prefeitos foram bão pra mim”, querendo falar de Vulmar Leite, Cássio Peixoto, de Chicão e do vice Júlio Ruivo.

Luiz Manoel também dizia que não gostava de alta velocidade, mas que as estradas do interior, um trabalho feito pelos governantes do seu partido, eram tão boas que chegavam a pedir que corresse. Além dessas patacoadas, há quem diga que seu Luiz ficava cochilando e não votava contra certos projetos, até porque não via quando era hora de levantar-se.

Também teria afirmado a seus colegas, que em alguns dias precisava ir mais cedo embora, antes da sessão acabar, para poder dormir melhor, visto que na noite anterior havia faltado energia elétrica e desativou seu ventilador.

Depois de ter sido vereador por vários anos, Luiz Manoel não conseguiu a reeleição justo no ano em que o número de legisladores foi reduzido de 19 para 10.

Para “ajudar”, um pouco antes das eleições de 2004, seu Luiz ainda foi preso porque uma arma, supostamente usada num crime no interior do município, estava em sua casa. Coitado! Amargou dias na cadeia, mas não desanimou e saiu de lá com a mesma disposição e a humildade de sempre.

(do Livro 20 Anos de Jornalismo)

Visitas x notícias

Daniel Tonetto, eu e o Rúderson Mesquita
Daniel Tonetto, seu livro e eu.

Há pouco recebi os amigos Daniel Tonetto, advogado santa-mariense que presta assessoria à direção da Cooperativa Tritícola. Ele estava acompanhado do também advogado Rodrigo Vontobel, do diretor da entidade, Rúderson Mesquita, entre outros amigos.

Tonetto é um dos melhores advogados criminalistas da região, escritor e professor universitário. Lógico, também é um grande amigo nosso. Em breve, iniciarei a leitura do livro que ele me deixou: “Morte, Tráfico e Corrupção”.

É isso, minha gente. O Expresso está circulando, recheado de coisas interessantes, boas para uns, ruis para outros. Como sempre...

E na semana que vem traremos uma boa abordagem dessa questão da Tritícola, sendo que revelações cabeludas para fazer.

Agora vou levar meu filho menor ao médico cardiologista. Espero que dê tudo certo nos exames. Fui. Beijos a todos.

Comentário


Pérolas da nossa 22ª Copa Santiago. Espero que não levem a mal... (é para o bem).
(O leitor não identificou-se)

Guarani toca por ali. Ali onde?

Cruzeiro no contragolpe. Que é isso?

Jogador joga a bola. Queria que ele jogasse o quê?

Esta chava será difícil. Ele queria dizer chave.

Cruzeiro vai enfrentar o Vasco da grama. Da grama???

As nuvens pairam no céu. Comentando sobre o tempo que se preparava pra chuva.

O levantamento foi rasante. rsrsr...

O jogador esta caido no chão.

O Grêmio entra em campo. Queria que entrasse onde?

Com esta chuva cai muita água em Santiago. Sem palavras

Se desejar, complementa com mais umas. Abração

Comentário II

  1. Agora, como teremos mais uma rádio em Santiago, na certa haverá muita concorrência, mas se caso alguma tiver dificuldades, basta chamar um tal professor, vidente, revelador, medium, paranormal e charlat...ops!!!desculpe. Olandi Teixeira, dizem que andou por aqui e fez milagres, e bota milagres nisso.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

As boas do Expresso


Encerramos mais uma edição do nosso Expresso. Agora, ou vou me reunir com amigos na minha casa, ou darei uma aliviada na garganta sorvendo uma ceva lá no Flashback.

A nossa notícia mais forte da edição diz respeito a um processo movido pelo promotor Barbará contra agentes públicos de São Francisco, a maioria do PP. Lembram da famosa CPI da banana? Pois é sobre ela mesma...

Eu costumo dizer que dor de barriga não dá só uma vez. E não deu!

Meio tardia, alguma publicação do Carnaval na região também ilustra o nosso jornal. Cabe ressaltar ainda que os blocos de Jaguari estão de parabéns. Quase todos levam nomes graciosos, mas nenhum relacionado à bebida. Bacana isso.

Comentário:
Sobre o novo ginásio

O Lula vai liberar o ginásio pro Heinze. Deve ser porque o mesmo vota todas contra que ele vai dar mais essa colherzinha. Piada!

O Heinze vota todas com o PT e, por isso, ganha tantas emendas. Só que aqui em Santiago ele finge que é contra. Os bobos dos fazendeiros acreditam.

(Enviado por um leitor)


Mais um ginásio

O governo Lula vai liberar R$ 190 mil para a construção de outro ginásio, desta vez, no bairro Zamperetti, atendendo também a população do Alto da Boa Vista. O ginásio seguirá os moldes dos já existentes, servindo para esportes e projetos municipais.
Estradas boas

Na semana passada viajei a Rio Grande e fiquei impressionado com as boas estradas. Desde que saí de Santiago, o que não estava bom, estava em reforma. É a Dilma querendo mostrar serviço.

Carnaval sem brigas

Santiago mostrou que sabe fazer Carnaval. A avenida ficou lotada nas três noites, prova de que a prefeitura acertou. É melhor contratar bandas, dar estrutura do que investir em escolas para ainda ter que aguentar brigas entre elas.

Vamos pra roça?

