terça-feira, 7 de agosto de 2018

A arte de cortar palavras

Considero-me um "cortador" porque acredito nisso: devemos respeitar o tempo alheio. Então, digo tudo de forma econômica. Minha maior intolerância é com os pleonasmos. Cortando-os, já se encurta muito.
Exemplo: pra que dizer "baseado em fatos reais", se todo fato é real? E que dizer de "logo em seguida"? Já viu algo ser logo, mas não a seguir?
Ontem ouvi alguém da Globo dizer: "Ele deu cinco versões diferentes para o crime" - como seriam cinco versões iguais?
Somos o terceiro país do mundo a usar a internet para arrumar emprego". - e se o país não fosse do mundo?

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O que vem pela rede

De um observador da cena política, sobre a escolha do General Mourão para ser vice de Jair Bolsonaro: “Sem outra opção, Bolsonaro tinha o príncipe ou o sapo. Escolheu o sapo.”
(O Antagonista)

“Criativo! Ontem no Fantástico um burro foi condecorado como um dos 100 melhores prefeitos pelo instituto Tiradentes!”. De um leitor sobre o fato da URI homenagear um cachorro.

DEBATE

A palavra "debate" diz tudo. É um querendo vencer o outro. Ninguém admite ideia melhor que a sua. Na rede também é assim. Ninguém abre mão de sua convicção, talvez por narcisismo e orgulho. O que falta é "conversação" , na qual se refina as ideias sem ninguém tentar provar que é melhor. É disso que o Brasil precisa. (J. Lemes)

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Sobre o uso da crase

(J.Lemes) Todos os dias recebo muitos currículos de pessoas pedindo emprego. Na semana passada uma carta mostrava que a candidata tinha se formado em Letras – Português e Espanhol. Ao examinar seu currículo, notei dois acentos indicativos de crase. Todos os dois bem grandões e errados.

“...contas à receber e à pagar de empresas”...

Por isso, repito:
CRASE - se você não sabe, deixe sem nada (sem o acento). Apesar de ainda ser um erro, o leitor poderá pensar que você "se passou". Caso contrário, ele terá certeza que você não sabe nada de crase.

"crase" acertou essa.

terça-feira, 24 de julho de 2018

A doença da razão

(J.Lemes) É certo que todos devemos nos envolver com a política, afinal, todo ato do homem é um ato político. O que me impressiona é a paixonite de alguns que só surgem na rede para postar coisas do seu candidato ou falar mal dos contrários. São seguidores, são discípulos, portanto, doentes, doentes da razão, eis que toda paixão (amor ou ódio) é uma doença. A política não se faz assim. Ela se faz de sã consciência.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Novidade: presos trabalhando...

(J.Lemes) Tramita no Senado um projeto que pretende fazer os presos trabalhar para custear as despesas. Antes que batam palmas, aviso: os presídios não têm estrutura nem para abrigá-los, imagina se vai dispor de área de trabalho. Primeiro o Estado tem que retomar o poder nas cadeias para evitar que os presos sigam comandando o crime lá de dentro.
É lógico que os presos devem trabalhar, mas assim como está isso jamais será possível.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Grande Paulo Roberto Padilha

Agradeço a todos os professores e autoridades que prestigiaram o 1º Seminário Internacional de Educação de Santiago. Aproveitei para comprar o novo livro a ser lançado pelo Instituto Paulo Freire. Comigo na foto, o cara que conviveu com Freire e que preside o instituto. Grande Paulo Roberto Padilha, o qual abriu os trabalhos no evento.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Lenitivo

Hoje meu caçula faz 19 anos. Nem vou citar todos os seus valores, apenas quero citar o valor que ele tem para mim; ele me vale um universo. Com esse menino aprendi muito, mais ainda a amar. João, cada minuto de tua vida, cada respirar teu é lenitivo para minha vida e minhas dores. Tudo por uma razão óbvia: sou muito mais você do que eu. Te amo, filho! Parabéns!

Cachorro é cachorro, gente é gente

(J.Lemes) Daqui a uns tempos será crime chamar um cão de cusco, jaguara, guaipeca ou até mesmo de cachorro. O nome bonito é PET. Não é de duvidar! Tem gente que já os chamam de filhos e os levam às sorveterias, coloca-os sentadinhos e dá delícias nas boquinhas.

É muito bom adorar e proteger os animais, mas para mim, cachorro será sempre cachorro e gente será sempre gente. Mas se depender da mídia, será ao contrário.

Depois da experiência boa no shopping Iguatemi em Porto Alegre, o “supermercado para pets” (Cobasi) abrirá mais duas unidades em outros shoppings. São mais de 20 mil itens para animais de estimação, casa, piscina e jardinagem. Tem desde rações secas e úmidas a acessórios  importados, alguns com venda exclusiva na Cobasi, mais serviços de banho e tosa.

Como se vê, para o mundo dos cuscos, digo, dos pets, não há crise. Quem bom! Desde que não saiam por aí sujando calçadas e praias, eu também amo esses animaizinhos. Mas sigo dizendo, cachorro é cachorro e gente é gente.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Onde está a humildade?

