quarta-feira, 24 de maio de 2017

A lei do caminhão de lixo

(por João Lemes - adaptado)* 
O escritor Márcio Kühne escreveu que andava de táxi quando, de repente, um carro salta do estacionamento. O motorista do táxi freou, deslizou e escapou por pouco! Enquanto isso o outro motorista xingou e gritou. Já o motorista do táxi apenas sorriu e acenou com sinal positivo. Aí, a pergunta:
 - Mas esse cara quase nos bate e foi o motorista do táxi que nos ensinou a lei do caminhão de lixo?

É que muitos são caminhões de lixo. Andam carregados de frustrações, raiva e traumas. À medida as pilhas de lixo crescem, precisam descarregar sobre a gente ou diretamente pela rede social, como se vê todos os dias aqueles à procura de uma “gota d’água” para botarem a boca.  

Mas como dizem; se você não gosta de alguém, o problema é seu. Agora, se alguém não gosta de você, o problema é dele. Então, apenas sorria e acene. Não pegue esse lixo para espalhar sobre os outros no trabalho, em casa, ou nas ruas. Não deixe que os caminhões de lixo o aborreçam seu dia.
(jornalista) 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Lula

É bem fácil de saber onde Lula estará daqui a dois anos; na cadeia ou no Palácio do Planalto.

Entre os grandes

Um recuerdo de quando estive entre grandes atores. O prazer foi meu por tê-los conhecido.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Santiago tem...


O pum também é sinal de poder

Minhas histórias
(por João Lemes) 
Eis um ato puramente humano (faz até bem ao organismo), mas que é motivo de vergonha e piadas. Como se neste país não houvesse nada pior. Estou falando do tradicional "pum". E você aí, que está lendo, também já deve ter vivido situações curiosas, engraçadas, constrangedoras... a menos que você não esteja vivo, pois até as princesas soltam puns.

O curioso é que antigamente os mais velhos soltavam puns perante os demais sem nenhuma cerimônia. Parece que o pum fazia parte de um contexto opressor. Ou seja, se eu estou no comando, se eu sou o chefe, meu pum é um sinal cabalístico dessa realidade.

Pois bem. Lá em Cruz Alta Eu tive um chefe, tal de "seu Falconi", que era bem assim; soltava pum por devoção. Todos do grupo de trabalho tínhamos entre 18 e 22 anos, fato que parecia justificar ainda mais o ato do chefe peidorreiro.
Certa vez estávamos todos na sala de reuniões e eis que o "seu Falconi" libera um daqueles em alto e bom som. Ele Ignorava o fato de que o barulho era o que menos incomodava... E como todo chefe durão, esse também tinha os bajuladores para tentar atenuar a situação. Assim, após o estrondo, um deles falou:
 - Opa! Escapou, seu Falconi?
- Ora, escapou! Eu larguei porque eu quis!
Esse diálogo era a prova de que o chefe fazia isso como sinal de poder.
 
Agora, como ninguém é de ferro, vamos rir com a desgraça alheia, ainda mais daquele que solta pum no momento em que chega alguém na sala.

Conselhos:
Solte pum ao lado de um fumante. Cheiro ruim por cheiro ruim, é correto compartilhar o que não faz mal; interessante é o "pum Wi-Fi". Ele se espalha pela casa toda; quem nunca deu descarga enquanto solta um, não sabe o que é estratégia.

 Você é qual?
Sacana: põe a culpa no cachorro;
Padeiro: já solta fermentado;
Alienado: aquele que solta inconscientemente;
Orgulhoso: solta e confessa;
Patriota: levanta para soltar;
Altruísta: reivindica a autoria;
Apaixonado: assume o da namorada;
Atencioso: preocupa-se com os dos amigos;
Atleta: solta e sai correndo;
Avarento: não solta para não desperdiçar;
Político: solta e promete mais;
Professor: dá aulas de Flatulência Aplicada.

domingo, 21 de maio de 2017

Tranquilo, eu?

A frase mais repetida pelos políticos é: "Estou muito tranquilo". Ora, como alguém denunciado e até com mandado de prisão pode estar tranquilo, se até você, leitor, e eu não estamos tranquilos?

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Você compra remédio em loja?

Vem cá; por que os donos de farmácias e mercados insistem em chamar esses estabelecimentos de "loja"? Alguém já ouviu o povo dizendo vou à loja comprar farinha; vou à loja comprar remédio? Certas coisas na linguagem ficam só em âmbito de alguns grupos. Pura da verdade! É como chamar o eleitor de "munícipe", o prefeito de "gestor", reforma de "revitalização"... o povo nunca falará assim, só os políticos e técnicos.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fofocas

Você se engana ao pensar que Santiago é capital da lorota, da conversa mole de rede social. A peste da ignorância está enraizada em muitos brasileiros, não importa o grau acadêmico. Vivemos o século da frustração transformada em ódio que se manifesta em ritmo de rede antissocial.  

Visita ao delegado Guilherme

(por João Lemes) -  Ontem estive reunido com o delegado Guilherme Antunes e tratamos de diversos assuntos. Um deles foi a melhoria que terá o trabalho da polícia quando tudo estiver funcionando no novo local, o antigo prédio do Fórum. Realmente, as antigas instalações não dão condições de se fazer um melhor atendimento à população, principalmente às vítimas.

Santiago é céu aberto
O delegado Guilherme é profissional da mais alta competência, sujeito de uma dedicação incrível. Aliás, Santiago não tem queixa de nenhum membro da polícia civil, a qual faz de Santiago um “céu aberto” se comparado a outros centros.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Para refletir

"A minha alucinação é suportar o dia a dia; meu delírio é a experiência com coisas reais." (Belchior)

Fama

A fama do gaúcho é achar que arma, cavalo e mulher é tudo o que precisa. (J.Lemes)

Os porquês dos presídios cheios

(João Lemes)
Você sabia que 13,5 % dos homicídios no mundo acontecem no Brasil? Sim. A média é de 60 mil por ano. Supera a guerra da Síria. Sabia que os assaltos são o dobro da média mundial? Sabe o porquê disso? É que de cada 100 crimes, menos de 8 são solucionados. Assim, dos 60 mil assassinatos por ano, 55 mil ficam sem solução.

Hoje se libera 80% dos flagrantes. Alguns chegam a ser presos mais de 20 vezes no mesmo dia e acabam liberados. Então, toda vez que um criminoso é solto, ele fica mais violento e audacioso. Como a impunidade é a mãe da reincidência, tomem mais crimes e outra estatística; temos a maior reincidência do mundo.

Como se não bastasse, há outras estatísticas nessa guerra. São 500 policiais mortos todo ano e, mesmo com apenas 5% dos criminosos sendo presos, temos a 4ª maior população carcerária. Por isso as cadeias estão lotadas.

Diante dos números já sei o que muitos dirão: “Está na hora de darmos uma arma a cada ‘cidadão de bem’ para que saia matando bandidos. Só que ele não vai matar bandido, ele vai é entregar sua arma ao bandido (como tem acontecido) ou matar um amigo, a esposa etc.

