quarta-feira, 19 de julho de 2017

A mídia e a arte da imitação

(João Lemes) Há anos percebo que a mídia brasileira imita uns aos outros. São os mesmos programas, os mesmos tipos de noticiário, os mesmos horários, o mesmo estilo, a mesma linguagem e até as mesmas notícias e quase as mesmas opiniões. A mídia é tão perfeita na arte da imitação que copia até os próprios clichês e os próprios erros gramaticais.

terça-feira, 18 de julho de 2017

A despacito?

O gaúcho sempre se apoderou de termos espanhóis como “bueno”, “guapo” “che” etc pensando que fossem coisas dele. Na real é dele, só que é também linguajar latino, ou seja, de todos. Este termo “a despacito” é tido como algo devagar, com calma...  Agora surge a canção “Despacito” com o cantor porto-riquenho Luis Fonsi. Pronto! Como é a mais rodada do momento, o termo passou a ser do mundo.

A inveja

Vou dizer algo que há horas me incomoda. Penso que se dizer invejado seja uma autolouvação. Isso tem a ver com quem vive dizendo que tal pessoa sente inveja dela. Sigo a lógica de que só invejamos quem está acima. Logo, se dizer invejado é se julgar acima.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A inteligência moral

(João Lemes) Num mundo onde todos nós somos regidos por leis, que bom seria se todos pudéssemos agir apenas pela consciência do que é ético e moral. Poderíamos rasgar todas as leis. Digo isso porque o homem age de acordo com o que o americano Lawrence Kohlberg chamou de inteligência moral, ou desenvolvimento moral, que abrange vários níveis e estágios e chega até o nível 6.

Nos primeiros níveis e estágios 1, 2 e 3, o sujeito age por esses mecanismos: uns, apenas por medo da lei. Dizem até que é bonzinho, mas não. Ele só age corretamente por medo da punição. Já outro, age pela regra apenas quando lhe convém, quando tira vantagem, enquanto outro age movido por algo que vem de fora, de um grupo talvez. Caso do jovem que não obedece os pais e segue o grupo da rua.

Mas nessa ciranda toda, os mais dotados de inteligência moral são os que agem pensado em algo maior, que compreendem uma ordem social que advém da lei, justiça e dever. São esses que fazem uma sociedade crescer. São os que sabem que nada acontecerá, nada mudará se não for pelo coletivo. Esse é o nível 4 de inteligência moral. Seria o seu nível? Pense nisso...
(Jornalista -  Santiago -  RS)

domingo, 16 de julho de 2017

No dia em que eu voei

Minhas histórias
Um dos maiores sonhos do homem sempre foi o de voar. Não distante disso, quando era criança a minha principal diversão era deitar pensando em voar e, assim, poder sonhar que estava voando. E se lá pelas tantas eu me visse em apuros, com perseguições etc., eu pensava no próprio sonho; pra que o desespero, se eu posso voar? Então, sacudia os braços e saia voando. Pronto! Situação perigosa resolvida. 

Depois de mais taludo, descobri que muitas outras crianças também gostavam de sonhar com voos. Também descobri que na fase adulta, alguns ainda seguem sonhando com os voos. Eu, porém, não me vejo mais em apuros nos sonhos, me vejo em apuros na vida real. Por isso queria voltar a sonhar e voar. 

Como eu sei que na infância basta pensar nos voos antes de adormecer para conseguir meu intento, hoje eu penso, penso e repenso a vida para que ela me dê condições de voar, feito que consegui naquele bendito dia em que parti para os caminhos da educação.    

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Considerações sobre a violência doméstica

(J.Lemes) Para começo de conversa, reafirmo que sou contra a qualquer violência, seja moral ou física. A busca de solução pela força é o maior exemplo de fraqueza. Mas como somos humanos, a única espécie que ataca a sua própria sem ser pela necessidade de sobrevivência, ninguém está livre de cometer um ato desses.


O que me preocupa é que a violência doméstica cresce, só cresce. E nós, o que fizemos? A banalizamos. É tudo "normal". Mais normal ainda é quando é o homem quem agride, que dá balaços, queima, tortura... Agora, quando é a mulher que agride, é um eco só: que horror! Que horror! Que horror!

Estranho também é que ninguém quer saber o que levou a pessoa a cometer tal agressão e, aí, todos, principalmente as mulheres, passam a olhar só de um lado e jogam de uma vez só a agressora na lata do lixo. A isso tudo chamamos sociedade. A isso tudo chamamos "nós".

terça-feira, 11 de julho de 2017

O socialismo de Gramsci não deu certo

(J.Lemes)*
Muitos hoje começam a discutir se alguém entendeu os ensinamentos do filósofo italiano Antonio Gramsci, já que a esquerda latina não deu certo. O socialismo não deu certo. O PT e tantos outros não deram certo, apesar das boas intenções.

Esse pessoal pensou e ainda pensa, pelas linhas marxistas que inspiraram Gramsci, que todo o sistema capitalista deveria ser demonizado, sejam os fazendeiros, os latifundiários ou empregadores, esses exploradores de mão-de-obra, depredadores da natureza.

E mais: nesse pensar, os banqueiros viraram especuladores; a imprensa foi vendida aos poderosos. Só os partidos e seus políticos não foram vendidos e sempre agiram para o bem. Mas a que preço? Ao preço de uma nação falida e com milhões de desempregados, onde cada emprego custa três ou quatro em impostos pagos ao governo. E para quê? Para seguir deixando a maioria dos pobres desassistida. *(jornalista -  Santiago - RS)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Vamos treinar?