Tanto vi e escrevi sobre terreno sujo que até eu me indignei. Sem saber qual o dono de um terreno ao lado do meu, sem achar alguém que fizesse o serviço pesado, dei de mão na foice e me toquei pro matagal. Segui à risca o ditado de que, se quiser algo bem feito, faça você mesmo. Eu fiz!
Agora há pouco, numa rádio...
(quem me mandou foi um ouvinte-leitor)

O apresentador pergunta ao ouvinte, e se caso acertasse, ganharia um brinde:
- Qual a área que voce possui mais conhecimento?
Matemática, respondeu.
Então vou lhe fazer uma pergunta de matemática difícil , vamos ver se você vai acertar.
Quantas estrelas tem na Bandeira Nacional?
Oito...
Pergunta: O que as estrelas da bandeira tem que ver com matemática?
Oito?????? Tá loco!!!


Tritícola x dívidas

Após esgotadas as negociações, mais devedores da Tritícola serão executados. O diretor Rúderson Mesquita também anunciou que entregará à Promotoria diversos documentos que provam que a contabilidade antiga estava sendo mal conduzida, até mesmo com verbas mal-aplicadas e devedores de lombo liso (amiguinhos)?

Vejam só, senhores e senhoras, como se mata uma cooperativa. E como se não bastasse esse achincalhe todo, descobre-se ainda que havia montões de cheques sem a devida execução, além de outros furos.
Jorge Viero passou mal

O empresário Jorge Viero foi hospitalizado em Porto Alegre devido a um coágulo na cabeça, mas passa bem. Ele havia batido numa piscina há vários dias e só sentiu o problema agora. Felizmente os médicos drenaram o sangue há tempo de evitar danos à saúde do santiaguense.

Caprichos gaúchos


Durante sete dias, centenas de tradicionalistas percorrem pelo menos 240 quilômetros do litoral gaúcho na chamada “Cavalgada do Mar”. O evento é promovido por aquelas entidades que se orgulham de manter a “tradição gaúcha”, uma invenção do século passado. O fim, segundo dizem, é valorizar as “raízes”, mas os meios são cruéis para os animais.

Um grupo formado por vinte entidades de proteção aos animais lançou carta aberta ao povo do Rio Grande do Sul depois do surgimento de denúncias de que, pelo menos, dois cavalos teriam morrido. Porém, esse número pode ser maior. O veterinário oficial do evento (acreditem, ele existe) informou que três fatores contribuíram para a morte dos animais: calor excessivo, distância percorrida, e falta de preparação física prévia.

A tal cavalgada só existe para satisfazer caprichos de quem não tem nada mais útil para fazer e ainda traz sofrimento para aquele animal que é cultuado no Rio Grande do Sul como o “companheiro do gaúcho”. A situação é parecida com os tradicionais desfiles no dia 20 de setembro, quando os cavalos são obrigados a marchar por ruas asfaltadas à base de chicotadas. Não é diferente nos rodeios (tantos os paulistas, quanto os gaúchos). Animais sofrendo para absolutamente nada!

Que o homo sapiens é irracional quando se trata de cuidados com a natureza, todos sabem. Porém, saber não é compreender e muito menos aceitar. Na sexta-feira a Praça da Matriz, em Porto Alegre, será palco de um protesto pelo fim da “Cavalgada do Mar”. É improvável que o bom senso derrote a prepotência dos tradicionalistas. De qualquer forma, vale o alerta.

Lucas Rohãn / Jornalista / Porto Alegre – RS

(51) 9131 0502 / RG 3091842802


Pra recordar

Lembram desta foto, com todos os eleitos de Santiago com cara de enterro? Foi em dezembro de 2008, na diplomação. mas que carinhas, hein?
Professor sem valor

Devido aos baixos salários, está havendo um desinteresse pela profissão de professor. Ninguém mais quer viver trancafiado numa sala de aula por tão pouco. Digo baseado por saber que somente os alunos com as piores médias é quem procura faculdade para ser professor. A seguir assim, o que era ruim vai ficar péssimo: a educação brasileira.

Crianças de seis anos

Eu soube também que o Ministério da Educação (MEC) quer terminar com a reprovação de crianças de seis anos. Os especialistas do governo temem prejudicar o aluno tão jovem por toda a vida escolar. Com o Ensino Fundamental de nove anos, as crianças entram mais cedo na escola, e aí pode morar o problema.

Frase do dia

- Existem três tipos de mulher: as bonitas,
as inteligentes e a maioria.
(Anônimo)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sessões do marasmo

Sou a favor que as sessões da Câmara voltem para a noite, creio que tinha mais público, eu era um que ia ver de perto as falas dos nobres edis. Algo para o novo presidente pensar.
(Cassal Brum)

Comentário

Ah... Santiago!

Santiago, cidade bela, calma e tranquila. Muitos passam por aqui e se apaixonam por permitir passeios durante o dia e a noite, sem se preocupar com nada... Mas essa realidade está mudando com as tentativas de assaltos, espancamentos e estupros. Em uma semana, foram duas tentativas. Onde vamos parar com tanta violência??

Alerta! - Devemos nos alertar e se prevenir. Ao sair à noite, saia com amigos. Não ande pelo costado dos muros, por baixo das árvores ou você pode ser surpreendido por pessoas cujos vícios tomam conta das mentes e nós pagamos o preço. Exige-se tempo pra que esta nova busca de tranqüilidade perpetue novamente em nossa cidade. Queremos a Santiago de antes!
(C.O.P)

Prestigiadaaaaa !!!