Seguidamente vejo políticos posando de bons moços. Ou andando em carro velho, ou comendo em restaurantes modestos ou cortando cabelo em barbearias simples. Também posam usando roupas surradas, sapatos velhos... Gostaria de lembrar que a humildade explícita demais vira demagogia. A humildade também não está só na roupa, no cabelo ou na comida. Ela está no caráter e na forma de agir e, principalmente, no respeito às pessoas e às suas diferenças.

Fé, milagre e abuso

(J.Lemes) A fé é algo muito pessoal, todos sabem. Todos sabem também que alguns líderes abusam dessa fé e a toda hora saem com a frase “Deus no comando” até para amenizar uma dor da unha encravada. Tais afirmações, muitas vezes, servem apenas para comover os que têm fé. Ou seja, para ficarem de bem com essas pessoas. 

Outro dia vi o tal Valdemiro Santiago, “curando” um aleijado em pleno horário nobre da TV. Acreditem, o ex-paraplégico saiu andando com a cadeira nas costas. Ontem, por acaso, passei no seu Canal e vi outra aberração: o tal pastor “curou” uma criança cega de nascença. Um homem desses deveria ser preso em flagrante delito por abusar da inocência e da fé das pessoas.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Dicas de Português

(João Lemes) Hoje vou falar das expressões que já se incorporaram aos discursos, mas que a língua culta não aceita.

- O professor ficou “pasmo” com a nota dos alunos. (pasmado)

- Eu vou fazer campanha para ele, “independente” de ser ou não do meu partido. (independentemente)

- Ele ficou “quites” com a tesouraria (quite)

- Isso “vem de encontro” ao que a comunidade deseja (ao encontro)

- Eu vivo "às custas" de meu pai. (à custa - "custas" são taxas judiciais) 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Dicas de português

Você também 
troca o “U” pelo “L”?

É comum a troca do U pelo L. Todos os dias ouvimos “mal atendimento” em vez de “mau atendimento”; ouvimos “mau-estar” em vez de “mal-estar”; ouvimos “mal humor” em vez de “mau humor” e “mau-humorado” em vez de “mal-humorado”...

Agora surgem umas que não dá para querer:
“frauda” em vez de “fralda”; “fralde” em vez de “fraude”, “saudar dívidas” em vez de “saldar” (de saldo)...

Lembrete - “Mal” é o contrário de "bem" e "mau" é o contrário de "bom". Portanto, devemos escrever “mau humor” (contrário de bom humor) e “mal-estar” - contrário de “bem-estar”.
Por fim, frisamos: quem tem “mau humor” é mal-humorado.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

CAOS

(por João Lemes) - A população vive reclamando e falando em caos. Mas essa palavra significa bem mais que uma greve qualquer e bem mais que a falta de algum produto. O caos é quase o fim. Agora, com essa greve da única classe capaz de parar um país, os caminhoneiros, o governo e todos nós vimos que o caos estava ali, ali…

O caos também (quase) se viu no desespero das pessoas atrás de produtos, outras apelando para a violência, extrapolando leis e algumas agindo como age o ser humano: com hipocrisia. De noite falavam em apoio à greve e de dia corriam aos supermercados e postos. Não acho errado. Cada qual sabe de suas necessidades e desejos. São livres.

Já outros, derrotados politicamente ou desprovidos de uma leitura mais profunda, clamavam pelos militares. Também têm esse direito. Por incrível que possa parecer, isso também é democracia. Porém, basta sair na rua para ver as caras de anjos dos meninos do Exército segurando um fuzil. Pensam que eles teriam capacidade de governar uma nação com tanta complexidade?

O Exército está preparado, mas não para sair fazendo o que alguns queriam a torto e a direito. Os militares são treinados para respeitar a constituição, a paz e a ordem, o Brasil e seu povo. A democracia, por ruim que seja, ainda é o melhor sistema.

Ou pensam que alguém poderia reclamar de algo, caso os militares estivessem no comando? Ninguém queimaria sequer um palito na esquina. Entendam: esse é o lado bom da democracia, podemos colocar e tirar de lá quem a gente quiser, fazer greve…

Entre tantas coisas que li e ouvi, separei essas palavras da professora Virgínia Dal Carobo: “O caos atinge a todos numa progressão assustadora e nada justifica a negação da liberdade de ir e vir, da capacidade de pensar, do diálogo na resolução de problemas. Os problemas de hoje são resultados de contextos diversos, com esteio na corrupção que a democracia escancara pouco a pouco em processos legais. A liberdade se consubstancia num valor inestimável, já o caos, tem um preço altíssimo a ser pago por todos”, escreveu a professora.

Pois é. A greve foi necessária para aliviar uma classe sofrida e para ajudar a todos nós, mas como tudo tem um preço, iremos longe pagando. E acreditem, isso também faz parte da vida e é bem melhor que o CAOS.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O outro

O problema é que o ser humano está sempre querendo afrontar o outro, vencer o outro, ser melhor que o outro. Quando não tem habilidades, um time de jogadores pagos a peso de ouro serve. Um brigador profissional serve. Um lacaio politiqueiro e populista serve. Até uma lista de mortos durante a ditadura serve. Pergunto: Para que aniquilar o outro, se no fundo ele não vive sem o outro? Vive? Eu não vivo, e você?