Mas aí, qual a solução para a carnificina? Temos que dar educação, dar mais saúde e dividir melhor a renda. Acima de tudo é preciso punir o faltoso e, depois, recuperá-lo, não fazer depósitos ou escolas do crime. Mas pra isso é preciso mais dinheiro público e, aí, pode não sobrar para os gordos salários dos políticos e para os roubos de outros tantos.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Minhas histórias

Dando sequência à série, aqui vamos com outra história que me envolveu, que presenciei ou que aprendi. 

A dona maleza!
Quando a Suzana e eu morávamos nos apartamentos da Cohab em Cruz Alta (1990) fizemos amizade com uma vizinha de porta. Daquelas que sempre está te "faqueando" em alguma coisa. O pior é que essa pedia emprestado e nunca ou raramente devolvia. Realmente, com ela, quem emprestava aos pobres dava "adeus".

Certa vez ela bateu à porta e pediu a panela de pressão para cozinhar feijão. Em seguida bateu de novo:
 -  Vizinha. Não vai me acreditar! Mas estou sem feijão em casa. Poderia me arrumar uma "cozinhadinha"?
Não deu 5 minutos, eis que batem à porta. Era ela pela terceira vez:
-  Ai, vizinha! Que vergonha!
-  Nossa! Por que a vergonha?
Não vai me acreditar mesmo! Acabou meu gás...
 - Tudo bem, daqui a panela que cozinhamos no nosso fogão. Só da outra vez, pode pedir tudo de uma só vez, por favor?
Evidente que esta última frase ninguém lhe disse, mas que que deu vontade, ah, deu!
Mas aí ela poderia dizer que era melhor pedir do que roubar já que seu marido era desses gatos finos. Pior é que se dava comigo também, mas essa história eu conto outra vez... Hoje vamos ficar com a história da "Dona Maleza".
Obs. Maleza é um termo gaúcho que define a situação física ou financeira da pessoa. 

Encontro cultural

Aí estão os “confrades” Tadeu Martins, Nenito Sarturi e João Lemes. Hoje à tarde estivemos reunidos com o prefeito Tiago Gorski representando a nossa Academia Santiaguense de Letras. Em Pauta, um grande evento cultural que Santiago terá e junho no CTG Coxilha de Ronda. Em breve vamos dar mais detalhes.

Nosso parangolé

  Em alguns lugares do Brasil, o termo “parangolé” significa conversa fiada, falar besteiras falar sem nexo, falar sem sentido. Mas em educação, em arte, “parangolé” significa fugir do convencional. É como fazer arte ou educação com o que se tem à mão e em qualquer  lugar. O conceito é criação do artista brasileiro Hélio Oiticica.
Nós, do curso de Educação da UFSM, alunos do professor Valdo Barcelos,  fizemos um parangolé em sala de aula, mas poderia ser na rua, em casa, na praça e até no teatro.
Eu com os colegas Rafael e Leandro

domingo, 14 de maio de 2017

Canequinhas

 (João Lemes) - Quando colocamos nossa foto numa caneca e damos pra uma pessoa, praticamente a obrigamos a uma ou a outra coisa: ou ela empilha a caneca num cato junto com outras tantas que já recebeu, ou toma leite, chá ou café todos os dias olhando a nossa cara! A menos que o presente seja para nossa mãe, o castigo estará posto. Neste dia das mães, seja mais criativo.

Minhas histórias

A sua mãe ou esposa
nunca lhe serviu feno?

(por João Lemes)* 
Ao estudar um dos livros de Dale Carnegie me deparei com essa história:
Uma trabalhadora rural e cozinheira serviu a mesa para a família e colocou sobre ela um monte de feno. Indignados, todos prenderam-lhe o grito; estás louca? Ao que ela respondeu:
 - Ué! Como é que eu iria saber que iriam reparar? Há 20 anos sirvo vocês e nunca ninguém  me disse que não gostava de feno!"

Talvez nem todos de nós vivamos, trabalhamos e agimos à espera de reconhecimento, porém, quando ele chega, sempre é bom recebê-lo. É ele a dose de incentivo, a dose que nos ensina, e nos mostra que estamos no caminho certo.

E você? Quantas vezes elogiou ou agradeceu à sua mãe, esposa, namorada ou amigo que lhe serve todos os dias? Talvez você seja adepto do agradecimento a Deus. Isso é ótimo! Mas da próxima vez, agradeça também a quem fez a comida pra ver como a felicidade dos outros nos faz feliz também.

* (Jornalista, graduado e Letras e mestrando em Educação pela UFSM) 

sábado, 13 de maio de 2017

A praga do gerundismo em Santiago

(João Lemes)*
"Vamos estar fazendo, vamos estar arrecadando e vamos estar distribuindo porque ninguém precisa estar usando uma roupa que poderia estar doando."

Estranhou esses verbos assim, no gerúndio? Essa é a moda linguística que pegou em Santiago, principalmente no setor público. Os precursores foram o ex-prefeito Júlio Ruivo e a ex-primeira-dama. Agora está o prefeito Tiago na mesma linha e outros tantos secretários, como ouvimos hoje na Rádio Santiago. De brinde, vez por outra sai um "elo de ligação".

E a moda vai se alastrando. Diversos outros líderes aplicam, principalmente o público feminino. Há também muitos professores da nossa gloriosa URI nessa prática.
Mas em linguística é assim; ouviu muito, pegou! É só não se "policiar".

Obs.: o gerúndio expressa uma ação em curso ou uma ideia de progressão, a exemplo de "vivendo", "partindo", brincando". O que atrapalha e deixa a comunicação tosca é seu uso em excesso e desproposital como em "vamos estar fazendo" em vez de "vamos fazer" e assim por diante.
Espero ter colaborado.
* (Jornalista graduado em Letras, mestrando em Educação pela UFSM)


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Minhas histórias

Amigos, como sabem, este negócio de escrever comicha as mãos e a cabeça da gente. Então, preciso contar histórias; minhas histórias. Aproveito, estão, este blogue para seguir fazendo essa ponte com vocês que há anos são meus leitores. Aviso, porém, que esses microcontos se passaram comigo ou presenciei. Não tem nada de filosófico neles, quer dizer, não tem e tem. Vejam vocês e me digam que acharam via face ou aqui nos comentários.

O pão da Marina e o amendoim do João
Quando eu morava em Panambi, com apenas uns 10 anos de idade. costumava ir numa tia que era mãe de uma filharada. Uma das filhas, talvez a mais velha, era meio tongona, coitada! Por isso,  a parte mais grossa da lida de casa era dela. Vez por outra assava pão num forno de barro.

Em certa ocasião, eis que a Marina derruba um pão ainda sem assar. A massa ficou pura terra. A minha tia (mãe dela) não deixou por menos. Naqueles tempos nada ia fora. Mandou assar o tal pão com parte de terra grudada na massa e lhe disse: "Este pão é só pra você, pra tu aprender a cuidar mais das coisas!".