A primeira sessão do ano ali na Câmara foi por demais prestigiada. Vejam que, na plateia, além dos jornalistas e assessores, há apenas a presença dos caciques; Ademar (PP) e Isabel (PSDB).
Nesta foto, aposto que a piada é a seguinte: “finalmente o Bianchini largou o osso”. Vejam, até o Bianchini tá rindo. Pela metade, mas tá rindo.
Vejo com prazer que os assessores estão a todo vapor. Notem que os copos dos senhores nobres legisladores estão pelas bordas de água.
Garota prejuizão

Márcio Saldanha, assessor da prefeitura de Manoel Viana, informou que o Garota Verão custou em torno de R$ 3 mil aos cofres públicos, isso na fase local. Só que a regional não foi realizada na Praia e Camping Rainha do Sol devido às enchentes. A ideia, para o ano que vem, é continuar só com a fase local evitando, com isso, riscos de prejuízos.

Pelo que se observa, a enchente, neste caso, não trouxe prejuízo, mas o lucro. Se na fase local gastaram três mil, já pensou se fizessem a regional?

Campanha da limpeza



Pelo jeito o Expresso e a Rádio Santiago estão numa campanha acirrada pelos terrenos limpos. Hoje pela manhã inda ouvi meu amigo Pinheiro sentando os sarrafo.

Disse que no bairro Gaspar Dutra havia uma praça suja, com matagal, invadida por desocupados. Um morador reclamou, inclusive. Veja a praça aí!

ESCLARECIMENTO!

Unimed x Hospital de Jaguari
Em resposta ao Editorial referente ao credenciamento do Hospital Caridade Unidade Jaguari junto à Unimed Santa Maria, cabe esclarecer:
"Não há nada de esquisito na informação trazida pela Unimed Santa Maria de que o Hospital Caridade Unidade Jaguari não prestaria serviços a esta operadora. Ocorre que a Agência Nacional de Saúde Suplementar, órgão que regula o melhor atendimento aos clientes dos planos de saúde, determina que todos os prestadores de serviços das operadoras de plano de saúde preencham requisitos mínimos.

No entanto, por vontade única e exclusiva do Hospital de Jaguari, o mesmo não havia solicitado credenciamento junto à Unimed, impossibilitando a cobertura de seus serviços.

O Hospital, no entanto, encaminhou a solicitação de credenciamento à Unimed em 11/02/2010, a partir dessa data, iniciaram as negociações para firmamento do contrato.

Reiteramos que a Unimed Santa Maria não se responsabiliza pelo custeio de qualquer procedimento no Hospital de Jaguari, devendo os usuários da Unimed buscar os serviços credenciados para seu devido atendimento até a assinatura do contrato."
Unimed Santa Maria
(55) 4001.6565.

Denúncia


Cadê os recicladores?

Sou do bairro Maria Alice Gomes e parabenizo a quem teve a brilhante ideia da coleta seletiva do lixo em Santiago, porém informo à fiscalização e àqueles que fazem a coleta que faz mais de duas semanas que os materiais não são recolhidos.

Sou cidadão consciente, faço minha parte, e gostaria que o trabalho de separação do lixo não fosse em vão. Já tem pessoas desiludidas com a coleta reciclável, pois falta incentivo.

(Não quero ser identificada por medo da represália dos bandidos).
Barbaridades na Saúde

O Hospital de Santiago faz parte da rede de apoio ao HUSM (Santa Maria). Assim, as Secretarias de Saúde dos municípios marcam horário para os pacientes serem vistos, sendo também responsáveis por trazê-los e buscá-los;

Mas dia desses uma paciente de 58 anos (São do Sul) tinha horário para ser vista à tarde. Pois bem: a prefeitura não deu transporte e, ela, querendo fazer o procedimento que aguardava há tanto tempo foi para o trevo pegar carona. Arrumou até Jaguari, depois, foi novamente para o trevo, enfim, chegando a Santiago;

Para voltar, após a consulta, referiu que iria até o trevo do Batista pedir carona. Aí, os funcionários do hospital, penalizados com a pobre senhora, juntaram o dinheiro da passagem e a levaram à rodoviária para pegar ônibus que a levasse a São Pedro.
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Terrenos x horta

Prezado Joao Lemes:

Tenho uma posição sobre os terrenos sujos ou até mesmo os limpos. Sugiro que criem uma proposta em que terrenos não utilizados virem uma horta comunitária, ou seja, com descontos no IPTU para o proprietário que ceder esses terrenos para pessoas com os requisitos básicos.

Seria uma espécie de consórcio entre Prefeitura x Secretária de Agricultura x Proprietários de terreno e quem possa ajudar nesse projeto. Quem sabe alguém gosta da ideia e encampa, vereadores ou prefeitura.

Ricardo Ferreira dos Santos
Santiaguense da Bahia

Pontos pro Expresso

O santiaguense Protásio Fiorenza há anos mora em Viamão, mas sempre que é possível, alguns amigos o enviam alguns Expressos. Dia desses, após ter recebido um pacote recheado de jornais, disse a seguinte frase em meio a várias pessoas numa praia: “Gosto mais do Expresso que de alguns dos diários da capital.”

Esta me foi repassada pelo amigo Froilan Oliveira, ao qual, agradeço.

20 Anos de Jornalismo

Os políticos e suas pérolas

Os leitores do Expresso gostam que a gente diversifique as reportagens, mas a maioria tem preferência pelas que falem da sociedade, de futebol, de polícia e também de política, quesito este que recebe total atenção de nossa equipe editorial. E posso afirmar: todos nós temos uma boa memória para nunca mais esquecer do que eles dizem, por exemplo:

O ex-prefeito Antônio Carlos Cardoso Gomes (Toninho) disse que não obedecia caciques, se referindo aos líderes do PP, tentando justificar uma possível rejeição à sua recandidatura a prefeito, em 2000. Também falou que seu ramo era a agricultura e que estava na prefeitura para prestar um serviço e ir embora.