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O beijo

(J.Lemes) Era 1896, quando os atores John C. Rice e May Irwin trocaram o primeiro beijo na tela do cinema, conforme o livro The Story of Film, de Mark Cousin. Tudo foi filmado por Thomas Edison (o inventor da lâmpada). A notícia correu o mundo. Surpreendeu, como tudo o que é novo. Estava estabelecida a mudança de cultura, a de que é permitido se beijar em público. Afinal, o beijo é amor, é afeto. É melhor beijar do que bater, surrar, assaltar. Faça amor, não faça guerra, diz o adágio.

Depois, vieram outras cenas mais fortes até as telas se taparem de pornografia. Hoje tudo está liberado em canais do governo, canais fechados ou pela internet. Todos, até crianças, têm acesso ao pornográfico, ao escandalizador, enquanto os pais dizem: “Não sei mais o que fazer para evitar que eles vejam”. Falam isso sentadões no sofá vendo os puxa e afrouxa da Globo em horário nobre com as crianças do lado.

Nem de longe direi o que é certo ou errado. Não tenho essa competência. Só quero lembrar que as pessoas são livres para manifestarem seus desejos, assim como são livres para desligarem a TV, trocar o canal, colocar senha no computador para o filho não acessar a “sujeira”... É bem verdade que sigo pensando que certas coisas, como o beijo demorado (entre gays ou casais héteros) dado na rua, nas praças, teriam melhor lugar em boates, nas suas casas e, bem melhor, na privação do quarto.

O que não se pode admitir é a hipocrisia de alguns que criticam o beijo gay na TV (também achei exagero) e saem republicando pela rede social a cena da qual não gostaram. Diante de todo esse puritanismo e mimimi, repito o que já escrevi: imaginem se tivessem gostado. 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Modernidade Líquida para a política e religião

(J.Lemes) Quase tudo, desde a política às religiões, está destoado. Isso se embasa nas narrativas de Zygmunt Bauman e sua Modernidade Líquida. É a era do ter, parecer e não do ser. Cada dia temos que mostrar mais competência, força e poder ou alguém cruza na nossa frente e nos esmaga.

Hoje se vê a customização da política. Basta o candidato ter algo com o qual me identifique e está valendo. Já passo a amá-lo, mesmo sem saber de suas outras capacidades ou incapacidades. Também passamos a amar o candidato B só porque odiamos o candidato A. Nessa roldana, misturamos todos os que pensam diferente.

A religião também é adaptada conforme nosso EU. O que nos serve, a gente destaca. A fé é ostentada como um troféu em faixas, adesivos, em tatuagens. Há uma necessidade de dizermos que temos fé. Assim, ela vai ocupando todos os lugares, menos o coração de alguns.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Neste eu não voto, e vocês?

Amigos, leitores. Eu não tenho partido, mas sei que teremos que escolher alguém para governar este país que não anda lá muito bem das pernas. Portanto, quero escolher com vocês alguém que tenha integridade, capacidade e liderança. Que saiba somar e unir, ou nada vai mudar. Façam suas escolhas. Farei as minhas.
Não sei ainda em quem votar, mas neste eu sei que não voto. O camarada não sabe nem responder a uma pergunta simples sobre economia. Não tem preparo nem para usar a boa linguagem. É só no Brasil que os líderes têm orgulho em não saber ler, de não saber falar, de não entender de economia? Será esse o nosso presidente?

(Obs. Esta matéria eu li na revista Época desta semana. Está lá nas bancas. Vejam vocês mesmos)

domingo, 6 de maio de 2018

Já ouviu falar na Síndrome do Imperador?

(por João Lemes) O psicoterapeuta Leo Fraiman diz que a "Síndrome do Imperador" se vê na falta de limites dos pais, o que pode se tornar um grave problema na formação dos filhos.
Hoje os pais querem evitar as frustrações deles, as suas angústias, a qualquer custo. Esquecem que, na vida adulta, a felicidade dos filhos dependerá de erros e acertos, dependerá de horas angustiantes, assim como o preto depende do branco, o frio do calor, o seco do molhado...

Leo Fraiman explica que certos pais permitem que crianças de 12, 14 anos durmam com eles para não deixá-los tristes. Foi mal na prova? vamos já para a aula particular. Há muita gente na fila da merenda da escola e o filho ficou sem? Corre lá e reclama para a direção. Brigou com o colega? Nem procure saber quem está errado e já dê uma bronca no pai da outra criança...
Será que não está na hora dos filhos sentirem que a vida não é um mar de rosas? Que é cheia de altos e baixos, assim como na infância?

Melhore sua linguagem: dicas sobre o verbo ter

(J.Lemes) Há horas observo o mau uso do verbo TER. Ele substituiu erroneamente o verbo existir. "Tem gente que não gosta" em vez de "existe gente, há gente, que não gosta".

Tenho notado que a imprensa diz que a pessoa "teve", não um objeto, mas uma ação. Veja: "O motorista TEVE o carro apreendido". Esse verbo só estaria correto desta maneira: "Ele teve um carro (certa vez). Não tem mais" e/ou "Seu carro foi apreendido".

Outra expressão esdrúxula é: "Quem não for trabalhar TERÁ o salário do dia descontado". Observe que até a metade da frase o  sujeito vai ganhar alguma coisa; depois, perde.