A próxima obedeceu. Guardou o pão com terra apartado dos demais. Só pra ela. Um dia seus irmãos e eu achamos por lá um pedaço daquele pão em meio aos outros e foi aquela deitação em coro: "Ah,ah, ah, ah!, o pão da Marina! ah, ah, ah!".

Bueno! Aqui em casa, depois de uns 35 anos, fiz uma dessas cagadas. Fui cuidar um amendoim no forno e deixei queimar por pura burrice. Ao pegar um na mão, quis tirar a casquinha mesmo quente. Lógico que não saiu. Entendi que não estava pronto e deixei mais tempo no forno. Resumo; a Suzana veio de lá e me botou-lhe a boca. E com razão!

Como castigo, eu mesmo resolvi comer o amendoim, Cada dia como um punhado para, de outra vez, cuidar melhor. Nada se aprende tanto quanto na prática. Quem sabe muito de tudo é porque treinou de tudo. Até mesmo hábitos e as boas maneiras. Com essa "penitência", lhes garanto: a Marina (se viva estiver) nunca mais vai deixar a massa cair, nem eu vou torrar o amendoim para mais. Lição dada, lição aprendida!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O vendedor de saco

(João Lemes) Como hoje é o Dia do Trabalho, resolvi dizer o quanto é bom ser brasileiro e admitir que andamos muito apesar de a nossa democracia ter nascido em meio à corrupção. Mas isso não é motivo para viver dizendo que no passado as coisas eram melhores. Melhor não eram! O brasileiro sabia viver com bem menos, essa que é a verdade. Eu mesmo, pra bem de poder ler uma revistinha era preciso ir para baixo da luz de um poste. 

Só pra se ter uma ideia, trabalhei desde os 11 porém a abençoada carteira só foi assinada aos 18.  Como sabem, fui criado por uma tia "bem madrasta". Além das tundas e dos castigos, eu tinha que trabalhar duro cortando lenha, na limpeza da casa, do pátio e ainda era preciso arrancar tiririca numa lavourinha de milho. Mas aquele trabalho era doce comparado ao “serviço de rua”, que nada mais era que vender saquinhos plásticos de supermercados (não existia sacolinhas plásticas).

A tia Otelina não jogava os sacos nas sarjetas como hoje. “Se agachava” a juntar e me fazia percorrer açougues para vendê-los a troco de carne. Mas não era carne, carne... era por ossos. Ela brigava comigo se eles não fossem carnudos, que dessem para outra descarnada para os molhos das refeições.
Quando a tia estava abastecida de "víveres", a venda dos sacos era para manter o vício do cigarro do meu tio. É que a tia não podia vê-lo "seco". Ele ficava emburrado, ela ficava entristecida e, eu - saco de pancadas das suas angústias - ficava machucado caso não tivesse sucesso na venda.

Então, mudou ou não mudou? Você precisa vender sacos hoje? Sei que falta muito para que o trabalhador tenha mais dignidade, mas não me venha dizer que no passado era melhor porque não era. Não era mesmo!

sábado, 22 de abril de 2017

Comunicação é isso

(João Lemes)
Há quase 30 anos atuo na comunicação e se há uma coisa que aprendi, foram as linguagens populares, do que o povo gosta e quer ouvir e ler. Um termo novo, por exemplo, pode levar muito tempo para ser embutido no vocabulário popular. Já outros não se encaixam nunca, principalmente as invenções dos governos para um tal de palavreado "politicamente correto".

Exemplos:
Não importam quantas vezes se diga que o prefeito é um "gestor". Para a grande massa, ele sempre será prefeito;

Não adianta dizer "a União" em vez de governo federal. No geral ninguém vai dar ouvido;
Chamar casa popular de "unidade habitacional" é dar nó em pingo d'água. Todos dirão casas ou "casinhas" - mais comum ainda;

Poderemos gastar a língua dizendo "complexo poliesportivo Aureliano de Figueiredo Pinto" que todos, até os mais "sabidos" vão pronuncia simplesmente "ginasião";

Não adianta dizer que no mercado há “gêneros alimentícios” se todos dizem “comida”, “alimento”, “compras” e até “sortimento” ou “rancho”.

Falar que o governo vai enviar um “recurso” chega ao povo como dinheiro. Ou você diz ao amigo, “vou ao banco retirar um “recurso”?;

Chamar a pessoa com deficiência de “portador de necessidade especial”, nem pensar!;

Outra coisa ridícula é mudar o linguajar universal do esporte para algo mais sofisticado com exercícios eruditos;

Ficamos com estes exemplos por hoje e lembramos que um palavreado bonito é aquele que todos entendam e que seja o mais direto possível. Ninguém mais tem tempo para enrolação.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Felicidade nada mais é que uma prática

Hoje é o “Dia da Felicidade”, por isso, convém lembrar que ao longo dos anos muitos estudiosos se debruçam nesse tema. Alguns arriscam dizer que o dinheiro vindo de forma honesta ajuda muito a sermos felizes. Mas e o que dizer dos donos de carreiras brilhantes que sofrem depressão? O que dizer de pessoas com muito mais posses que você, com empregos melhores e que vivem reclamando?

Mergulhando no tempo, vemos que o grego Aristóteles ensinava assim: “A felicidade é uma prática.” E lendo o escritor britânico Will Storr, autor de vários livros sobre o assunto, entendi que a felicidade não é um sentimento ou promessa duradoura. Esse escritor também concorda com o filósofo Aristóteles; a felicidade é, sim, uma prática, como quase tudo na vida.

O escritor vai além e dá dicas dessa prática e diz que o maior inimigo da felicidade é o estresse. É ele quem faz a troca de uma vida longa por uma curta e aparentemente feliz. Corremos tanto atrás dos objetivos e, ao alcançá-los, já não temos mais saúde para desfrutar da conquista.

Então, é bom recorrer ao que diz Will Storr. Devemos viver de um modo que cumpra o nosso propósito e parar de esperar a felicidade para amanhã. Ser feliz é traçar metas e se comprometer com o processo que leva até ela. A alegria deve vir a cada etapa vencida ou até de uma derrota que nos mostre o melhor caminho e que nos faça mais fortes.

Quer ser feliz? Comece agora a praticar. No final de cada dia verás que a felicidade só depende de você, de como você encara as coisas e de como avalia sua vida.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Uma vergonha para os homens!

(por João Lemes)
Minha mãe casou-se com 14 anos para escapar da lida braba da lavoura e da mão pesada dos irmãos. Aí, trocou tudo pelo meu pai, que dado ao estilo antigo, a colocou sabe onde? Na lavoura ou na nossa velha serraria (foto). Assim, ela criou oito filhos abaixo de trabalho braçal.

Lá na minha Coronel Bicaco não havia nem hospital. Os partos eram todos em casa. Quando o bebê já estava mais taludo, lá se ia a mãe pra lavoura. Deixava a criança numa sombra e dê-lhe trabalho.

Minha família (eu estou no colo)
Nos meses seguintes, os irmãos tomavam conta dos menores porque a mãe de novo estava de barriga cheia com outro irmão. Meu pai, por ser religioso, não permitia método contraceptivo (o diu já existia). Na visão do pai, isso era contra Deus.