Eudócio Pozzo, quando foi vereador pelo PSDB, disse que Santiago consumia uma tonelada de drogas por final de semana. O assunto repercutiu até em São Borja, Porto Alegre, motivando alguém a escrever um artigo no Expresso dizendo que as pessoas daqui não deveriam mais ter narizes, de tanto que haviam cheirado cocaína.

O ex-vereador Valério da Rosa desabafou na Câmara que, para o jornal Expresso, até por Bruxo tinha passado;
Outro ex-vereador, Jorge Damian (PMDB), falou que o Expresso fotografava ele ao lado de autoridades e que na hora que abrir o jornal, a sua imagem estava sempre ausente.

Paulo Rosado, quando concorreu pela coligação da oposição contra o PP em 1996, saiu com esta: “Se eu ganhar de 3 votos por um já me sinto derrotado.”

João Cândido Pereira (PP) também foi vereador e, certa ocasião, afirmou na Câmara que os tempos em que Vulmar era prefeito, seriam lembrados como um tempo negro para Santiago.

Nélson Abreu (PDT) criticou o governo Britto, o qual desejava que Santiago entregasse seus brigadianos nos braços dos marginais da capital, quando estava sendo montada uma operação para buscar reforços no interior para proteger o eixo próximo a Porto Alegre.
Sandro Palma (PTB) nunca teve medo de cara feia. Costumava dizer que se o chamassem de cara-de-pau ou lhe dessem um prato de doce, era a mesma coisa.

Osmar Gabriel, de São Vicente, publicou no Expresso: “O que eu tinha para isso era hoje” e: “Tomara que chova nas minhas batatas”.

Da boca do ex-vereador Ademar Canterle (PP) saiu esta: “Lá em Capão do Cipó, colorado não vai poder votar na primeira eleição do município. Eles não têm título”, antes do Internacional ser campeão do mundo. (criticando seu próprio time.)

(Do livro 20 Anos de Jornalismo)

No Expresso é assim



Bateu, valeu

O Expresso e a Rádio Santiago voltaram a debater a questão dos terrenos sujos, obrigando a fiscalização da prefeitura (ou os seus donos) a tomar uma atitude. Foi o que aconteceu nesse ponto, cuja calçada próxima à escola Tomás Fortes estava tomada de mato e lixo. Confira o antes e o depois da matéria publicada.

Acabou o ki-suco

A polêmica se estendeu até que a rádio ouviu o fiscal público César Souza. “Minha obrigação é com os tributos, mas por enquanto vou dedicar total atenção a esse setor do lixo urbano. Vi a matéria no Expresso e sei que ela acaba sempre descambando em mim. Portanto, agora chega de ser bonzinho”, declarou o servidor, dizendo que vai dar um jeito e achar os donos dos terrenos sujos e notificá-los.

Já sobre as calçadas públicas interrompidas, o correto é procurara secretaria d obras para fazer as denúncias, orientou Souza.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Nada é proibido


(por Ruy Gessinger)


“... o Brasil é o país dos três beijinhos. É o único no mundo onde você conhece uma moça na noite e na mesma noite transa com ela. Eu já morei no Exterior: primeiro tem que namorar. Olhem as famílias argentinas em nossas praias. Olhem o comportamento das meninas. Vão para o Uruguay e olhem a saída de um colégio: todo o mundo uniformizado e ninguém fumando. Vão ver a saída de um coleginho no Brasil.


...tente não dar lugar a um idoso num coletivo na Suécia ou na Dinamarca. Tente dirigir na Alemanha depois de ingerir um copo de chopp. Tente fazer uma festa barulhenta em sua casa nos States. Tente subornar um guarda. Experimente desrespeitar um professor. Procure um país no mundo onde os avós são escravizados pelos filhos e condenados a cuidar dos netos. Me diga um lugar do mundo onde você possa ingressar num supermercado de sunga e sem camisa.


...tente beber uma latinha de cerveja em público no Chile. Me apontem um lugar do mundo em que se deixa um bandido sequestrar uma mulher durante 70 horas, enquanto 200 policiais ficam conversando do lado de fora. Por que não chamam a polícia de Israel para ensinar como se faz?
Os únicos lugares que se salvam no Brasil são as pequenas e médias cidades do interior...

(Parte do artigo de Ruy gessinger, colunista do Expresso, em seu blogue).

Incrível

Constatem que o Zborowsky é realmente um gênio. Ele achou um atalho para Brasília. Pior é que este lugar existe mesmo, pois já passei por lá.

Deu na imprensa gaúcha

“A Campanha da Fraternidade de 2010 coloca aética cristã em guerra com o espírito do capitalismo. Contando neste ano com o reforço de cinco igrejas, além da Católica, a mobilização tem como alvo o modelo econômico vigente e como mote o versículo de Mateus segundo o qual não se pode servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo. Na mira de bispos, pastores e reverendos figuram inimigos como a ânsia por lucro, o agronegócio, o capital especulativo, o consumismo e o sistema financeiro internacional.”

À mestra, com carinho

Rosane e família, quando ela recebia o prêmio Ana Terra, em Porto Alegre.

Hoje é o aniversário da minha amiga Rosane Vontobel Rodrigues, a nossa querida professora da URI, responsável também por dar uma nova cara a Santiago, no campo da literatura.