Para encerrar, eis o exemplo de hoje da Zero Hora: "Hospital Beneficência Portuguesa é invadido e TEM condicionadores de ar, motores e até torneiras levados". Melhor seria: "Hospital Beneficência Portuguesa foi invadido e os condicionadores de ar, motores e até torneiras foram levados".

terça-feira, 1 de maio de 2018

Linguagem do "assim, ó"

Todos os dias noto fenômenos na linguagem. Noto o quanto as pessoas imitam. Alguém lança uma expressão e dali a pouco há milhares reproduzindo isso. Copiam ditados, clichês, manias, sotaques... Não acho errado, só penso que, ao imitarmos, deixamos de ser nós, não criamos e tudo vira mesmice nos discursos. Entre as manias, cito o "ééééé" ... (entre as frases). Também ouço o "então assim, assim" ... "na verdade", "muito bem" (esse é dos radialistas), "assim ó", "tá, né" e o "é que é assim ó".
E aí, qual mania você pegou?

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Cadeia foi feita para homem ou para ladrão?

(J.Lemes) No país da piada pronta, ninguém fica surpreso. Temos até ex-presidente encarcerado e outros tantos grandões na mira. Em outros tempos, tais fatos seriam, de estremecer qualquer nação. Prova de que nos acostumamos com a corrupção e até com as prisões.
Quando iríamos imaginar que o Brasil teria um candidato a presidente dentro de uma cela? Pior: quando imaginaríamos que ele estivesse liderando as pesquisas? Parece até que muitos recorrem a uma frase ridícula: “cadeia foi feita para homem”. Eu duvido disso. Para mim, cadeia foi feita para os fora-da-lei.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Política corrompida, eleitorado corrompido

(J.Lemes) Michel Temer é o sétimo presidente desde o fim da Ditadura. Fora Temer (...), tivemos: Sarney, Collor, Itamar Franco, FHC, Lula e Dilma.  Desta lista, dois foram afastados por impeachment, um morreu, outro foi preso (e comemorar isso é como dar um tiro no pé e sorrir), outro é alvo de investigações (Sarney).

Por sua vez, FHC leva umas tijoladas por fora, mas fica na dele.
Nenhum chegou lá por um golpe (...) de mágica. Foram votados, direta ou indiretamente. Então, a culpa não é só de quem vota no que ganha a corrida ou de que aposta no que acaba engolindo pó (como o Aécio). Todos votam, todos arriscam, todos acreditam...  Uma política corrompida é reflexo do eleitorado corrompido.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Um sonho de liberdade

(J.Lemes) - Raros são os petistas que admitem alguma coisa que alguém tenha feito de errado. Aliás, nem Aécio, nem ninguém admite. Todos são inocentes. A própria presidente petista Gleisi Hoffmann disse que o PT não iria admitir nada. Agora, o ex-poderoso Zé Dirceu admite algum erro, assim como o ex-operador do Mensalão, o carequinha Marcos Valério e o guasca Olívio Dutra.

Tais afirmativas me lembram de um livro e um filme. Em “Sonho de Liberdade”, quando o personagem de Tim Robbins chega na cadeia, acusado de ter matado a esposa, ele diz ao personagem de Morgan Freeman:
 - Fui acusado de matar a esposa, mas sou inocente.
Freeman responde:
 - Não se preocupe. Aqui todos são inocentes.

Já no livro Estação Carandiru, de Dráuzio Varella, há uma passagem dizendo que ninguém mais perguntava a um novo preso “por que ele havia sido condenado”, pois ele sempre alegava inocência. Então, os agentes mudaram a frase para:
 - O que “dizem” que você fez?
Como vimos, o “sonho de liberdade” faz todos mentirem e alegar falta de provas.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Dicas de português (pleonasmos e outros bichos)

(J.Lemes) Hoje ouvi um repórter da Globo dizendo: “O dia amanheceu, mas não clareou”. Depois um médico explicou que a lesão foi “a nível de joelho”. Na primeira frase houve um pleonasmo (redundância). Só o que amanhece é o dia. Já no segundo caso, confesso que ficarei devendo.

Também andei vendo outros pleonasmos comuns no dia a  dia, tais como:
“Logo em seguida”, “outra alternativa”, “gira em torno”, “eis aqui”, “voltamos após o intervalo”...
Logo só pode ser em seguida. Alternativa já é outra. Girar ao quadrado não dá. Eis significa aqui. Intervalo sem a sequência não é intervalo. Seria o fim.

Para encerrar, me reporto a algo muito repetido; o verbo haver no sentido de existir não aceita plural.
Vejam: “Fazem 10 anos que moro aqui”. “Houveram situações em que ele se deu mal”.
Também não há plural em fatores climáticos: “Choveram dois dias sem parar”.
Correto: faz, houve e choveu.

sábado, 14 de abril de 2018

Amor e compaixão: sentimentos esquecidos pelo humano

(J.Lemes) Não iria mais falar em Marielle, porém, hoje vi na revista Época o batalhão denunciado por ela, cujos PMs mataram vários inocentes, a começar por dois  rapazes em uma moto; depois, mataram uma criança e, por último, os PMs haviam disparado 100 tiros contra um carro cheio de jovens que voltavam de uma festa.