Tudo o que minha mãe passou com meu pai não foi muito se compararmos a vida sem ele após seus 38 anos. Aí sim ela se viu sozinha no mundo e teve que doar os filhos. Mas graças às pessoas que nos criaram, todos hoje têm família e são honrados.

Essa é uma pequena história igual a muitas outras. E tem umas bem piores. Sei de muitas mães que apanharam a vida toda e ainda apanham, às vezes, até dos filhos ou netos. Algumas não apanham, mas sofrem de violência moral, que é terrível também. Lamentável!

Vergonha para os homens
A mulher conseguiu algumas conquistas nos últimos 100 anos, é verdade, porém é coisa muito pouca porque o machismo, a discriminação e a opressão seguem fazendo parte da cultura humana.

Conforme pesquisa do Datafolha, uma a cada 3 mulheres brasileiras de 16 anos ou mais foi esbofeteada, chutada, esfaqueada ou morta nos últimos 12 meses. Isso sim é uma vergonha para os homens!



Durante séculos as mulheres serviram de espelho aos homens por possuírem o poder mágico e delicioso de refletirem uma imagem do homem duas vezes maior que o natural. (Virginia Woolf).

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A idade do homem

(adaptado por João Lemes)

Ao me dar conta de que o número de moradores do planeta já passa dos sete bilhões, me veio à mente uma velha fábula sobre a criação do mundo, quando Deus chamou o homem e disse:
 - Você será minha imagem. Terá todos os dotes. Será o rei dos habitantes. Viverás 30 anos.
Chamou o burro e disse:
 - Você será o criado do homem. Carregará os pesos para ele. Viverás 30 anos.
Chamou o cão e disse:
 - Você será o guarda do homem. Viverás 30 anos.
Chamou o macaco e disse:
 - Você divertirá o homem. Colocará só alegria na sua vida. Viverás 30 anos.
  Quando Deus terminou, o homem virou-se para ele e disse:
 - Meu Deus, com todas essas vantagens, com o burro, o cão e o macaco me servindo, vou viver apenas 30 anos?
O burro também interpelou Deus:
Quê? Vou trabalhar 30 anos para o homem? Fazendo só o pesado? É muito!
O cão também disse:
 - Deus, para tomar conta do homem e defendê-lo, 30 também é muito?
E o macaco também reclamou:
 - 30 anos só divertindo o homem? Não quero!
Deus então pensou e disse:
 - Então, vou colocar 10 anos do burro, 10 do cão e 10 do macaco na vida do homem.

Resumindo: 
Assim, o burro, o cão e o macaco vivem apenas 20 anos cada. Já o homem, até os 30 anos vive a vida que Deus lhe deu. Dos 30 aos 40, entra na idade do burro. Apenas carrega fardos para sustentar a família. Dos 40 aos 50, é cachorro e guarda para que seu patrimônio não seja destruído. Dos 50 aos 60 vira macaco; só diverte os netos.
(Jornalista - Santiago -  RS)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Partida

Quando eu me for, virarei pó, assim como eu fui um dia. E partirei feliz por ter cumprido minha missão. Será como foi antes de eu ser gerado, o nada, uma vida a menos. De mim só restarão as ações erradas, desacertos... A mim restará a plena consciência de que tentei mais fazer o bem do que o mal. Esse é meu conforto. (João Lemes)

domingo, 11 de dezembro de 2016

A esquerda brasileira não sabe comer doce

(João Lemes)*
Qualquer estudante sabe que a vitória das esquerdas foi uma vitória do povo. Eu mesmo já votei em Lula ao ver o triunfo de alguém de fora dos berços de ouro. Isso mostrava que outros iguais a ele também tinham chance de subir nessa escala desumana liderada pelo capitalismo. Não me arrependo. O PT foi grande e Lula e sua equipe fizeram muito. Os governos populares do PT mudaram a realidade de milhões de famílias.

Aí, chegou o dia em que os petistas viram que para se manter lá era preciso gastar nas campanhas sob o serviço de caros marqueteiros e, para isso, tiveram que aprender o caminho da roça com os veteranos. Daí em diante foi só festa! Roubo e roubo, fazendo do PT apenas mais um. E tipo um guri que não quer ser dedurado, calou a boca da maioria com cargos e com parte do roubo. Tudo perfeito!

O problema é que ninguém, nem mesmo o PT, acreditava que um dia surgissem jovens promotores e juízes com alta gama de estudos, inclusive sobre as tecnologias, e com vontade de fazer carreira no lombo deles. Deu no que deu, aliás, no que está dando e ainda vai dar. Diante de tudo isso, os criadores do bonito nome de Partido dos Trabalhadores viram as urnas comprovarem a má fase ou até sua execração.

Eles, que tanto defenderam o voto popular agora provaram de um não gigantesco vindo das massas. Assim, é fácil concluir que o partido líder das esquerdas chegou ao seu ápice negativo. Tudo porque também provou do doce e, por não saber apenas saboreá-lo, acabou todo lambuzado. * (jornalista)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

UFSM: justiça ordena a desocupação

Santa Maria - Em resposta à uma ação impetrada pela Advocacia Geral da União, por meio da Procuradoria Jurídica da UFSM, a Justiça Federal concedeu liminar de reintegração de posse que determina a desocupação dos prédios pelos alunos que protestam contra a PEC do teto dos gastos públicos.

A liminar dá três dias para a desocupação pacífica de todos os prédios. Caso a desocupação não ocorra no prazo, serão usados meios indiretos de coerção, que incluem multa (5 mil para os manifestantes alunos ou servidores e de 15 mil para quem não tenha vínculo com a instituição) e suspensão dos direitos acadêmicos.

Se essas medidas não surtirem efeito, será expedido mandado de reintegração de posse “a ser cumprido por oficiais de justiça com o auxílio de força policial, ficando autorizada a interrupção dos serviços de água e luz nos prédios ocupados”.

O PRESENTE

Nesse corre-corre de fim de ano, presentes daqui e dali, me cabe dizer uma coisa: todo jovem deveria ganhar presente, assim como todo o adulto, velho... O presente faz parte da vida. É bom para quem dá, melhor para quem recebe. O que estraga a festa é o condicionamento.
 -  Filho, se você passar de ano, te dou um carro, e do ano! (No meu tempo era bola número 5. Depois, veio a bicicleta. Hoje é um carro)
Penso que todo o esforço deve ser recompensado, a começar pela própria pessoa. Ela tem que ficar feliz por ter conseguido uma vitória e não pelo presente apenas. Pior ainda quando acontece com crianças. Vira uma moeda de troca que pode estragar seu futuro. Pensem nisso!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016


Milagres acontecem?

Sempre que há um acidente em larga escala, alguém diz que não foi na viagem porque Deus o avisou, o salvou. Outros que escapam com vida dizem que foi por força de Deus ou por milagre. Como tenho livre-arbítrio, tenho também direito de dizer que não acredito em milagres. Vejamos:
Se Deus salva uns em detrimento de outros, que privilégio teriam os "salvados" para não morrerem como os demais? Deus, ao fazer isso, não estaria agindo na igualdade do amor. Explico melhor: um pai não escolhe um filho para salvar.