Rosane, a nossa Ana Terra santiaguense merece todo o nosso carinho, respeito e amor neste dia tão especial. Um beijo no seu coração, como diria o vereador Nequinho, e em toda a sua maravilhosa família. Nós te amamos!

Semana agitada

A semana segue com muitas novidades. A posse do vereador Davi na presidência da Câmara de Santiago; o medo da dengue, doença que já causa epidemia em ijuí...

Essa gestão do Davi tá mais para "gestação", pois será de uns nove meses apenas...


Madrugada osca


Esta imagem é do artista americano Matthew Albanese. Ele próprio monta o cenário em maquetes, depois fotografra.

Lá fora onde eu morei e aprendi as lides campeiras, se falava muito no tempo. As previsões eram baseadas no agitamento dos bichos, no vento norte... E quando algo não ia bem, costumáva-se dizer que "a coisa estava osca", bem como foi esta madrugada na região.

Em alguns lugares choveu mais de 200 mm., quantidade acima, bem acima da média do mês. Para variar, raios e mais raios. Como disse o Paulo Pinheiro, a noite virou dia.




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Progresso? A que preço?

Ainda na praia do Cassino, a maior do mundo em extensão, fizemos um passeio em Rio Grande, uma das cidades mais antigas do Estado, com seus 175 anos. Muitas indústrias, muita riqueza e empregos. O superporto é um dos mais importantes da América Latina.
Na foto, a Suzana e eu.

Em Rio Grande também e vê muitas ruas mal acabadas, sem calçamento, sem saneamento básico. É muito lixo espalhado em muitas áreas urbanas, muitos cães vadios e, lógico, uma criançada precisando de amparo, educação e carinho.
São por essas e outras que peleio com os candidatos que se lançam à corrida eleitoral em Santiago prometendo indústrias. Vamos arrumar a nossa casa, dar educação ao nosso povo e cada um que encontre seu trabalho da melhor forma, aqui ou fora.


Na foto, o meu filho Fagner, a Kamila e a Suzana

O que não podemos é subsidiar a tais indústrias poluidoras para que a cidade vire no que viraram tantas outras por esse Brasil, onde o progresso custou muito caro.

Praia da saudade

A Suzana e eu sentiremos saudade da boa praia, do passeio, dos novos amigos que fizemos aqui. Tudo foi muito bom, mas já está na hora de retornar à aldeia. Claro, ainda vou postar as fotos do nosso passeio de lancha. Aguardem...

Essa minha saída foi de suma importância, pois já alinhavei alguma coisa pro novo livro, o qual será diferente do primeiro "20 Anos de Jornalismo - Autobiografia de Um Autodidata".

Sou orgulhoso de ter vendido mais de mil exemplares, isso graças à força do Expresso e dos amigos, mas com esse outro pretendo atingir uma marca bem maior. Também fiquei feliz pelo fato de ter sido selecionado entre quatro escritores gaúchos, para ter seu exemplar enviado à Biblioteca do Senado Americano, uma das maiores do mundo.

E já posso adiantar uma parte do conteúdo: será ligado ao jornalismo, abordando redação e estilo; uma crítica ao modo arcaico de se fazer comunicação no Brasil.

20 Anos de Jornalismo


Tito Beccon:
o assessor par (a) lamentar

O Expresso deveria estar em seu segundo ano quando eu soube que um vereador santiaguense tinha cargo ligado a Brasília, capital federal. Tratava-se de Tito Beccon, advogado, filho de família tradicional em Santiago, cujos integrantes até viraram nome de rua. Como o assunto ficava no disse-que-disse, nunca busquei me aprofundar, até porque tinha boas relações com Tito Beccon e via nele um bom vereador, um lutador pela cultura regional.

Tudo ia tão bem, para que eu iria fuçar num assunto até então pouco conhecido na comunidade? Quando ouvi os vereadores dizendo que a Câmara de Santiago era exemplo para o Brasil, até me dei ao luxo de acreditar.

Passados alguns anos, veio a eleição municipal de 1996. Tito Beccon não se reelegeu. Mais tarde, procurou o jornal para fazer uma coluna semanal, já que sempre foi dono de ótima escrita e de muito conhecimento. Até hoje ele diz que o espaço Retratos da Vida o ajudou a voltar ao parlamento municipal, fato que ocorreu na seguinte eleição, a de 2000.

Quando faltava pouco tempo para terminar aquela legislatura de 2004, em função de uma eleição da mesa diretora da Câmara, Beccon se desentendeu com seu colega de partido, o vereador Sandro Palma. A inquietude nascera de uma desconfiança de Palma, o qual pensava que Beccon tramava contra ele nas reuniões do partido.

Mais adiante, Palma teria aceitado votar em Nara Belmonte (PP) para presidenta da Câmara, a qual formava chapa com a oposição, porém, na hora “H”, Palma teria mudado seu voto em favor de Leovegildo Fortes (PP), que se elegeu presidente. A fúria dos peemedebistas recaiu sobre Palma, que acabou indo à imprensa na tentativa de puxar podres dos seus partidários, mas quem teve, de fato, seu nome propagado aos quatro ventos foi Tito Beccon.