Pois bem. É incrível que depois disso ela tenha sido morta. Mais incrível foi a vontade de muitos de que esse crime não tivesse importância porque Marielle era de um partido "ordinário", que defende bandidos etc. Sei que essas pessoas agiram assim não pela razão, mas pela emoção, elemento biológico que nos rege na maior parte do tempo.

Quando digo emoção, falo em ódio, rancor, ressentimento, vingança... Mas não teríamos outra emoção para "julgar" Marielle? Sim, poderíamos nos valer da sede de justiça, da compaixão e do amor, sentimentos estes esquecidos pelo humano.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Concordam?

Vivemos num tempo em que é perigoso até opinar. Alguém sempre dirá "isso é contra mim porque você é coxinha, petralha, do mal". Logo não poderemos nem sorrir ou alguém dirá que é dele. Eis a época dos ofendidinhos e dos sabidinhos. Época em que aquilo que "eu" penso é a única e absoluta verdade. Então, vamos lá! Vamos discordar, concordar, mas no contexto e no compasso. Concordam?

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Do que o ser humano é capaz quando pensa estar sozinho?

(Ninguém é capaz de saber)
Dois áudios vazados mostram vozes não identificadas em comunicação com o avião que levou Lula para Curitiba. "Leva e não traz nunca mais". Na segunda conversa: "Manda esse lixo janela abaixo".

Uma mulher entra na conversa e alerta:
“Pessoal, a frequência é gravada e pode ser usada contra a gente, então mantenham a fraseologia padrão na frequência, por gentileza”.

A Força Aérea confirmou a veracidade dos áudios, mas negou que as falas sejam de controladores de tráfego.

Como ia dizendo,  do que o ser humano é capaz quando pensa estar sozinho? Perguntem isso para a emoção, não para a razão.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

A paz depende do fim da impunidade

(J.Lemes) Só se fala na sessão do Supremo que decide logo mais sobre o habeas de Lula e sua possível prisão. Porém, afora esse resultado, o maremoto que sacode o Brasil não finda hoje. Seguirá ainda mais inflamado graças à manifestação de Villas Boas, comandante do Exército.

O militar não falou mentiras. Disse que o Exército deve garantir a ordem, a paz e a soberania das instituições. Verdade. O Exército deve manter o que está na constituição. Afinal, todos queremos a paz e o fim da impunidade. O problema é que ele não precisava ter dito o óbvio. Não em clima tão acirrado e de rede social distorcendo tudo.

Seja Villas Boas, seja um de nós que fizer apologia à volta dos militares, comete um crime. A Constituição diz que o Exército deve seguir ordens do senhor presidente da República. Só ele pode autorizar ou desautorizar a intervenção. Fora disso, repito: é crime.

Quanto ao Supremo, ele deve fazer o seu papel urgentemente. Aliás, já deveria ter feito. Esse adiamento só afundou o Brasil e o próprio Supremo. Não podemos perder a fé nas instituições, o que considero o fato mais grave disso tudo.

Com alguma decisão favorável a Lula, não só perderemos essa fé, como centenas de estupradores, assassinos, cabrais, cunhas, dirceus devem de imediato ganhar as ruas. Lei para todos é isso. A menos que não tenham dinheiro para advogados como o Lula teve e tem. 

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Pra que ódio, se tudo que queremos é amor?

Nietzsche dizia que o homem tem tanta vontade de ser amado que até criou alguém que o amasse incondicionalmente como ele é. Esse alguém é Deus. Então, noto hoje que todo ressentimento atual vem da vontade que temos de ser amados porque só assim a vida teria algum sentido.

Quando nos sentimos largados, mal-amados, nos vitimamos, nos insurgimos, passamos a odiar tudo e todos. A prova são as redes sociais. Na verdade, só queremos ser amados. O problema é que há um erro de percurso; pelo viés do ódio só atraímos ódio. Amor só se atrai com amor.

Não conheço a Bíblia com propriedade, mas estudei a história de Cristo. Para mim, ele foi o mais sábio que pisou na terra, tudo porque sabia falar e semear amor. Sei também que foi morto pelo seu próprio povo, por quem se deixou dominar por dois dos piores sentimentos: inveja e ódio. Então, vivamos o agora, pensemos na lição de Cristo, pensemos no amor. Afinal, só queremos isso...

Alguém sabe onde fica o inferno?

(J.Lemes) Depois de um fim de semana de muita reflexão sobre a Páscoa, muita chuva, muito chocolate, muita carne gorda e trago, muita discussão à toa por causa de jogo e política, cá estamos no inferno terreno. Sim, inferno terreno, já que o outro inferno não existe, segundo o Papa Francisco.


Falando em inferno, muitos já diziam que ele de fato iria fechar por falta de gente (ou almas). 
Uma pesquisa da Veja revela o pensar da maioria: todos acreditam que terão o paraíso. 
E olhe que a pesquisa também envolveu políticos e presidiários.

Diante de tudo isso, voltemos ao dito popular: aqui se faz, aqui se paga; aqui é o céu e aqui é o inferno, inferno tipo esse em que o Lula está hoje, se fechando o cerco até quarta.(ou não).

quarta-feira, 28 de março de 2018

Para que ódio, se tudo o que queremos é amor?