Hoje fiz algo diferente ao acordar. Fui ao pátio e agradeci o rapaz que está fazendo a limpeza. É que ele fez um trabalho tão bom, coisa difícil nesses tempos...
Difícil também é a gente agradecer por alguma coisa que está pagando. Não é do nosso hábito. Mas como dizia Aristóteles, os bons atos, a virtude, assim como qualquer coisa na vida, também é uma prática, um treino. Estou treinando bastante para que vire hábito.
Espero que você também faça o mesmo. Vamos semear o bem e os bons costumes? Bom dia!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Uma edição por vez

Queria compartilhar com os amigos a alegria que sinto em poder atuar na comunicação e acompanhar a carreira de tantos talentos da minha região. Nestes 24 anos de Expresso sou grato ao carinho de todos, até dos que um dia não consegui agradar. Só quero que saibam que não pessoalizo nada e vivo sempre uma edição de cada vez. Obrigado, amigos!

terça-feira, 4 de julho de 2017

A ideologização do ensino e da cultura

O Ministério da Educação (MEC) é uma instituição, porém, antes disso é um grupo de estudiosos que determina o certo e o errado para o estudante. Muitas vezes determina até quem deve escrever livros para esses estudantes. Portanto, quem duvida que em muitas vezes o Mec não serviu à política ideológica?

E os artistas Luan Santana, Cláudia Leitte, Ivete Sangalo, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil o que têm em comum, além da boa musicalidade? São todos ricos. E o que mais? Todos serviram-se do dinheiro da Lei Rouanet, criada para incentivar os novos talentos. E todos esses benefícios, caso do Luan Santana - que pegou mais de quatro milhões -, foram concedidos quando Gil era o ministro da cultura, pelo PT.

Muitas produções de filmes também levaram dinheiro do governo (ou disfarçado pelas empreiteiras) como “O Filho do Brasil” que retrata o próprio ex-presidente Lula. Por que esse filme recebeu o dinheiro de várias empreiteiras que hoje escandalizam o Brasil, como a OAS, Odebrecht e a Camargo Corrêa? Teria sido mais uma produção na tentativa de um Oscar?, sendo que nos últimos dez anos foram gastos 50 milhões em recursos públicos com esse pretexto.

Por isso é bom ficar atento quando artistas elogiam esse ou aquele governo, governo este sabedor de que os fãs desses ídolos não vão discordar deles. Wagner Moura, por exemplo, rico e famoso mocinho brasileiro lá no exterior, a todo momento fala em golpe. Qualquer criança sabe que essa história tem outro propósito; o de fazer uma mentira virar verdade à custa de artistas financiados com dinheiro público.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Você sabe para onde se voltar na hora de cantar o hino?

Já mencionei diversas vezes que não se vira de costas nem de lado para o povo na hora de cantar o hino nacional. Está certo que a bandeira é nossa representante, mas apenas isso: representante. Porque se o povo estiver presente, ele será muito mais motivo de homenagens que a bandeira. Portanto, podemos nos virar para a bandeira o quanto quisermos, pelo tempo que quisermos, só não podemos é dar as costas para o povo. Isso é lei.
Obs. O hino da pátria é saudação ao seu povo. O hino à bandeira sim. Este deve ser cantado em referência a ela.   

Bom, mas se não se viraram como manda o figurino, o bom mesmo foi que ninguém errou na cantoria, nem confundiu a primeira parte com a segunda: Brasil, um sonho intenso, um raio vívido/De amor e de esperança à terra desce... com Brasil, de amor eterno seja símbolo. O lábaro que ostentas estrelado...

Pergunta incômoda

(J.Lemes) Pelo visto, há pouca pergunta incômoda sendo feita no Brasil. Raras são as exceções. Quando de fato alguém se inquieta é apenas para construir uma narrativa ideológica, não para denunciar ou simplesmente questionar alguma coisa. Em todo o Brasil é assim (até aqui). Quando um jornalista faz isso, ele passa a ser odiado por tentar ir de encontro a vários interesses de gente que ainda desconhece o seu papel, o papel da pergunta incômoda.

domingo, 2 de julho de 2017

Meu amigo Pedro

(do quadro minhas histórias)

 - por João Lemes - Das tantas coisas que presenciei, algumas merecem ser compartilhadas. Quando morei em Cruz Alta fiz tanta amizade... Gente de vilas bem pobres e outros eu conheci no colégio interno. O Pedro eu encontrei quando fui morar nos apartamentos da extinta Cohab. Ali tinha de tudo; do pedreiro ao traficante, da prostituta à dona de casa.

Como o Pedro virou meu vizinho de porta, não demorou para descobrir que ele sempre saia à noite, porém, sempre dizia que não tinha emprego. Um dia descobri que sua "profissão" era o roubo. Sim, ele entrava nas casas e roubava TVs, utensílios, ferramentas e até pneus. Dizia que essa vida era a única que lhe restara e que precisava sustentar o filho.

Como tudo na vida depende da mão de alguém, pensei em ajudar meu amigo Pedro e lhe arrumei o primeiro serviço na mesma empresa em que eu trabalhava como leiturista de medidor de luz. No início, como foi bem recomendado por mim, tudo andou direitinho. Até que um dia o patrão se queixou que um morador havia ligado alertando para os olhares compridos que o Pedro lançava dentro de casa quando ia fazer a leitura da luz. Fui direto ter com ele:
 -Mas como? Quer me arruinar a vida? Eu te dei uma mão e tu fica olhando para dentro das casas das pessoas?
 - Mas quem te disse isso, João? Tá louco? Aposto que foi esse "veio" fofoqueiro. Só de nojo vou deixar esse "veio" "nos toquinhos".
Esse "veio" era o chefe e "deixar nos toquinhos" era o ato de roubar todos os pneus do carro. Ideia que o Pedro abandonou para me provar que estava regenerado. Mas não resolveu. Foi despedido.