Deputados aprovam punição a juízes e promotores

Os deputados federais aprovaram medidas de combate à corrupção. Agora falta aprovação pelo Senado. O ponto de maior polêmica é a previsão de crime de responsabilidade a juízes e
 promotores.

Também será crime o uso de caixa 2 pelos partidos, com pena de dois a cinco anos e multa entre outras normatizações. 

Juízes e promotores
Juízes poderão responder por crime de responsabilidade nos seguintes casos: alterar decisão ou voto já proferido (exceto se por recurso); julgar quando estiver impedido ou suspeito; exercer atividade político-partidária; proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decoro de suas funções; exercer outra função ou atividade empresarial; receber custas ou participação em processo; manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento.

Obs. Quase todas as regras também servem aos promotores.

A repercussão
Os integrantes da Lava-Jato classificaram a proposta como uma tentativa de “aterrorizar procuradores, promotores e juízes em seu legítimo exercício da atividade de investigação, processamento e julgamento de crimes, especialmente daqueles praticados nas mais altas esferas de poder.”

Comunicação é isso


Em quase 30 anos de comunicação, uma coisa ficou muito clara para mim: é a linguagem popular, aquele palavreado que vem do povo. Um termo novo, por exemplo, pode levar muito tempo para ser embutido no vocabulário popular. Já outros não se encaixam nunca, principalmente as invenções dos governos para um tal de palavreado "politicamente correto".

Exemplos:
Não importa quantas vezes se diga que o prefeito é um "gestor". Para a grande massa ele sempre será prefeito.

Não adianta dizer "a união" em vez de governo federal. No geral, ninguém vai dar ouvidos;
Chamar casa popular de "unidade habitacional" é dar nó em pingo d'água. Todos dirão casas ou "casinhas" - mais comum ainda.

Poderemos gastar a língua dizendo "complexo poliesportivo Aureliano de Figueiredo Pinto" que todos, até os mais "sabidos", dirão simplesmente "ginasião".

Não adianta dizer que no mercado há “gêneros alimentícios” se todos dizem “comida”, “alimento”, “compras” e até “sortimento”.

Falar que o governo vai enviar um “recurso” chega ao povo como dinheiro. Ou você diz ao amigo: “vou ao banco retirar um “recurso”?

Chamar a pessoa com deficiência de “portador de necessidade especial”, nem pensar!;
Outra coisa ridícula é mudar o linguajar universal do esporte para algo mais sofisticado com exercícios de eruditismo.

Ficamos com esses exemplos por hoje e lembramos que um palavreado bonito é aquele que todos entendam e que seja o mais direto possível. Ninguém mais tem tempo para enrolação.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Deus e o destino

(João Lemes)
O mundo chora mais uma tragédia (acidente com a equipe da Chapecoense),outra envolvendo jovens cheios de vida. Nós também choramos, eu também choro, mas sem culpar Deus por nada. Deus não leva ninguém. Quando viemos a este mundo sempre soubemos que somos donos do destino e ele (destino), dono de nós.

E o que sobra? A lição: Essas coisas só nos ensinam que não somos nada e que devemos aceitar os fatos. De que forma? Vivendo todos os dias como se fossem os nossos últimos. Um dia, de fato, teremos um último dia. E se a vida é presente, vamos vivê-la da melhor forma. Vamos viver tentando dar o melhor de nós para os outros enquanto eles nós derem essa chance.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Humildade

(João Lemes)*
Hoje ouvi uma pessoa dizer na imprensa: "Eu sou muito humilde, tenho humildade. Sempre tive". Só faltou dizer "e foi assim
que eu fiquei famoso e importante".

Lembra-me um bordão que muitos dizem de forma errada: "Vou lá prestigiar o evento dos professores". É o mesmo que dizer "vou levar o meu prestígio ao evento"...

A palavra humildade vem do latim "humilitas". Quer dizer de “pouca elevação”, uma relação com a ideia de modéstia. A humildade é um sentimento importante porque faz a pessoa reconhecer suas limitações, evitar a soberba e o orgulho. Enfim, nos coloca no nível dos demais.

Quem tem humildade (quem de fato é humilde) não usa dessa virtude para se enaltecer. É como a ética; existe para ser praticada, não para ser comentada por quem pensa que a possui.

Portanto, sejamos humildes para admitir nossos erros, inteligentes para aprender com eles, maduros para corrigi-los e éticos para não passarmos repetindo nossas virtudes.

"O dinheiro faz homens ricos, o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz grandes homens". (Mahatma Gandhi).
*( Jornalista e professor -  mestrando em Educação pela UFSM)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Paixão

O problema da paixão é que ela não nos deixa ver os erros dos nossos amados e, se vemos, sempre procuramos desculpas para isentá-los. Nesse jogo, vejam só: vale até acusar os outros e dizer que eles não agem com imparcialidade. (João Lemes).

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Respeito, este sim deve ser o símbolo do gaúcho

(por João Lemes)
Hoje o Rio Grande deu mais um grito de liberdade para marcar o dia 20, data histórica para quem teve antepassado que pelou na Revolução Farroupilha. Sabe-se que o nosso Estado foi o mais sangrento. Quase nunca ficava fora de uma boa peleia, seja com os de outras pátrias, seja nas guerras civis.

Muitos criticaram dizendo que o gaúcho é de uma "bagualeza" total. Outros apoiaram as batalhas em nome da vontade de sair das garras do poder lá de cima que achatava a todos. E há os que dizem até hoje que as guerras e revoluções eram sempre travadas pela burguesia, mas quem lutava e morria eram os pobres: negros, índios, mestiços e camponeses.

 Mal ou bem, ricos e pobres formaram o povo deste torrão e deram origem às atuais gerações. O que importa é que tenhamos aprendido com o passado e nos dado conta de que a luta hoje é mais democrática, com a caneta no lugar da lança; com as ideias em vez de gritos e com a alma lavada com o chimarrão em vez de sangue de irmão.

 Neste imenso chão, de tanta fartura, tem para todos os irmãos, basta que ensinemos a todos o valor do trabalho, do caráter, da amizade e do amor. Basta que tenhamos algo melhor que a simples aceitação das diferenças. Basta que tenhamos algo chamado respeito, esse sim deve ser o símbolo do gaúcho e deve servir de modelo a toda terra.

domingo, 11 de setembro de 2016

Deus x consciência

(João Lemes)*
Há anos a humanidade trava debates sobre a existência divina. Afora o respeito às crenças e religiões, e salvaguardadas suas importâncias para o homem terreno, acredito que a fé não seja fruto da intelectualidade. Toda crença vem da vontade do homem de procurar a perfeição, criando uma dependência em Deus e dando alento a seus temores.

Muitos filósofos desacreditaram na existência do divino, outros reafirmaram que seria impossível algo nascer do nada. Assim, todo o universo teria vindo de um ser em espírito ou em matéria de tal dimensão que não caberia em nossa imaginação. Ele seria maior até que o próprio cosmos.