(J.Lemes) Nietzsche dizia que o homem tem tanta vontade de ser amado que até criou alguém que o amasse incondicionalmente como ele é. Esse alguém é Deus. Então, noto hoje que todo ressentimento atual vem da vontade que temos de ser amados porque só assim a vida teria algum sentido. 
Quando nos sentimos largados, mal-amados, nos vitimamos, nos insurgimos, passamos a odiar tudo e todos. A prova são as redes sociais.
Mas na verdade, só queremos ser amados. O problema é que há um erro de percurso; pelo viés do ódio só atraímos ódio. Amor só se atrai com amor.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Obrigado, meu São Chico!

Ontem foi um dia importante para minha nova carreira, agora como educador. Obrigado, meu São Chico, professores e amigos que me acolheram e ouviram minha fala para a "Formação Continuada de Professores". Obrigado, secretária Jaqueline Sudati Gindri, obrigado, prefeito Paulinho,, obrigado, educadora especial Catia Pires DA Rosa que falou sobre o autismo. Estou feliz em ter dado a minha contribuição. Voltarei...



segunda-feira, 12 de março de 2018

"A impunidade gera a audácia dos maus"

(por João Lemes) Quando se fala em violência, tentamos achar a raiz do problema. Aí esbarramos na falta de educação, de ressocialização e de competência da segurança e da Justiça. Tudo isso é verdade. Por outro lado, sociólogos dizem que o sistema penitenciário é um funil por onde colocam presos “em excesso” e raros conseguem sair. Também há 40% de presos sem julgamento.

Agora também surgem bolsonaros dizendo que vão resolver tudo prendendo a todos (ou dando arma à população). É lógico que não há solução simples. Vejam o que disse o procurador de Justiça Marcelo Monteiro. “O nosso problema é a falta de vagas nas cadeias e a impunidade. Somos um dos países que mais matam. São 60 mil homicídios e latrocínios por ano, dos quais, apenas 8% são apurados. Assim, num ano, autores de mais de 55 mil crimes sequer foram identificados”.

Monteiro disse ainda que a nossa lei manda ficar apenas 1/6 da pena preso e já se pode sair no semiaberto. Assim, praticantes de crimes terríveis ganham as ruas em alguns poucos anos. Já os sem julgamento, a grande maioria aguarda são recursos intermináveis. E quando fala em presos em excesso, Monteiro lembra que dos 300 mil assaltos no Brasil por ano, em apenas 6 mil se chega à autoria. E aí, temos muitos presos ou muitos sem punição?
“A impunidade gera a audácia dos maus” (Carlos Lacerda - jornalista)

terça-feira, 6 de março de 2018

O futebol e o ser (des)humano

Cada vez me convenço que o torcedor do time A só quer ser melhor que o torcedor do B. Entenderam? É ele que deseja ser melhor, vencer, ir à desforra, embora de forma inconsciente.
O torcedor não quer saber se o jogador só joga porque ganha bem. Ele pensa que é ele no lugar do atleta. Mas isso é uma fantasia boa, mesmo alimentando alguns heróis sem moral alguma. O ruim é quando o desejo de ser melhor extravasa um "chupa, fulano" e parte pra violência com as desorganizadas. Em São Paulo já existem jogos de torcida única, só que isso ainda não resolve. O bom seria isso tudo começar do zero, inclusive o ser (des)humano.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Armas: Sem bravuras e paixões

O que temos que entender, sem bravuras e paixões, é que todos somos animais. Nem nós nos conhecemos. Animal com arma, risco em dobro. E vejam as casas e fazendas arrombadas. Todos os dias noticio. Se tem arma, lá vai o bandido buscá-la. Chega e leva. Simples assim. Então, arma até resolve, desde que você viva com ela em punho. Sei que o medo e algum pensamento mais empírico dificultam essa compreensão, mas eu vou pelas estatísticas e pela lógica. Sei também que o Estado deveria dar segurança e não dá, mas entregar armas para o cidadão também virar bandido é um caminho simplista demais para algo muito complexo.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Que filhos vamos deixar para o mundo?

(J.Lemes) Uma aluna da rede estadual de Pernambuco foi condenada pela Justiça a pagar 5 mil de indenização por danos morais a um professor da Escola de Referência em Ensino Médio Apolônio Sales - Recife. A família da estudante havia acionado o Conselho Tutelar e o Ministério Público contra o professor porque ele havia mudado a aluna, que conversava muito em sala de aula. A decisão, assinada pelo juiz Auziênio de Carvalho Cavalcanti, foi favorável ao professor e comemorada como uma vitória da educação

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Gasolina: preços não condizem com a realidade

Os altos preços não condizem com uma economia estável. A disparidade, menos ainda.
Acontece que os donos de postos sabem que é difícil provar que haja cartel ou que alguém vá puni-los por exorbitância. Aí, apenas se queixam que a margem é pequena e que não podem baixar.
Pelo menos agora a Petrobras divulgará os preços diários nas refinarias e não apenas os percentuais dos reajustes.
Foto de um posto em Tabaí, perto de Porto Alegre.  

Paixões políticas

Hoje é comum dizermos que todo político é ladrão e que "o brasileiro não sabe votar". O engraçado é que antes das eleições todos morrem de amores pelos seus candidatos. Basta ele ter uma coisa que se identifique com a gente, lá vem paixão, lá vem voto. Isso é só o nosso ego falando. Isso não é sabedoria.
Alguns são tão apaixonados, que se você disser que é contra B, é fato que adora A. (Ontem, só porque falei que sou contra o Bolsonaro, dezenas me acusaram de comunista, de apoiador do Lula etc).
E quanto ao "o brasileiro que não sabe votar", será que você e eu estamos fora dessa canoa? Não temos nada que ver com o que está aí? Pensem nisso...