Mesmo diante desse "entrave", não perdi a esperança. Todos merecem duas chances e resolvi dar-lhe a segunda. Quando mudei de emprego, de novo consegui uma "boca" para ele na mesma empresa. Tudo recomeçava a dar certo. Até que um dia faltou ao trabalho. Depois de novo e de novo. Desconfiado, o chefe mandou atrás dele em casa. O problema dessa vez não era o Pedro, nem do Pedro, mas algo que o Pedro havia feito no passado, cuja "condena" chegou só depois. Fazer o quê! Lei é lei!

E seguiu-se a peregrinação dos mandados do chefe e nada do Pedro. Nem em casa, nem no hospital, nada de informação. Àquela altura eu torcia que tudo se esclarecesse. Afinal, fui eu quem apresentara o Pedro no trabalho.
Já estava com muita vergonha pela sua falha ao serviço - imagina se descobrem que ele está na cadeia - pensava eu. Até que, numa daquelas, um dos nossos colegas voltou dizendo que finalmente tinha ouvido notícias do faltoso. Pensei: é agora! E foi mesmo. O colega falou pra mim e para o chefe:
- Ninguém sabe do Pedro. A única coisa que ouvi veio de um menininho que apareceu por lá. Ele disse: "O Pedo tá peso". Juro que não entendi mais nada...

Como vimos, todo o sujeito precisa de uma chance. Eu tive a minha e dei uma ao Pedro. Pena que o entrave foi o seu próprio passado.

sábado, 1 de julho de 2017

Brasília sem tornozeleira

O nosso famoso deputado Rocha Loures, o homem da mala, ganhou liberdade mediante uso de tornozeleira. Detalhe: teve que arrumar uma emprestada porque não havia nenhuma sobrando em Brasília.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

E a hora do evento?

O brasileiro tem fama de ser descansado, de não chegar no horário marcado etc. Com raras exceções, saímos para o trabalho, eventos, reuniões e até para a aula com o horário certinho, no limite. Qualquer imprevisto, por menor que seja, vai nos atrasar de certeza.

Essa mania é tão real que os próprios organizadores dos eventos não divulgam mais um horário. É tudo “a partir de tal hora”. Já notaram isso?
Como me disse um sábio amigo: “Vou adiantar meu relógio em 10 minutos para que eu me atrase só 5”.

Obs. Na frase; "A lei entra em vigor a partir de 10 de março" há um pleonasmo. Bastaria dizer: a lei entra vigor em 10 de março. Outro erro fatal é dizer que uma medida tal está valendo a partir de ontem, quando o certo seria desde ontem. 

De gente e de bicho

A toda hora vejo corpos dilacerados pela rede e gente festejando essa mortandade como se fosse uma boa notícia. Pode ser uma boa notícia pros nossos honrosos defensores da lei, mas o fim de uma vida nunca será uma boa notícia para mim. E se um dia isso ocorrer, estarei virado num verdadeiro animal, apesar de que no humano já há muito mais coisas de bicho do que de gente. E tem tudo para piorar! Infelizmente.

Verborragias

Muitos adotaram mais um modismo que vem do bestial politicamente correto. Ninguém mais fala em locais, lugares. Só falam em espaços disso e daquilo. Falam em melhorar os espaços, ampliar os espaços, revitalizar os espaços. Não é errado, mas que vira modismo  - e que todo o modismo uma hora cansa - isso é fato.

A cultura do concurso

Ninguém ou muito poucos pensam no empreendedorismo. O que querem é concurso. E a culpa não é de quem pensa assim, mas dos governos que não incentivam a geração de líderes, de empregadores para que todos tenham melhores salários também na iniciativa privada, sem medo da tal de instabilidade.

Graças a essa pouca visão, instalou-se no Brasil a cultura do concurso, a cultura do “atirado em cordas” permitindo que um servidor passe horas de seu trabalho apenas fuçando em rede social e provocando a desunião.

É quase só para isso que as faculdades formam hoje. O engraçado é que há filas de protestos, greves e outros queixumes no sistema público. Aqui fora, a outra metade tenta entrar. Seria para engordar alguma fileira de descontentes e grevistas ou para ficar empregado para a eternidade?

terça-feira, 27 de junho de 2017


Malditas siglas

É incrível o prazer que as pessoas têm pelas siglas, não as partidárias, falo das siglas que dão nomes a várias instituições. Começa pelos governos, pelos políticos e os repórteres se encarregam de perpetuar. E pobre do leitor ou ouvinte que tem que aguentar uma salada, um emaranhado de letras que poucos entendem. Quer ver? Você sabe dizer o que representam todas essas siglas? Não olhe a resposta no final, apenas tente lembrar a que correspondem.
PGR, PRF, TJD, STJ, MP, AGU, TJ, DF, JN, DP,  ATL, BO.

Agora, invertendo a situação, certas nomenclaturas são mais compreensíveis se forem ditas apenas pelas siglas. Exemplo: INSS, FGTS, AIDS, IBGE... que significam: Instituto Nacional do Seguro Social, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, Acquired Immune Deficiency Syndrome (Síndrome de Deficiência Imunológica Adquirida), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Resposta
PGR - Procuradoria-Geral da República, PRF - Polícia Rodoviária Federal, TJD  - Tribunal de Justiça Desportiva, STJ - Supremo Tribunal de Justiça, MP - Ministério Público, AGU - Advocacia Geral da União, TJ - Tribunal de Justiça, DF - Distrito Federal, JN - Jornal Nacional, DP - Delegacia de Polícia, ATL - Atlântida, BO - Boletim de Ocorrência.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Temer balança, balança e balança

Há horas o Brasil vive apenas da guerra processual daqui e dali, contra este ou aquele político. Agora surgiu mais um processo contra o Temer, porém, para andar, precisa a autorização da Câmara dos Deputados

A denúncia partiu do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ainda em relação à famosa visita que Temer recebeu na calada da noite daquele empresário da JBS que já havia comprado mais da metade dos políticos brasileiros.