A primeira denúncia de Palma foi à Rádio Iguaçu. Depois de ameaçar desvendar problemas de um e de outro, assegurou que certo vereador do PMDB recebia um gordo salário da Câmara Federal como assessor parlamentar, sem nunca (ou raras vezes) ter ido a Brasília, onde seria seu devido local de trabalho. Embora não tivesse dito seu nome, ficou cristalino que se tratava de Tito Beccon, que também recebia da Câmara de Santiago, mesmo estando impossibilitado, por razões óbvias, de prestar ambos os serviços (para a Câmara Federal, em Brasília e como vereador, para a Câmara de Santiago) ao mesmo tempo. Pronto! O bolor estava formado.

Era fevereiro de 2004. Eu estava saindo em férias quando ouvi o programa apresentado por Gibelino Minussi, no qual, Sandro Palma proclamava a ruína de Tito Beccon. Mais do que depressa liguei aos repórteres encarregados da edição do Expresso daquela semana e disse para gravarem toda a entrevista e a sintetizar na edição seguinte. Sabia que seria um estouro, pois o jornal iria fazer repercutir muito mais que a fala momentânea na emissora.

O assunto esquentou e, na semana seguinte, mais reportagens, revelando o nome de Tito Beccon, vieram à tona. O que se comentava era o fato dele receber uns 2.300 reais como vereador e mais aproximados sete mil como assessor parlamentar da Câmara dos Deputados, sendo praticamente um funcionário fantasma em Brasília. Sandro Palma seguiu batendo no assunto, e o jornal Expresso lhe dando guarida. A matéria era promissora. E não fomos nós quem a desentocou, mas um membro do partido do acusado, o que nos deixava numa situação privilegiada, com isenção e com autoridade para falar.

Embora já tivéssemos abordado o assunto com boa ênfase, sentia que faltava alguma coisa. Algo para dar mais requinte ao fato. Mas, diante da boa relação com Tito Beccon, acreditei que as reportagens até então já bastavam. Me via prestes a deixar tudo como estava, quando entraram em cena dois colegas de redação: o Márcio Brasil e o Éverton Gerhard. Eles me cercaram dizendo que deveríamos fazer um X da Questão com o envolvido.

Por ter boa amizade com Tito Beccon, fiquei receoso. Como abordar o fato de forma tão escancarada no próprio jornal que ele escreve uma coluna? Mas foi tanta insistência, e sabendo que seria uma boa matéria, dentro da ética jornalística do tratamento igualitário, acabei aceitando a idéia dos colegas e permiti que os dois o entrevistassem.

Talvez alguém possa pensar que essa vontade de querer trazer tudo às claras fosse revestida de algo mais que o simples faro jornalístico. De fato. Certa vez, Márcio Brasil cumpria uma pauta sobre os maiores salários dos agentes públicos de Santiago, e perguntou à queima-roupa ao Tito Beccon, quanto ele ganhava em Brasília. Surpreso com a pergunta inesperada, ele respondeu: “Recebo algo em torno de R$ 2 mil reais”. No entanto, havia rumores de que, já naquela época, o seu ganho era de R$ 6 mil para fora.

Aquilo ficou embargado na garganta do jovem jornalista, que viu naquela hora a chance de desmascarar a indigesta resposta. Pois bem. Já que os dois iriam fazer a entrevista, coube a mim redigir as perguntas. E assim o fiz. Uma pior que a outra. De posse delas, lá foram eles cotucar o homem com vara curta. Márcio conta até hoje, sendo avalizado pelo Éverton, que o Beccon suava a cada torpedo (em forma de perguntas). Resultado: a entrevista saiu destroçando uma série de contradições cometidas por ele, como por exemplo:

- O fato dele ser funcionário da Câmara Federal desde 1979 e depois dizer que só prestava contas de seu trabalho ao deputado que representava. Depois, no decorrer da entrevista, respondeu que deveria existir no Brasil apenas cinco ou seis cargos iguais ao dele. No entanto, disse que cada deputado tinha direito a um assessor parlamentar. Ora! No Brasil, são mais de 500 deputados federais. Será que só meia-dúzia optou por tal cargo?

- Outro fato interessante é que Tito Beccon teria sido encaixado no cargo para servir ao então deputado Ibsen Pinheiro. Todavia, com o afastamento deste, seguiu na função e disse estar prestando o mesmo serviço para outros parlamentares. Mas, o cargo, afinal, era da Câmara, era para assessorar o deputado Ibsen ou a qualquer deputado?
Com tudo isso na entrevista, o assunto ganhou as ruas como um estopim. Choveu reportagem no Diário de Santa Maria, RBS, Rádio Gaúcha etc. Naquele mês era só o que se falava nas prosas políticas da região.

O “caso Brasília” caiu como um bomba e Sandro Palma colhia os louros da situação, enquanto Beccon procurava se defender das críticas em todos os noticiários, o que gerou o fim do seu salário de vereador e um processo tamanho-família, no qual, o Ministério Público pedia a devolução de uns 70 mil reais, dinheiro que o vereador, conforme a Promotoria, teria ganho de forma errada.
Mesmo sem receber da Câmara de Santiago naquele resto de ano de 2004, ficando só com o salário vindo de Brasília, Beccon seguiu legislando até o fim do mandato. Voltando a concorrer em 2004, mas sem sucesso. No decorrer dos demais anos, ao criticado Tito Beccon não restou mais nada a não ser lidar com suas atividade particulares e militar no seu PMDB. Enquanto aguardava o desfecho do processo judicial, ainda foi eleito presidente da Coordenadoria do partido no Vale do Jaguari.

