Após as eleições sempre se ouve rumores de "te casso aqui, te casso acolá". Mas já vimos esses filmes. Quando Mauro Lovato se elegeu em Nova Esperança, a voz era uma só: cassam já! Duvidei. Não cassaram. E a onda segue.
Ainda na gestão passada, Miguel Chiapetta, de Tupanciretã (PP), acabou entregando de volta o cargo à minha amigona Iracema, do PDT, hoje vice-prefeita. E assim vai... São processos pipocando em toda a parte: São Chico, Capão do Cipó, Unistalda, Jaguari, São Vicente...
Mas à essa altura do campeonato, ninguém mais acreditava em cassação, como aconteceu com Moisés Gonçalves, de Unistalda. Até porque o Fronner (Capão do Cipó), que alguns achavam que riria pro saco antes, não foi. (Já sigo nesse assunto com algo surpreendente).
Os mandamentos de Moisés
No caso específico de Moisés Gonçalves, eu tenho algo a dizer. Trata-se de um nó que está na garganta desde os primeiros embates judiciais, quando o advogado José Ribeiro enviou alguns artigos ao Expresso, praticamente desafiando a promotoria e até as decisões judiciais.
Os meus mandamentos
Conversando com meu amigão, o Rodrigo Vontobel, este me dizia que achava que um dos prefeitos da região seria cassado pelo juiz Rafael. Froner ou Moisés. Rodrigo, por óbvio, gostaria que fosse o segundo desta pequena lista. Era contra ele que lutara na Justiça em defesa da coligação perdedora. Mas o brilhante advogado pensava diferente: seria o Moisés. A razão disso vem agora.
Os mandamentos da Justiça
Toda justiça é cega, sabemos disso. O juiz Rafael é um baita juiz, tem fundamentos e mandamentos corretos (já falei isso no jornal). Mas, convenhamos, tanto o Judiciário como a Promotoria são compostos por seres humanos. E, embora eles sejam imparciais, o subconsciente às vezes pode nos pregar algumas peças. E, dizem, essa parte do cérebro é mais inteligente que o consciente.
Quem cassa quem!
Mas seguindo a conversa do Vontobel. "João, um dos dois prefeitos será cassado, e infelizmente será o Moisés. Tudo por causa de umas matérias no grande jornal Expresso - tiro de canhão, como eu o chamo". Capaz! Respondi. Vocês também duvidam, não é? Então, sigam o raciocínio político e elementar do Rodrigo.
Conclusão
"O Ribeiro mandou artigos pesados ao jornal, tu publicou, a promotoria não gostou, no juiz esbarrou... Parece peça de livro, não? Bem. Sigamos. Um juiz não é louco de cassar dois prefeitos de uma vez só. Então, vai cassar o Moisés", acreditou ele.
Em partes, tive que concordar com o meu amigo. Claro, este texto é mera conjectura dentro da minha liberdade de imprensa e tudo deve ser apenas mera coincidência. O juiz Rafael está estribado na sua verdade e ninguém mandou o Moisés não agir conforme a lei. Mas não custa pensar conforme eu pensei, ou melhor, conforme o Rodrigo pensou. Custa?
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