Enquanto uns dizem "deixa o homem trabalhar" porque a inflação está controlada, o PIB está crescendo, o desemprego está diminuindo, há quem queira ver Temer longe do Palácio. Afinal, quem está governando mesmo é o cabeção Henrique Meireles enquanto o Temer só se defende, se desmente, faz trapalhada, volta a mentir e volta a se atrapalhar.

Que me pulem as eleições de 2018 e que tenhamos gente preparada não somente para vencer mas para governar de verdade. E sem a compra antecipada de alguma empresa famosa e interesseira.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Homem-problema

Problemas, todos temos. Aliás, que chata seria a vida sem problemas. Só que alguns não vivem sem criar problemas.  São problemáticos por devoção. Têm o dom para isso. São os tais homens-ímãs.
Onde quer que andem, lá tem um problema, e sempre com eles. Se não houver nenhum problema, a pessoa dá um jeito de pegar dos outros.
E o pior é que é sempre os outros que precisam resolver para eles. Parece que essa síndrome, ou sei lá o que, vem da infância, aumenta na adolescência, fica incorrigível na fase adulta e piora na velhice. E aí, vai me dizer que não conhece ninguém assim?

O louco sou eu

Ontem um amigo me perguntou do "meu time", que sofria em casa. Disse a ele que há horas larguei do jogo. Você aí já pode ficar espantando por saber que não torço para nenhum time. Quando eu torcia pro Inter eu pensava que as pessoas que não tinham um time eram loucas. Agora o louco sou eu.

Quando o cidadão vira bandido

(J.Lemes) - O debate sobre o desarmamento parte do pressuposto de que no sul as pessoas têm a história das guerras no DNA. Por isso herdamos a admiração pelas armas e as ostentamos sem notarmos que é algo feito só para tirar a vida. Meu pai foi vítima de arma. Mas não é por isso que sou contra as armas. É que vejo as estatísticas e sei que elas não amenizam a violência. Digo mais; a pessoa que não é violenta, que foi bem criada, dificilmente dará um tiro em alguém. Essa tarefa é muito difícil. Eis mais uma razão para não andarmos armados.

Agora citamos o caso de uma pessoa que tenha arma em casa para espantar ladrão. Onde ela vai guardá-la? Em lugar seguro, óbvio, escondida das crianças. Coloca até no cofre. Aí, de repente, chega um bandido. Quando se vê ele está dentro de casa. Aí a pessoa diz a ele para esperar um pouquinho até ela pegar sua arma no esconderijo. Então, para uma arma em casa ter valor é preciso que você fique com ela em punho na frente de casa o tempo inteiro, de vigília com se fosse num quartel.

Entretanto, o problema maior no uso da arma é o fato de que na hora em que você põe ela na cintura poderá se transformar, seja no trânsito, no bar da esquina... Sim, somos frutos da emoção mais do que da razão. Aí é nessa hora que o famoso "cidadão de bem" passa a linha que o separa do mal. Como se vê, as cadeias estão lotadas de gente de bem que matou o amigo, o irmão a esposa, tudo pela emoção e, claro, por estar muito bem armada. Além do mais, nunca vamos diminuir o númeo de assassinos no mundo matando mais gente.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Você lê tudo o que repassa?

(J.Lemes) - Sempre gostei de estudos sobre rede social. E se há algo que me intriga é a enxurrada de mensagens, piadas extensas ou "notícias" que as pessoa compartilham.
Pois bem; há pouco uma pesquisa revelou que a maioria das pessoas que repassam aqueles textos enormes na verdade não leu praticamente nada. Simplesmente começaram a ler e, por achar interessante, os repassam de imediato. Mas o pior não é isso. O pior é saber que grande parte desses textos e mensagens não contém qualquer verdade.

Você também escreve tudo em caixa alta?

(João Lemes)* 
Muitos abusam das palavras em caixa alta (em letras maiúsculas) pela rede social. Isso pode significar falta de ética (ou de educação) por representar fúria e parecer que a pessoa esteja gritando. Por vezes, também pode ser pela preguiça de ter que apontar as maiúsculas dos nomes próprios. Resumindo: fica mais fácil mandar algo todo em maiúsculas do que ficar a toda hora apertando a teclinha “Shift”.  *(Jornalista e professor) 

Experiência

"Mais vale errar se arrebentando do que poupar-se para nada." (Darcy Ribeiro)

domingo, 18 de junho de 2017

Autoajuda, simpatia ou terrorismo?

(J.Lemes) Quem já não recebeu aqueles textos de autoajuda ou então aquelas simpatias que se deve mandar pra todo mundo ou uma desgraça se abate sobre você? Pois essas mensagens e crenças têm tirado o sono de muitos.

Outro dia alguém recebeu um desses textos em plena madrugada. Imagine só o susto ao ler "mande isso para tal e tal pessoa ou algo terrível vai acontecer com você ou com sua família".

Daquele dia em diante esse alguém resolveu pedir a todos os amigos que não lhe enviassem mais mensagens desse tipo. E com todo o respeito a quem acredita nessas "simpatias", mas essa de tentar convencer os outros sobre aquilo que se pensa, e ainda de madrugada, convenhamos; é algo deprimente.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Elogio

“O elogio deve ser sempre sutil para não embaraçar quem o recebe nem parecer que é puxa-saquismo de quem dá.” (J. Lemes)

E se nada der certo?

(e não deu nada certo)

Novo Hamburgo - Há muito se ouvia essas frases nas escolas; “Ou você estuda ou será pedreiro, empregada doméstica, carpinteiro, porteiro e até gari”. Tais práticas eram usadas como “incentivo” ao aluno que desejasse ser engenheiro, médico, agrônomo, dentista... Hoje ainda se vê professores “incentivando” assim os alunos, dizendo que se eles não estudarem poderão “não dar certo” e acabar num cargo desses.  