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Ética, educação, valores. Sem a prática, nada existe

Todo dia alguém fala num país melhor, em ética, em educação. Fico feliz. Sinal de que estamos vendo que é hora da reciclagem. O problema é que muitos destes que dizem coisas belas, não as fazem. Esquecem que valores só são valores se forem praticados.
Outro dia um colega levou meus tênis para o conserto. Sabe como é. Melhor reaproveitar que jogar no lixo. Pois bem: o sapateiro foi gentil, educado e, ao final do conserto, meteu assim:
 - São seus? - o meu colega desconfiou e acabou mentindo só para ver.
 - Sim. São meus.
 - Ah, tá. Porque se fosse do seu patrão eu cobraria mais. Ele é rico, né?

Histórias das praias

(J.Lemes) A cada viagem, sempre trago uma lição. Há pouco encontrei essa velhinha em Torres. Agora, por último, aprendi mais uma vez que é fácil enganar nosso cérebro. Fomos passados para trás por um simples vendedor de docinhos. Isso talvez justifique os contos dos bilhetes por aí.

Vovó linha dura
Essa senhora de 80 janeiros vende rosquinhas. Assim que a indaguei sobre muitas coisas, ela lascou:  - Não vai me perguntar mais nada? Sabia que durmo bem, como bem, não tomo remédio e ando o dia todo? No fim do dia, quando me perguntam se vou descansar, digo que agora é que vou trabalhar! Vou fazer outra fornada. Até agora eu só tava descansando. 
Então perguntei de onde vinha essa energia. Ela disse: 
 - A vida é ótima e a cada dia tenho mais força pra viver. Do meu trabalho tiro a alegria e das pessoas, o incentivo. Ah, e não esqueço meu aperitivo.
Lição: a felicidade é um bicho estranho 

O enganador de cérebros
Em Capão da Canoa, em meio àquelas cornetas e apitos infernais dos vendedores, surgiu um senhor com uma caixinha de doces. Não falou nada. Só entregou um bilhetinho e se foi: “Trabalho para sustentar a família. Por favor, me ajude! Desistir, jamais! Avançar, sempre! - salmo tal, tal”.

Quando ele se foi, eu disse. 
- É surdo-mudo. Já recebi desses bilhetes. Tratamos de ver os trocos. Quando voltou, fomos, enfim, comprar uns doces. Para o nosso espanto, ele tagarelou à vontade. 
 - Pera! O senhor não é surdo nem mudo? 
 - Não!
 - Mas e o bilhete?
 - Ah, é só o meu marketing!
 Nessa hora corri ver o bilhete que havia guardado na bolsa e, de fato, ali não dizia nada, se era surdo ou mudo. 
Lição: é fácil enganar nosso cérebro.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Dicas de português

Descubra o erro
Costuma-se dizer que um erro gravado é um erro eterno. Pois bem. Então, qual o erro nesta inocente caixinha, da qual devem ter fabricado milhares?

Pensou? 
Seria Clips ou clipes? O aportuguesamento do inglês “clip” é clipe. Portanto, o plural é “clipes”. O que vemos na caixinha, então, é um erro eterno: “clips galvanizado”.
Correto - clipes galvanizados. 

O que penso das palestras e livros de autoajuda?

(João Lemes) Longe de mim dizer que uma palestra de autoajuda não tem efeito. Elas sempre nos deixam algo de bom. Agora, alguns brincam com nossa inteligência, como se houvesse receita para todos de “como fazer isso, como fazer aquilo, como conquistar clientes... O poder para seduzir, liderar”... Enfim, é com se a vida fosse um bolo e só precisássemos da receita.

A verdade sobre motivações, livros de autoajuda etc, é que eles resolvem (quase) tudo, mas só por um período. Servem principalmente àquele que já está na meia idade (para quem as doenças estão chegando), que já viu que os filhos não serão tudo o que imaginou, que entendeu que não conseguirá mais juntar dinheiro para seus sonhos e que não passará daquilo que realmente é.

Tá bom, mas então, qual seria o caminho? Alguns filósofos diriam: nenhum, porque essa é a nossa realidade. Pera aí, mas então, está tudo perdido? Nada disso! O choque de realidade, como nos clássicos gregos, só nos ensinam e nos fortalecem para que o pior não seja tão ruim assim, quanto ele vier (e ele vem para todos).

Minha dica é: viva cada momento e não se apavore com os problemas. Apenas tente resolvê-los um de cada vez, sem esquecer que a vida seria uma droga sem eles. Então, transforme os problemas desafios para a vida e sorria!

Como disse Mário Quintana: “Um dia...Pronto! Me acabo. Pois seja o que tem de ser. Morro: Que me importa? O diabo é deixar de viver.”

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Vidas salgadas

(João Lemes) Como vamos mudar o Estado, o Brasil se não conseguimos resolver coisas tão pequenas  e que não levam à nada? Como vamos dar jeito no resto e exigir bom trabalho dos agentes públicos se entupimos delegacias, judiciário e demais órgãos públicos com coisas fúteis? Em alguns casos, bastaria um ceder um pouco e permitir o entendimento, a política da boa vizinhança, o amor e a paz.