Para quem for mais cético, até esse ponto da conversa é possível extrair algo lógico sobre Deus. O que vem agora é, de fato, o que só pode ser concebido pela fé de cada um. É o fato de que Deus consiga e queira interferir em nossos caminhos, mesmo tendo nos dado o livre-arbítrio.

No meu modo de pensar, Deus só poderia estar ligado a nós, seja para vigiar nossos passos, nos punir ou nos ajudar, caso estivesse ligado à nossa consciência.  Assim, o Supremo teria que ser uma espécie de consciência gigantesca onde estivessem conectadas todas as outras consciências do universo. Essa ideia talvez seja o que leva muitos a dizerem que Deus é consciência.

*(Professor e jornalista -  Santiago - RS)

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Fábrica de verdades

(João Lemes)*
Por mais que se tente descrever a realidade, cada pessoa a enxerga de uma maneira, dependendo muito da sua formação, capacidade intelectual, das coisas que a cercam e do tempo. Por mais que nos esforcemos, não teremos parâmetros que nos permitam extrair a pura verdade de um discurso. Uma verdade para um, não é para outro. Ou será verdade para alguém apenas até ele mudar de opinião.

Segundo o filósofo Michel Foucault, a verdade é regida por relações de poder. São elas que estabelecem os critérios de validade e legitimidade. Assim, o que temos são hipóteses parciais e temporárias do que pode ser verdadeiro ou falso. O gênio Rousseau também ensinou: "A Razão não é um aspecto primordial da alma, mas uma habilidade adquirida ao longo do desenvolvimento humano".

A melhor maneira de se aproximar um pouco mais da verdade (ou da razão) é discutindo-a. É preciso se expor, dialogar, lançar-se ao debate. E não há outra época tão boa para as discussões sobre o que é ou não verdade como a de agora. É num dosmomentos políticos mais importantes para o Brasil e para nossas cidades que devemos refletir e questionar. Afinal, as coisas só acontecem graças a isso.

Nós, aqui do Expresso, tentamos colaborar para o achamento dessa verdade tão pretendida por todos. Há anos travamos discussões e choques entre todos os articulistas do jornal com seus livres pensares. Esse sadio debate tem nos dado vida por mais de 20 anos e assim seguiremos. Lógico, sempre despretensiosos em querer ser fábricas de ou da verdade. Nossa pretensão é a de alertar, armar o debate e sermos lidos.
* (Jornalista e professor -  Santiago -  RS) 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

De onde vem tanta violência?

(João Lemes)*
A lei Maria da Penha chega a 10 anos. É considerada uma das melhores medidas do mundo no combate à violência. Claro que todos querem saber por que uma lei tão boa não cumpre seu objetivo. Cumpre sim, só que a passos lentos. Hoje muitos estão presos, outros impedidos de se aproximar das vítimas. O fato é que a nova lei tirou muitos casos do anonimato, aumentando as estatísticas.

A violência está em tudo, desde as famílias ao esporte. É cada um querendo ser dono do outro ou provar que é melhor. Mas de onde vem isso? Vejam o que diz o pesquisador Valdo Barcelos (UFSM): “Tudo o que acontece na sociedade é resultado daquilo que fazemos. A maldade não é tudo no ser humano, no entanto, toda a maldade é humana. O animal que somos não nasce amando nem odiando. Mas como chegamos a odiar tanto? Como somos capazes de competir a ponto de planejar o aniquilamento físico do outro para sairmos vencedores?”

“A violência é uma criação cultural da sociedade patriarcal que teve origem no continente europeu há 7 mil anos. Nas sociedades anteriores a orientação era matrística, quando homem ou mulher tinham o mesmo valor. Assim, a competição não existia. Ou mudamos a orientação cultural de uma orientação patriarcal para uma orientação matrística ou estaremos nos chocando com mais violência”, explica o escritor.
(jornalista)*

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Os idiotas seguros e a dúvida dos inteligentes

“O problema com o mundo moderno é que os idiotas estão seguros e os inteligentes cada vez mais cheios de dúvidas”. A frase do filósofo galês Bertrand Russel foi escrita na década de 1930 como um alerta, diz artigo do jornal Gazeta do Povo (Curitiba).

O paradoxo do pensamento de Russel é a base do conceito do chamado “efeito Dunning-Kruger” ou a síndrome do “idiota confiante”. Ou seja: um distúrbio dos indivíduos que ignoram o limite da própria ignorância.

O conceito foi criado em 1999 por dois psicólogos americanos. “Os incompetentes são frequentemente abençoados com uma confiança inadequada, afiançada por alguma coisa que, para eles, parece conhecimento”, dizem os psicólogos.

Leia mais em
http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/sindrome-do-idiota-confiante-explica-ascensao-de-trump-e-bolsonaro-de3widharpofwxh8wwtrvape7

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Estamos perdendo a capacidade de pensar

Estudos nos dizem que usamos a rotina para fugir da realidade. Aí, seguimos fazendo só o que está programado na área de serviço do cérebro, coisas que não acionem o pensamento. Caímos na zona de conforto e não somos capazes nem de usar outra rua para ir ao trabalho. Nem de dormirmos do outro lado da cama, quanto mais trocarmos de serviço, de cidade... E se o fizermos, será por necessidade, não por vontade.
Há outras coisas simples no dia a dia que uma pensadinha resolveria tudo. Querem ver? Quantas vezes você passou por um carro estragado na BR? Notou que todos colocam o triângulo de alerta no mesmo lugar? Ou seja, a poucos passos do veículo? Ora, se esse equipamento existe justamente para alertar os outros, o que resolveria colocá-lo ali, colado ao carro?
Vejam um motorista que perdeu o controle do seu carro na BR 287. Ele capotou e o carro caiu na estrada. Ok! Foi um acidente. Mas e por quer abandonou o local sem acionar a Policia Rodoviária ou sinalizar a rodovia? Acabou multado e com quatro pontos na carteira.
E agora? Você seria capaz de entender a razão deste texto? Se você não quiser pensar, eu explico: a razão é fazer todos pensarem mais para viver melhor. Pensando bem, quanta coisa ruim poderíamos evitar? Desde uma compra malfeita até uma briga. E o melhor: como tudo é costume, nosso cérebro voltará a trabalhar melhor e a nos servir mais. Pense bem...
* (jornalista e professor - Santiago - RS)

quarta-feira, 22 de junho de 2016


Os professores e os capitalistas

Conforme o escritor americano Napoleon Hill, há dois tipos de conhecimento; o geral e o especializado. No atual ritmo do capitalismo, pouco importa o geral. O especializado é o que leva a um ganho maior de dinheiro. Vejam o corpo docente de uma grande universidade. Nele estão quase todas as formas de conhecimento geral. No entanto, a maioria deles tem pouca riqueza material. Isso porque eles são especializados no ensino do conhecimento e não em sua organização e utilização  prática para ganhos mais palpáveis.