Vieram as eleições para deputado e o amigo de Beccon, o ex-deputado Ibsen Pinheiro, responsável pelo seu polêmico emprego de assessor parlamentar, tornou a eleger-se. Tão logo o deputado assumiu o cargo em Brasília, levou Beccon para atuar com ele. Quanto ao bom cargo, com o polpudo salário pago pelos cofres da Câmara Federal, ninguém mais soube ao certo se o santiaguense ainda está nele, assim como desconhecem o rumo tomado pelo processo que pedia a devolução de todo o salário supostamente mal havido na Câmara de Santiago.

Os mais inteligentes dizem que ele se rebuscou numa artimanha jurídica junto com seu advogado e embaralhou tudo, beneficiando-se da lentidão judicial. Outros, arriscam um palpite de que Beccon jamais devolverá um pila para a Câmara de Santiago e vai acabar mesmo se aposentando no cargo de “assessor parlamentar”.

(do Livro 20 Anos de Jornalismo)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

As últimas


Meu dia está começando aqui em Cassino e, ao passar pela Rádio Santiago (site), soube da morte do escritor Cácio Machado (45). Ele morreu em acidente de trânsito, próximo a Frederico Westphalen. O santiaguense era filho da nossa grande amiga, a dona Cândida Machado. À família, nossos sentimentos.

Lava roupa todo dia


Acho muito lindo quando os "humildes" se dizem humildes, ignorando que a humildade é algo divino e, quem realmente a tem, não diz, justo por ser humilde.
Mas alguns são assim. Usam da tal falsa modéstia.
Logo que sentiu certo traquejo para a comunicação, a primeira coisa a fazer foi se auto-elogiar e, pior, se meter em partido político, sem dar a mínima para uma qualidade chamada ética.

E tem mais, na hora em que o chumbo pegou, se disse um pobrebezinho, um coitadinho, mas é, de fato, um fofoqueiro de marca maior, daqueles que mete a língua na vida privada e sai achando que isso é jornalismo. A outra maior dele é copiar e colar, sem mudar uma vírgula. Depois, se vangloria mais uma vez dizendo que citou a fonte.

Ora, é muito fácil copiar trabalhos intelectuais, redações inteiras e depois apenas citar no final: fonte tal. Parece piada, mas é a pura verdade. O cara é a maior lavadeira de Santiago. E tomem cuidado, pois ele adora dizer aquilo que as pessoas querem ouvir, mas depois, o punhal afiado pega nas costas, pois é assim que a lavadeira pensa em subir na vida.

Martins em Saniago


Aqui mesmo na praia ouvi parte da entrevista do prefeito vicentense Jorge Martins. Voz doce, macia, calma... Mas sonha demais para seu tamanho. Quer ser prefeito de Cacequi, deputado estadual...


Quer fazer algo mais por São Vicente, mas passa pela região em eventos dos menores aos maiores. Esse homem vai até a inauguração de galinheiro.


E gosta de uma mídia. Vejam, veio lá de São Vicente pra falar na Santiago. No linguajar, nada de anormal, fora as 300 vezes que disse "assim óh"; as 100 que tratou o Jones por "Jonas", mais as 50 que disse "administrado" em vez de administrador...

Turismo e romantismo


O dia de ontem não foi dos melhores no quesito praia, mas deu para visitar alguns pontos turísticos de Rio Grande, a primeira capital estadual. Aí, tudo favoreceu ao romantismo, afinal, estamos em férias... Depois eu conto mais.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

20 Anos de Jornalismo


Um pouco do governo
Cássio Lopes Peixoto

Como o Expresso completa 15 anos em 2008, não foi possível registrar muitos fatos da época do prefeito Cássio Lopes Peixoto que findou em 1992, um ano antes do Expresso instalar-se, senão, eu teria muito a contar sobre esse líder progressista que trabalhou tanto por Santiago. Seja levando melhorias ao interior, como luz, água e telefone, seja reformando e construindo ginásios e escolas, criando o distrito industrial para gerar mais empregos ou reorganizando a Santiago do futuro com as duas avenidas principais: a Alceu Carvalho e a Aparício Mariense.

Lógico que eu não iria esquecer do maior problema de sua administração, aquela violência toda envolvendo ele e alguns funcionários da prefeitura. Em certa ocasião, um motorista entrou atirando em seu gabinete e depois matou-se.

Cássio foi levado quase morto ao hospital onde outro ilustre santiaguense o recebeu e fez de tudo para salvar-lhe a vida. Era o médico Paulo Renato Décio da Costa, auxiliado por outros não menos competentes profissionais da saúde, pelos quais, o ex-prefeito tem muito carinho e gratidão.

Mas alguns fatos sobre o governo Cássio acabaram sendo registrados pelo Expresso, justo porque, o rescaldo das ações judiciais ainda se notava em 1996, quando o jornal já estava circulando. Uma das polêmicas tinha a ver com um projeto de eletrificação rural, serviço feito dentro de um programa municipal, com recursos do governo federal e incentivos da CEEE - Companhia Estadual de Energia Elétrica - mais a participação dos contribuintes beneficiados.

Transcorria 1991, e uma CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito - foi montada na Câmara para investigar se houvera irregularidades na implantação do referido projeto. Na época, Cássio e seus assessores taxaram a CPI de eminentemente política.
E foi o próprio Cássio que me disse:

“Aquele projeto alterou a sofrida vida do homem do campo, o que causou ciúmes políticos e contrariedades de firmas que prestavam particularmente esses serviços. A CPI foi aberta mas não deu em nada, então, o caso foi parar no Ministério Público, que também, por ser sua obrigação, abriu processo.