Na semana passada veio à tona uma festa dos estudantes de uma escola evangélica de Novo Hamburgo (IENH). O nome do encontro era “Se nada der certo”. Os alunos fizeram fotos com trajes que representam profissões que seriam a última alternativa na vida. As fotos ganharam as redes sociais e causaram grande repercussão no país. A instituição removeu as imagens e divulgou um pedido de desculpas.

Internautas lembraram que o Colégio Marista Champagnat, de Porto Alegre, foi o primeiro a trabalhar o tema “Se nada der certo” em uma festa promovida em 2015. Vejam parte da resposta que Márcio Ruzon, que é filho de porteiro:

Ao Colégio Marista:
(por Márcio Ruzon) - Meu pai aposentou-se como porteiro. O mesmo que vocês têm aí no colégio, que os pais “que deram certo” passam e nem cumprimentam. Meu pai trabalhava muito e o que  recebia era uma mensalidade que as famílias “que deram certo” pagam pra vocês ensinarem essa ética (ou falta dela) aos estudantes. Ele tinha uma barra forte preta e com ela ia de sol a sol, chuva a chuva, noite a noite, cuidar de fábricas ou de condomínios ao estilo que os alunos moram ou que os pais “que deram certo” trabalham como diretores, gerentes. Aprendi a profissão com meu pai. Fui porteiro por anos. Vi o que é comer em pé ou no banheiro porque não tem ninguém pra substitui-lo nos intervalos.

Colégio Marista, meu pai não deu certo. Criou três filhos junto com a minha mãe que ficava apreensiva em casa: “Será que ele volta?” Porque meu pai pegava estradas perigosas de madrugada. Mas ele não deu certo. Conseguiu sustentar 3 filhos (e minha mãe administrando como uma Economista) com pouco mais de um salário, hoje todos bem e com família, mas infelizmente ele não deu certo.

Meu pai não é desses pais bacanas que param aí na frente ao colégio com Cherokees, Tucson, sorrindo pra quem convém e pisando nos descartáveis. Meu pai tem um Palio que vive quebrando, e mesmo debilitado pela idade, levava todos os netos às escolas públicas. Mas, que pena! Meu pai não deu certo. Quem deram certo foram essas famílias que dependem da faxineira, do porteiro, do zelador, da cantineira, do gari, da empregada doméstica. Eles deram certo!

terça-feira, 13 de junho de 2017

Breve conversa sobre o desarmamento

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Minhas histórias

De volta à fonte
Venho das plagas de Coronel Bicaco, chão onde deixei meu umbigo. Venho de Panambi, terra onde me fiz gente. Carrego a essência da velha Cruz Alta, onde bebi da água da panelinha pensando em nunca mais sair da capital do trigo.

Andei por muitos pagos onde convivi, aprendi... vivi. Do jornalismo fiz minha mesa desde os tempos de Diário Serrano. Da educação fiz bandeira, das pessoas fiz meus amores e do mundo fiz minha escola.

Tenho por mestre o meu destino. Dele nunca desapego e nunca sossego. Por isso, hoje retorno com sede; sede de amores, sede de gente, sede de encantos e emoções.

Hoje retorno sabendo que não sou mais o guri medonho, porém sigo com a mesma gana inquieta por convivência, trocas, aprendizados e amizades. Minha boca clama por mais um mate e outro gole da mesma fonte da qual um dia provei.

E por toda essa querência sigo “tenteando na cambona” os mates buenos na companhia de amigos que amealhei. E se tiver trabalho, não enjeito proposta porque este corpo não tem lado pra se chegar. Como disse Darcy Ribeiro; “Mais vale errar se arrebentando do que poupar-se para nada.”

Obs. Texto para a investidura na Academia Internacional de Letras, Artes e Ciências ‘A palavra do século 21’ - (ALPAS-21). Sua sede é em Cruz Alta, sendo integrada por mais de 100 pensadores de todo o Brasil e alguns de outros países, como Argentina, Paraguai e Portugal. 

domingo, 11 de junho de 2017

O conhecimento e o sucesso


(João Lemes)* - Muitos questionam o fato de uma pessoa ser tão sábia para certas coisas e tão ignorante para outras. Como que alguém tão estudado, muitas vezes até um professor de uma importante universidade, pode cometer os erros mais infantis ou nunca ter sucesso noutras áreas?

Em primeiro lugar é bom não perder de vista fatores distintos, como inteligência, conhecimento, capacidade e comportamento. Portanto, se apenas o conhecimento por si só bastasse para atrair sucesso e riqueza, muitos professores e palestrantes estariam no topo dessa pirâmide.      

É claro que para muitas questões não há respostas prontas, mas há raciocínios que podem nos levar a entender um pouco mais dessa complexa matéria. Então, vejamos o que disse o filósofo alemão Arthur Schopenhauer:

“A mais rica biblioteca, quando desorganizada, não é tão proveitosa quanto uma bastante modesta, mas bem ordenada. Da mesma maneira, uma grande quantidade de conhecimentos, quando não foi elaborada por um pensamento próprio, tem muito menos valor do que uma quantidade bem mais limitada, que, no entanto, foi devidamente assimilada”.

Pelo pensamento mais prático, concluímos que não é preciso sermos uma biblioteca. Precisamos é ter discernimento, foco e ação. Claro, isso tudo aliado ao conhecimento viraria um trem bala rumo ao sucesso.
* (Jornalista -  Santiago -  RS).

Outra da Alemanha

Meu amigo Ruy Gessinger segue em seu passeio pela Europa. É dele mais esta mensagem: "É trivial senhoras idosas irem ao supermercado fazer compras e, ao passarem no caixa, entregam sua carteira à funcionária, que a abre, tira o dinheiro necessário, faz o troco e coloca na carteira, fecha e devolve à idosa."