O nosso educador e senador Cristovam Buarque diz que ainda há outro fenômeno no Brasil: poucos correm atrás de educação. A maioria quer apenas as portas que a educação pode abrir. Querem é ganhar dinheiro. Enquanto isso, o professor que lá está ensinando a todos para que consigam se dar bem e juntar fortunas, continua com seu salário minguado. Mas o reflexo já chegou pra todos. Hoje, só quem tenta ser professor são os que não conseguem outra coisa nas faculdades. Assim, daqui a uns anos, quem vai ensinar os futuros capitalistas?

A invernia, os doentes e os reclames

(João Lemes)*
Há horas o frio não vinha tão cedo e tão forte. Nós, sulinos, não deveríamos estranhar. Minha geração foi criada no rigor, esmagando geada. Quando trabalhei nas fazendas eu saltava cedo. Mal se via a cabeça dos matungos e já era hora de enfrená-los pra o aparte, banho ou campereada.

Naqueles invernos não tinha de aula, brinquedos, passeios... Era serviço e serviço! E quem conseguia colégio nalgum vilarejo, ia a cavalo ou a pé. Nada de ônibus na frente de casa. Quando alguém ficava gripado, sarava na base da chapoeirada, gemada, cama e abafamento. A vida era assim e ai de quem reclamasse.

Hoje a geração é melhor servida, apesar das dificuldades que muitos ainda têm. O campo é quase cidade. Tanto é verdade que nem um peão campeiro se acha. Todos querem o conforto das casas, internet, trago e balada. Cousa boa! Também gosto!

O engraçado é que sempre reclamamos. Não somos capazes nem de nos agasalharmos bem. Não tomamos sucos naturais ou comemos sequer as frutas da época. Aquelas cheias de vitaminas c que tem a loléo. Não evitamos noites maldormidas nem nos alimentamos direito. Aí, quando vem a gripe, cadê a vacina? Cadê os leitos do hospital, os médicos? E dê-lhe reclames.
* (Jornalista e professor)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

As redes te deixam com medo de perder algo?

(João Lemes)
Eis a boa notícia: quase 100 milhões de brasileiros usam a internet. Outro número 
parecido está nas redes sociais. A outra notícia: ao mesmo tempo em que as redes trazem entretenimento, também podem estragar sua vida com a frustração e o desânimo.

A psicóloga paulista Adriana de Araújo fez um estudo sobre o comportamento dos internautas. Ao verem as constantes atualizações dos amigos sociais, alguns têm uma sensação de perda. É o mal-estar chamado "Fear of Missing Out" ou "medo de estar perdendo algo".

Adriana cita um exemplo: você tem mil amigos que tiram férias uma vez ao ano em dias diferentes. Todos resolvem postar suas fotos também em datas alternadas. A sensação é de que seus amigos vivem de férias se divertindo e você não.

Se não houver um bom equilíbrio, a pessoa faz uma leitura errada do mundo dos outros e começa uma batalha interior; "Será que minha vida também é interessante assim?" Daí vêm a tristeza, a baixa estima e tudo resulta até mesmo numa inveja descontrolada pela vida alheia.

No fundo, boa parte do que os outros postam é ilusão. São as fantasias deles que o internauta mistura às suas. Para ver se você está nessa situação, basta analisar o seu tempo de conexão e as coisas reais que perde, os amigos que não abraça. Note se você muda muito de site e até nem sabe o que procura.


Caso você se encaixe nesse mal-estar, pare e reflita! Saiba que uma vida muito melhor o aguarda nas coisas reais, no concreto e, principalmente, nas pessoas que o cercam. E siga ligado na internet. Aproveite suas vantagens, porém, não esqueça que uma conversa real pode ser bem melhor que muitas fantasias das redes.     

terça-feira, 24 de maio de 2016

Peru ou pirú? Bugio - bugiu?

João Lemes*
Antes de irmos ao assunto de hoje para saber se é correto dizer “peru ou pirú”, “bugio ou bugiu”, “veado ou viado”, convém dizer que na Língua Portuguesa não existe o errado. O que existe é linguagem adequada e inadequada. De resto, o negócio é se fazer entender! Então, tanto faz dizermos peru, pirú, bugiu, bugio...

Entretanto, há que se ter critérios, pois na língua escrita há normas e não dá para seguir o que se diz no dia a dia. Temos que escrever o correto: peru, bugio, veado... Mesmo que seja apelido de alguém, nada muda na língua escrita, que segue a regra padrão.

Essas considerações nos fazem lembrar que em outros estados o pessoal também muda as letras na língua falada. Se nós colocamos “i” no lugar de “e”, alguns colocam “u” no lugar de “o”. É “tumate”, “fugão”, “Juão”... E eles por acaso escrevem assim? Claro que não. A gramática não muda.

Então, está combinado? No dia a dia, sigamos com “piru”, “bugiu”, “viado”, ou ficaria pedante dizermos tudo corretinho como se escreve.
Obs. ‘peru’ não tem acento por ser oxítona terminada em “u”.

*Jornalista e professor de Língua Portuguesa -  Santiago - RS.

Quem é a loira afinal?


Compartilho este artigo anônimo retirado da internet; vale a pena ler, refletir guardar: 

Uma Loira participando do programa. Vejam as perguntas e respostas:

1. Quanto tempo durou a Guerra dos Cem Anos?
 a) 116 anos
 b) 120 anos
 c) 150 anos
 d) 100 anos
 Loira: vou pular esta😔

2. Em que país é fabricado o Chapéu Panamá?
 a) Brasil
 b) Chile
 c) Panamá
 d) Equador
 Loira: peço ajuda aos universitários😁

3. Em que mês os russos comemoram a Revolução do Outubro Vermelho?
 a) Janeiro
 b) Setembro
 c) Outubro
 d) Novembro
 Loira: eu pulo😞

4. Qual era o primeiro nome do rei George VI?
 a) Éder
 b) Albert
 c) George
 d) Manoel
 Loira: vou pedir as cartas🃏

5. As Ilhas Canárias, no Oceano Atlântico, têm seu nome tirado de qual animal?
 a) Canário
 b) Urubu
 c) Cachorro
 d) Rato
 Loira: pulo essa também😢

6. Qual era a cor do Cavalo Branco de Napoleão?
 a) Preto
 b) Branco
 c) Marrom
 d) Branca
 Loira: peço ajuda aos convidados🤔

7. De onde vem a Groselha Chinesa?
 a) Nova Zelândia
 b) China
 c) Índia
 d) Japão
 Loira: essa eu pulo😫

8. Qual é a cor da Caixa Preta dos aviões?
 a) Preta
 b) Branca
 c) Vermelha
 d) Laranja
 Loira: de novo peço as cartas😯

9. Do que é feita a Escova de Pelo de Camelo?
 a) Pelo de gato
 b) Pelo de cachorro
 c) Pelo de camelo
 d) Pelo de esquilo
 Loira: pulo essa também😪

10. Quanto tempo durou a Guerra dos Trinta Anos?
 a) 25 anos
 b) 30 anos
 c) 31 anos
 d) 29 anos
 Loira: vou parar, pode entregar o ouro!😭

Atenção!!!