Após ouvidas as testemunhas, técnicos em eletrificação rural, apresentados os laudos, entre outras provas, foi comprovada a lisura nos procedimentos e fui absolvido de qualquer responsabilidade administrativa”, complementou o ex-prefeito.

Condenado à prisão -

O ser humano elege três medos como os mais terríveis. O primeiro diz respeito à saúde, pois leva o indivíduo ao fim. O terceiro é o das cobras. Todos tememos esse ser rastejante, que ninguém sabe de onde vem ou espreita, afim de cravar-nos suas presas com terríveis venenos.

Entretanto, em meio ao medo da morte e das cobras, surge um que não é ligado ao fim da vida, mas que ganhou o segundo lugar por causar quase a mesma intensidade de pavor. É o medo da privação de liberdade, em outras palavras, o medo da cadeia.

Mas, se naquela CPI o ex-prefeito tinha se saído bem, em junho de 1995 a manchete da capa do Expresso dava conta que o antecessor de Vulmar Leite havia sido condenado pela 4ª Câmara do Tribunal de Justiça do Estado a cumprir pena de quatro anos e oito meses de prisão devido à cobrança ilegal da taxa de iluminação pública. Além disso, Cássio Peixoto ainda teria que pagar multa de 15 salários mínimos. Quanto à pena, esta deveria ser cumprida em regime semi-aberto em colônia agrícola ou em atividade semelhante.

Na semana subseqüente, seu advogado, o senhor Lourenço Juarez Biermann saiu no Expresso dizendo que a condenação não passava de uma grande injustiça com o ex-prefeito e honrado empresário. Narrou que o sucessor de Cássio, o então prefeito Vulmar Leite também havia sido apontado, só não fora considerado culpado porque recém havia iniciado seu governo, quando da inconstitucionalidade da lei. E argumentou no Expresso:

- O ex-prefeito irá recorrer em todas as instâncias. A questão é injusta pelo zelo dele com os bens públicos. Enquanto outros lapidavam esses recursos, ele contribuía para o Estado. A população pagava as taxas normalmente, e ninguém saía prejudicado. O tempo passou e, em 1998, Cássio precisou enfrentar algo que jamais havia pensado - a sua prisão.

A privação de liberdade de uma pessoa comum já repercute na imprensa, imaginem a de um ex-prefeito. Pior que isso, foi Cássio saber que muitos não sabiam (e até agora não sabem) do real motivo que o levou para uma sala especial no quartel da Brigada Militar, tendo que permanecer lá por quatro meses. (Quem tem curso superior ganha o direito de ficar em cela especial até o julgamento, como no presídio de Santiago não havia uma, o local escolhido pela Justiça foi a Brigada Militar.)

Hoje, depois de ter amargado aquela incômoda situação, Cássio lamenta que não pôde informar a todos a realidade dos fatos, mas isto já são águas passadas (diz ele), que ficou apenas na sua lembrança e na dos seus amigos.

Ainda na fase inicial deste livro, perguntei para alguns o que de fato havia acontecido. Por que a Justiça trancaria um ex-prefeito, se tantos marginais ganham o direito de responder em liberdade e, às vezes, nunca são presos? Poucos foram categóricos nas respostas. Uns até disseram que foi a tal CPI que levou Cássio à prisão. Mas não foi nada disso.

O motivo foi o descumprimento de uma ordem judicial. Parecia até que a Justiça queria medir forças com outro poder, no caso, o Executivo. Na época, esse assunto foi considerado um dos maiores absurdos no meio jurídico de Porto Alegre. Para evitar mais confusões, a seguir publico a versão dada pelo próprio ex-prefeito Cássio Peixoto.

Entendendo a questão - “Quando assumi a prefeitura de Santiago já existia, como existe até hoje, a taxa de iluminação pública que era, e é feita, diretamente na conta de luz nos termos dos convênios firmados entre o município e a CEEE, com aprovação da Câmara de Vereadores. Após vários anos dessa cobrança, o Ministério Público abriu inquérito civil público por entender que a mesma era inconstitucional, ou seja, não especificava a parcela de consumo individual de cada morador.
Em decisão cautelar, a Justiça notificou a prefeitura para suspender a referida cobrança dessa taxa.

Nesse sentido, a prefeitura oficiou a CEEE para que suspendesse a cobrança dos contribuintes assim interessados. Em mandato de segurança, a cargo do município de Santiago, contra essa decisão de suspender a cobrança, o Tribunal de Justiça do RS autorizou a retomada da cobrança da taxa durante o andamento do processo.
Com base no inquérito civil público, o Ministério Público moveu ação penal por excesso de exação (cobrança abusiva de tributos) junto à 4ª Câmara do Tribunal de Justiça.

Embora as provas existentes no processo mostrassem o contrário, fui condenado, o que agradou a interesses políticos no assunto.
Recebendo a comunicação, me apresentei espontaneamente ao comando da Brigada Militar de Santiago em 1998. Em seguida, entrei com recurso no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

Após longos meses, esse tribunal entendeu que não cometi o crime de excesso de exação, mas sim o de desobediência - por descumprir ordem judicial de sustação de cobrança de taxa de iluminação pública, considerada inconstitucional. E em razão da pena imposta por esse delito, foi decretada a prescrição de qualquer ação punitiva.

O que causa estranheza, e muitas pessoas não entendem, assim como eu não me conformo, é que fui processado por um suposto delito que hoje é constitucionalmente autorizado, isto é, a cobrança da taxa de iluminação pública.”

(do Livro 20 Anos de Jornalismo)