A idade do amor

Entre os adjetivos do amor estão: forte afeição por outra pessoa, atração baseada no desejo, doação, cumplicidade, companheirismo... Amor, do latim “a-more”, negação da morte. De fato, o amor nunca morre. O meu não vai morrer. Eu o renovo sempre que posso. Então, mesmo estando há mais de 28 anos juntos, nosso amor tem apenas meia-hora, a idade do último beijo que lhe dei.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cargo público

Acho digno e bonito quando alguém diz que está em cargo público por concurso, não por decreto e outros apadrinhamentos. Penso ser digno também que todas as pessoas se orgulhem do seu trabalho, mas do trabalho bem feito, sem levar em conta a lei que impede demissões.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Missa da segunda-feira

Hoje ouvi até a pequena missa na abertura dos trabalhos da Câmara de Santiago. O Cid Moreira pedia para o Pai derrotar nossos inimigos. E não era só isso; pedia para derrotar e humilhar. Ora, se Deus é perdão e amor, como pode alguém pedir isso? O certo não seria pedir que nos proteja dos nossos inimigos?

Minhas histórias:

Rádio, margarina, banha...

(João Lemes) Não gosto de falar que as coisas de hoje não prestam e nem que as do passado é que eram boas. Gosto é de comparar a mudança galopante e que nos faz viver em função do que a mídia diz. Assim como certas coisas do passado não prestavam, muitas de hoje também não prestam. A diferença é que hoje se pode escolher num mar de opções.

Pra vocês terem uma ideia da maleza em que eu vivi quando criança, dou um trailer. Lembro como se fosse hoje do primeiro rádio (aliás, aí está a foto dele). Lembro dos primeiros programas que ouvi, das primeiras músicas...

Lembro de quando chegou a tal margarina. Minha nossa! Seria o adeus à banha no pão. Ainda sinto o gostinho! Chamava a gurizada pra ver. E quando minha tia virava as costas a gente comia de colher. Sim, de colher porque estava dessorada devido a um simples e óbvio motivo; não tínhamos geladeira.

Também recordo dos dias de carneança de porco. Como aquilo dava serviço! Nem tanto para mim, que era muito piá. Eu só esperava aflito pela bexiga do bicho para poder enchê-la e jogar futebol.

Outra coisa boa era comer torresmo quente com polenta, apesar das orientações dos mais velhos de que tal comizanha era um perigo pras lombrigas. Elas poderiam brigar querendo mais e isso daria um revertério na "buchada", como diria o tio Valdomiro.

Mas pera aí. Não deu vontade de perguntar como a gente fazia com a carne do porco, se não havia geladeira? Ora, fritava tudo e guardava os pedaços mergulhados nas latas de banha. Duravam por meses... Hoje tudo é bem mais prático e nem banha mais a gente usa. Eu não como nem margarina. Descobri que é uma peste para quem tem colesterol elevado...


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dicas de Português

Por conta de ou por causa de?

(João Lemes)*  Como o Português está em constante transformação, a cada dia surge uma nova expressão e, às vezes, ela foge da norma culta. Portanto, se você quer falar e escrever corretamente, desvie desses modismos.

Tenho ouvido muito a expressão "por conta de" em vez de "por causa de". As duas existem, só que a primeira se usa para designar "a cargo de".

 - Não fui à academia "por causa" da chuva (errado).
 - Hoje a sobremesa "é por conta" da casa (correto).

Como se vê, "por causa de" indica a razão de algo, como devido a, por motivo de, em razão de, em virtude de, graças a...

-O acidente aconteceu "por causa" dos buracos.
- Ele está feliz por causa da aprovação no mestrado.  

"Por conta de" indica que algo está a cargo ou sob a responsabilidade de alguém, como a cargo de, às custas de, sob a responsabilidade de... Também indica quando algo é custeado ou financiado por alguém.

-As tarefas do lar hoje ficam por conta dos filhos.
-A despesa com o casamento fica por conta dos noivos.

* (jornalista e professor de Língua Portuguesa -  Santiago -  RS)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Chega de saudosismos!

(João Lemes)*
Vivemos num tempo em que tudo tem que ser para ontem. Não temos mais paciência pra nada. Esquecemos até que a cautela é uma grande virtude. Neste novo tempo, apesar de todas as facilidades tecnológicas, seguimos com a mania de que o de ontem é que era bom. Vivemos um saudosismo maluco sem pensar que a evolução, por mais que traga percalços, é muito, mas muito melhor.

Só para se ter uma ideia de como as coisas mudaram, volto ao passado para relembrar que até o ano de 1.900, metade da população mundial (perto de um bilhão de pessoas) nunca tinha ido ao médico ou a um hospital. Quando estavam muito mal e pra morrer, quando muito um benzedor ou curandeiro dava um alento antes da extrema unção.

Hoje, tudo é melhor! Nunca a população mundial teve tanto acesso à educação e à saúde, ao transporte, à tecnologia que encurta distâncias. Nunca tantos alimentos de toda parte do mundo encheram tanto a nossa mesa... Claro que isso tudo teria mesmo que acontecer. Não é favor a ninguém, mas a reclamação em demasia  faz de nós eternos chorões e descontentes.

Como bem dizia Santo Agostinho, o passado já se foi e o futuro ainda não veio. Portanto, vivamos o agora!
(Jornalista -  Santiago). 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Rede social

A melhor frase para resumir as fofocas públicas e demais porcarias jogadas na rede social pelos desocupados: “Parecem crianças! Como vocês resolviam os problemas de vocês antes da internet?”. Karen Trindade - Santiago.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Democracia

Numa democracia ou todos ganham ou todos perdem. Não existe essa tolice de eleitores do fulano e beltrano. Votamos no cara, ele errou? Tiramos. Votamos errados? Na próxima acertamos. O que não dá mais pra aguentar é eleitor deste contra eleitor daquele. Isso é a pura burrice!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Jornalismo dinâmico é aqui


Jornalismo com entretenimento, educação e cultura. 
Jornal Expresso e site Nova Pauta, sempre com você!
(direção -  João Lemes)

Modernidade líquida

(João Lemes)
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman (falecido em 2017, aos 91 anos) cunhou o termo "modernidade líquida". Uma época onde tudo é muito volátil desde os produtos de consumo às amizades, até o amor. O escritor Joaquim Moncks (Moncks, 2017) diz que tudo vem e vai com a mesma rapidez. É um tempo de muita fluidez, de incerteza, de insegurança... "Nada é feito para durar mais que 140 caracteres ou uma curtida. Vivemos sob a tirania do aqui e agora", diz Moncks.