Se vc se acha esperto(a) e riu das respostas da loira, confira as respostas corretas abaixo:

A Guerra dos Cem Anos durou 116 anos, de 1337 a 1453;

O Chapéu Panamá é fabricado no Equador;

A Revolução do Outubro Vermelho é comemorada em Novembro;

O primeiro nome do rei George VI era Albert. Em 1936 ele atendeu a um desejo da rainha Vitória e mudou de nome;

As Ilhas Canárias têm seu nome tirado do cachorro. O nome latino é "Insularia Canaria" que em Latim significa Ilha dos Cachorros;

A cor do cavalo era marrom. Branco era seu nome;

A Groselha Chinesa vem da Nova Zelândia;

A Caixa Preta dos aviões é laranja, pra facilitar sua localização;

A Escova de Pelo de Camelo é feita com pelos de esquilo;

A Guerra dos Trinta Anos durou 30 anos mesmo. Essa foi só pra vc não tirar zero e não ficar sem graça.

Conclusão: Rir dos outros é fácil, mas estar no lugar deles e fazer tudo certo, aí sim é difícil. Viu??? Lição para a semana!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Críticas - o saber ouvir


"A pessoa que sabe ouvir as críticas dá sinais de muita inteligência e bom comportamento; ela sabe dizer não à cegueira inconsciente que todos temos e que não nos deixa sermos melhores" (João Lemes)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Para frear o estresse e acelerar a produtividade

No atual corre-corre, muitos dizem que seria bom que o dia tivesse umas 30 horas para conseguirem produzir mais. Essa expressão, assim como nos prova que gostamos de aproveitar o dia, também nos revela o quanto somos escravos do capitalismo. O problema é que, de tanto buscarmos a produção, esquecemos que o dia deve ser bem divido entre a produção e o descanso ou cedo ou tarde o estresse vai chegar. Aí, pode dar adeus à produção.

Pausas e retiros - A medicina nos diz que pequenas paradas durante o dia deixam nossa saúde melhor e ainda nos fazem muito mais produtivos. Outro bom hábito é o de fazer pequenos retiros durante o mês. Todos precisamos de algum tempo a sós para organizarmos nossa vida e recuperarmos a saúde. Como tudo na natureza é feito para começar e parar, encher e esvaziar, cansar e descansar, nosso corpo também precisa estar atento a esses ciclos. Isso é certo: quem se isola por algum período consegue esvaziar a cabeça e preparar novos projetos com muito mais facilidade.

Benefícios - Eis alguns benefícios que um bom retiro pode nos dar: Redução da pressão arterial, do ritmo cardíaco, da respiração e das tenções musculares. Também contribui para o fortalecimento do sistema imunológico e a estimulação da atividade cerebral. O resultado geral é um alívio no estresse demonstrado na recuperação do nosso ânimo.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Considerações sobre propaganda

O nosso rádio está crivado de musiquinhas chatas. Na mídia é assim; um fez uma coisa, todos querem imitar mesmo sem saber se aquilo funciona, se não irrita, se não é um tiro no pé.

Também imitam os slogans. Todos os dias tem uma empresa dizendo que ela é "um novo conceito" nisso ou naquilo. Claro que a frase é bonita, porém, todos dizem isso. Tem até novo conceito em pizza, xis, cachorro-quente... Daqui uns dias vai ter novo conceito em funerária.

Não esquecendo que muitas empresas publicam na imprensa falada uma lista de telefones e números de endereços, mais o e-mail, site etc. Nem vou dizer nada, apenas convido quem publica a também ouvir os outros. Se conseguir decorar, gravar, anotar todos os números, prossiga com a ideia...

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Amor idealizado

(João Lemes)
Adormeço no recomeço do sonho
Nele te vejo, te beijo, te amo...
Meu sonho é real, quase animal;
Nele sou vassalo fiel, não engano

Adoro, choro, encantado
Pela flor, o amor, o esplendor...
Não há pranto, só o encanto
Dum amor sem dor, nem rancor

A vida, desinibida, sem despedida
É sonho, é desejo sem pecado...
É um voo bonito, ao infinito  
De um amor idealizado

Desperto, deserto, ninguém perto
Você some, sinto fome, sinto frio...
Não era dor, era amor, era afeto
A realidade assombra no vazio

Foi fatal, mas não fez mal
Foi inverso, perverso, com ardor...
Alma lavada, não foi nada
Para quem é só um sonhador.

Os porquês da maldade

(por João Lemes - jornalista - Santiago)
O filósofo grego Epicuro de Samos certa vez questionou a origem do mal, como bem retratou o escritor catarinense Célio Pezza: "Se Deus fosse onipotente, onisciente e bom, então o mal não existiria, pois para Deus e o mal existirem, é necessário que Deus não tenha uma dessas características, ou seja: se Deus quer impedir o mal e não pode, é impotente; se pode impedir o mal e não quer, então é cruel; se pode e quer impedir o mal, mas não sabe como fazê-lo, então não é onisciente; neste caso, continua a questão de onde então provém o Mal?"

Antes que os religiosos digam que não se deve questionar os desígnios de Deus, digo que devemos sim questionar dois itens tão polêmicos e sempre atuais; bondade x maldade, já que nunca é tarde para aprendermos a ser melhores. Como disse Aristóteles, a bondade é uma virtude e, como tal, deve ser praticada, cultivada. Também já disseram que toda a violência é uma demonstração de fraqueza, creio que a maldade também seja isso aliada à falta de inteligência. Então, sejamos fortes, sejamos justos, bons e mais felizes. Não precisamos saber a fundo de onde vem o mal, precisamos é saber praticar o bem. Saber tolerar as coisas adversas já seria um grande começo. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

De trabalho e de ganância

(João Lemes)
O trabalho sempre dignificou o homem, desde que a ganância não se sobreponha. O problema é falar de trabalho e da riqueza que vem dele num mundo capitalista ao extremo. E nossa história é toda ela traçada pela ganância e pelo poder em excesso de uns sobre os outros. Essa corrida para acumular bens vem desde o descobrimento e segue atropelando o tempo e aniquilando muita gente em benefício de uma minoria.

O escritor Darcy Ribeiro publicou um diálogo entre um célebre francês e um velho índio tupinambá. O nativo perguntava por que os europeus vinham de tão longe buscar o nosso famoso pau-brasil.
-Eles não têm lenha? -, perguntou o índio.
-Sim, mas não é para queimar. É para fazer tinta e pintar as coisas.
-E por que precisam de tanta tinta?
-Para servir aos industriais de todo o mundo. Um só comprador rico leva um navio inteiro dessa madeira.
-Mas este homem tão rico não morre?
-Morre como todos nós.
-E o que acontece com sua riqueza?
-Fica pros filhos, irmãos ou parentes próximos.
-Vocês são mesmo loucos! - prosseguiu o índio - Viajam tanto, enfrentam o perigo para acumular fortuna e a deixam aos filhos! Esta terra que nos alimenta não basta para servir a esses herdeiros também?