Hoje as amizades são feitas, refeitas e deletadas com apenas um toque pela rede social. Pior ainda é o ódio disseminado, a frustração em forma de ataques, as besteiras como filosofia. É essa rede, o lixão da humanidade. Todo o dia é dia de dizer pela rede o que não diríamos nem para um cachorro. 

Então, voltemos a Bauman e a Moncks; "O ato do 'compartilhar', tão desejado por quem publica na rede, não teria nascido da necessidade de aparecer juntos, bem ajoujados aos olhos de quem se admira? Eis, portanto, mais um ato-fato dessa modernidade líquida".

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cadê nossos heróis?

(J.Lemes)
O filósofo Friedrich Hegel costumava dizer que a história da América Latina é geográfica, baseada em paisagens, matas, ouro... Então, esse nosso nacionalismo geográfico é idiota porque são coisas que não fizemos. Essa história do petróleo é nosso, a Amazônia é nossa não deveria condizer para o nosso orgulho. O nosso nacionalismo deveria ser baseado na história, na nossa história, no que nós fizemos.

Heróis do esporte
Vejam o futebol. Ele nunca sai da nossa memória. Lembramos até agora da Copa de 70 e de outros títulos. Pelé tem estátua, assim como o Fernandão e outros. Isso está sempre presente e gera orgulho. Hoje se sabe que o ex-goleiro Tafarel está de aniversário. Todo mundo adora falar isso no noticiário. Mas cadê o orgulho da inteligência, da moral, os valores da cultura, da política? Cadê nossos heróis?

Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar ganham milhões e sonegam milhões do seu povo. Mas que me importa isso, se eles fazem belos gols pro "meus" times? Devem seguir sendo heróis?

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Lula e as delações

Vem cá; com tanta delação e prisões, quando prenderem o Lula vai sobrar pouca gente para ele entregar em troca da liberdade. (J.Lemes)

A lei do caminhão de lixo

(por João Lemes - adaptado)* 
O escritor Márcio Kühne escreveu que andava de táxi quando, de repente, um carro salta do estacionamento. O motorista do táxi freou, deslizou e escapou por pouco! Enquanto isso o outro motorista xingou e gritou. Já o motorista do táxi apenas sorriu e acenou com sinal positivo. Aí, a pergunta:
 - Mas esse cara quase nos bate e foi o motorista do táxi que nos ensinou a lei do caminhão de lixo?

É que muitos são caminhões de lixo. Andam carregados de frustrações, raiva e traumas. À medida as pilhas de lixo crescem, precisam descarregar sobre a gente ou diretamente pela rede social, como se vê todos os dias aqueles à procura de uma “gota d’água” para botarem a boca.

Mas como dizem; se você não gosta de alguém, o problema é seu. Agora, se alguém não gosta de você, o problema é dele. Então, apenas sorria e acene. Não pegue esse lixo para espalhar sobre os outros no trabalho, em casa, ou nas ruas. Não deixe que os caminhões de lixo aborreçam seu dia.
(jornalista) 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Lula

É bem fácil de saber onde Lula estará daqui a dois anos; na cadeia ou no Palácio do Planalto.

Entre os grandes

Um recuerdo de quando estive entre grandes atores. O prazer foi meu por tê-los conhecido.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Santiago tem...


O pum também é sinal de poder

Minhas histórias
(por João Lemes) 
Eis um ato puramente humano (faz até bem ao organismo), mas que é motivo de vergonha e piadas. Como se neste país não houvesse nada pior. Estou falando do tradicional "pum". E você aí, que está lendo, também já deve ter vivido situações curiosas, engraçadas, constrangedoras... a menos que você não esteja vivo, pois até as princesas soltam puns.

O curioso é que antigamente os mais velhos soltavam puns perante os demais sem nenhuma cerimônia. Parece que o pum fazia parte de um contexto opressor. Ou seja, se eu estou no comando, se eu sou o chefe, meu pum é um sinal cabalístico dessa realidade.

Pois bem. Lá em Cruz Alta Eu tive um chefe, tal de "seu Falconi", que era bem assim; soltava pum por devoção. Todos do grupo de trabalho tínhamos entre 18 e 22 anos, fato que parecia justificar ainda mais o ato do chefe peidorreiro.
Certa vez estávamos todos na sala de reuniões e eis que o "seu Falconi" libera um daqueles em alto e bom som. Ele Ignorava o fato de que o barulho era o que menos incomodava... E como todo chefe durão, esse também tinha os bajuladores para tentar atenuar a situação. Assim, após o estrondo, um deles falou:
 - Opa! Escapou, seu Falconi?
- Ora, escapou! Eu larguei porque eu quis!
Esse diálogo era a prova de que o chefe fazia isso como sinal de poder.
 
Agora, como ninguém é de ferro, vamos rir com a desgraça alheia, ainda mais daquele que solta pum no momento em que chega alguém na sala.

Conselhos:
Solte pum ao lado de um fumante. Cheiro ruim por cheiro ruim, é correto compartilhar o que não faz mal; interessante é o "pum Wi-Fi". Ele se espalha pela casa toda; quem nunca deu descarga enquanto solta um, não sabe o que é estratégia.

 Você é qual?
Sacana: põe a culpa no cachorro;
Padeiro: já solta fermentado;
Alienado: aquele que solta inconscientemente;
Orgulhoso: solta e confessa;
Patriota: levanta para soltar;
Altruísta: reivindica a autoria;
Apaixonado: assume o da namorada;
Atencioso: preocupa-se com os dos amigos;
Atleta: solta e sai correndo;
Avarento: não solta para não desperdiçar;
Político: solta e promete mais;
Professor: dá aulas de Flatulência Aplicada.

domingo, 21 de maio de 2017

Tranquilo, eu?

A frase mais repetida pelos políticos é: "Estou muito tranquilo". Ora, como alguém denunciado e até com mandado de prisão pode estar tranquilo, se até você, leitor, e eu não estamos tranquilos?

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Você compra remédio em loja?

Vem cá; por que os donos de farmácias e mercados insistem em chamar esses estabelecimentos de "loja"? Alguém já ouviu o povo dizendo vou à loja comprar farinha; vou à loja comprar remédio? Certas coisas na linguagem ficam só em âmbito de alguns grupos. Pura da verdade! É como chamar o eleitor de "munícipe", o prefeito de "gestor", reforma de "revitalização"... o povo nunca falará assim, só os políticos e técnicos.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fofocas

Você se engana ao pensar que Santiago é capital da lorota, da conversa mole de rede social. A peste da ignorância está enraizada em muitos brasileiros, não importa o grau acadêmico. Vivemos o século da frustração transformada em ódio que se manifesta em ritmo de rede antissocial.  

Visita ao delegado Guilherme

(por João Lemes) -  Ontem estive reunido com o delegado Guilherme Antunes e tratamos de diversos assuntos. Um deles foi a melhoria que terá o trabalho da polícia quando tudo estiver funcionando no novo local, o antigo prédio do Fórum. Realmente, as antigas instalações não dão condições de se fazer um melhor atendimento à população, principalmente às vítimas.

Santiago é céu aberto
O delegado Guilherme é profissional da mais alta competência, sujeito de uma dedicação incrível. Aliás, Santiago não tem queixa de nenhum membro da polícia civil, a qual faz de Santiago um “céu aberto” se comparado a outros centros.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Para refletir

"A minha alucinação é suportar o dia a dia; meu delírio é a experiência com coisas reais." (Belchior)

Fama

A fama do gaúcho é achar que arma, cavalo e mulher é tudo o que precisa. (J.Lemes)

Os porquês dos presídios cheios

(João Lemes)
Você sabia que 13,5 % dos homicídios no mundo acontecem no Brasil? Sim. A média é de 60 mil por ano. Supera a guerra da Síria. Sabia que os assaltos são o dobro da média mundial? Sabe o porquê disso? É que de cada 100 crimes, menos de 8 são solucionados. Assim, dos 60 mil assassinatos por ano, 55 mil ficam sem solução.

Hoje se libera 80% dos flagrantes. Alguns chegam a ser presos mais de 20 vezes no mesmo dia e acabam liberados. Então, toda vez que um criminoso é solto, ele fica mais violento e audacioso. Como a impunidade é a mãe da reincidência, tomem mais crimes e outra estatística; temos a maior reincidência do mundo.

Como se não bastasse, há outras estatísticas nessa guerra. São 500 policiais mortos todo ano e, mesmo com apenas 5% dos criminosos sendo presos, temos a 4ª maior população carcerária. Por isso as cadeias estão lotadas.

Diante dos números já sei o que muitos dirão: “Está na hora de darmos uma arma a cada ‘cidadão de bem’ para que saia matando bandidos. Só que ele não vai matar bandido, ele vai é entregar sua arma ao bandido (como tem acontecido) ou matar um amigo, a esposa etc.

Mas aí, qual a solução para a carnificina? Temos que dar educação, dar mais saúde e dividir melhor a renda. Acima de tudo é preciso punir o faltoso e, depois, recuperá-lo, não fazer depósitos ou escolas do crime. Mas pra isso é preciso mais dinheiro público e, aí, pode não sobrar para os gordos salários dos políticos e para os roubos de outros tantos.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Minhas histórias

Dando sequência à série, aqui vamos com outra história que me envolveu, que presenciei ou que aprendi. 

A dona maleza!
Quando a Suzana e eu morávamos nos apartamentos da Cohab em Cruz Alta (1990) fizemos amizade com uma vizinha de porta. Daquelas que sempre está te "faqueando" em alguma coisa. O pior é que essa pedia emprestado e nunca ou raramente devolvia. Realmente, com ela, quem emprestava aos pobres dava "adeus".

Certa vez ela bateu à porta e pediu a panela de pressão para cozinhar feijão. Em seguida bateu de novo:
 -  Vizinha. Não vai me acreditar! Mas estou sem feijão em casa. Poderia me arrumar uma "cozinhadinha"?
Não deu 5 minutos, eis que batem à porta. Era ela pela terceira vez:
-  Ai, vizinha! Que vergonha!
-  Nossa! Por que a vergonha?
Não vai me acreditar mesmo! Acabou meu gás...
 - Tudo bem, daqui a panela que cozinhamos no nosso fogão. Só da outra vez, pode pedir tudo de uma só vez, por favor?
Evidente que esta última frase ninguém lhe disse, mas que que deu vontade, ah, deu!
Mas aí ela poderia dizer que era melhor pedir do que roubar já que seu marido era desses gatos finos. Pior é que se dava comigo também, mas essa história eu conto outra vez... Hoje vamos ficar com a história da "Dona Maleza".
Obs. Maleza é um termo gaúcho que define a situação física ou financeira da pessoa. 

Encontro cultural

Aí estão os “confrades” Tadeu Martins, Nenito Sarturi e João Lemes. Hoje à tarde estivemos reunidos com o prefeito Tiago Gorski representando a nossa Academia Santiaguense de Letras. Em Pauta, um grande evento cultural que Santiago terá e junho no CTG Coxilha de Ronda. Em breve vamos dar mais detalhes.