Em São Francisco, por exemplo, há pouco uma moradora deu parte porque a vizinha lhe perturbava, acusa suas filhas de terem jogado pedras em sua casa etc. Depois, a acusada jogou sal na casa da comunicante, espalhando sobre a cama das crianças. A vítima questionou tal atitude e só ouviu palavrões.

Movida pela raiva, as duas moverão ações mutuamente. Pode? Pode. É direito. Mas será que precisava? A vida precisa de mais mel e menos fel. Menos sal e mais açúcar ou ela será a cada dia mais amarga para todos nós.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O problema da nossa política

O problema da nossa política é este: ou adoro um lado ou odeio o outro. As razões, os acertos deste e daquele líder ou partido é o que menos interessa.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Caráter

Caráter, ética e virtude só exitem na prática. Do contrário, não passam de autoelogios e delírios.
(J.Lemes)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O triângulo

Quando um carro estraga ou se envolve em acidente, o triângulo deve ser colocado a 30 metros. Eu nunca vi essa lei ser cumprida. Alguém de vocês já viu?
No país da hermenêutica, cada qual decide ou interpreta onde vai colocar o triângulo. Na maioria das vezes, quase grudado ao veículo, o que não resolve nada.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Liberdade de imprensa

A liberdade de imprensa é algo muito bom, mas não se pode confundir com libertinagem, que é o ato de sair dizendo o que bem quiser. No facebook, por exemplo, alguns deveriam puxar a descarga depois de escrever tantas bobagens. Uns ainda cobram da imprensa que não deu ouvidos às lorotas deles. Mas o motivo é simples: a imprensa não publica certas coisas porque precisa de provas, documentos etc.
Na imprensa existem pessoas com nome, endereço e uma conduta para responder por seus atos. Já no “face”, a maioria diz o que bem entende e tudo acaba numa lavação de roupa. Na hora em que o nome de alguém cai na lama, ninguém aparece para assumir e tentar reparar o erro, mesmo sabendo que o nome sujado nunca mais será o mesmo.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Perfeição é utopia porque...

... se algumas pessoas soubessem o quanto é nobre admitir o erro e pedir desculpas iriam querer errar todos os dias só para experimentar essa nobreza.

Arma resolve? Resolve se não contar pro bandido

Todos têm direito às armas, desde que se habilitem. Mas o que eu questiono não é isso. Questiono se arma em casa resolve alguma coisa pro cidadão. Quase sempre resolve é pro bandido, que a leva embora pra seguir assaltando. Sugiro uma estratégia: guardem arma em casa, mas não deixem os bandidos saberem, ou eles vão lá e roubam tudo.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Emoção e amor.

É disso que precisamos: de emoção, de paz e amor. Que este ano seja o melhor de nossas vidas e que só perca para todos os outros que virão.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A arte de cortar palavras (01)

Sempre ouço na imprensa a frase: "A vítima foi identificada como fulano de tal". Ora, se a pessoa foi identificada, basta dizer seu nome. Corta-se o "foi identificada".🤨

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Quem sou eu?

Eu sou o cara que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam as conversas e dão jeito no mundo. Também sou aquele que chega no posto de gasolina e nunca buzina. Fica à espera que o frentista termine a leitura do jornal.

Eu sou aquele freguês que vai a um restaurante, senta-se e espera enquanto o garçom faz tudo, menos o seu pedido. Sou o cara que entra num estabelecimento parecendo estar pedindo um favor, à espera de um sorriso ou esperando apenas ser notado.

Sou quem entra no banco e aguarda que as recepcionistas e caixas terminem a prosa com seus amigos. Sou o homem que explica a desesperada necessidade por uma peça, mas não reclama dos funcionários que trocam idéias ou que baixam a cabeça e fingem não me ver.

Depois de saber de tudo isso, você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou? Sou o cliente que nunca mais volta.
Este texto é uma adaptação do discurso de Sam Walton, fundador da companhia Wal Mart na abertura de um programa de treinamento aos funcionários.

Como vimos, os clientes podem demitir todos de uma empresa, desde o patrão aos empregados. E ele faz isso de que jeito? Gastando seu dinheiro em um local que lhe tratem com respeito.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Na estação

Todos os dias é dia de retomarmos o trem da vida para não perdermos a linha da história. Por aqui, vou escrevendo a minha só para ver o que me espera na próxima estação.

Comentário esportivo

Antes do jogo ele serve para dizer como os times devem atuar; durante o jogo, para explicar como estão atuando; após o jogo, para dizer por que não atuaram como foi dito no primeiro comentário. Deu para entender?

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Depois, o boca-aberta sou eu

Como é difícil fazer as pessoas entenderem que a lei não é só para os outros e que admitir o erro é um ato de grandeza, um passo enorme para a nossa evolução.

Outro dia quase pechei numa van escolar que parou quase no meio da rua para pegar uma criança. Ao gesticular para alertar o motorista sobre seu erro, este parou o carro e me botou a boca, indagando-me na frente das crianças: "Não vê que eu sempre parei ali, boca-aberta?"

Bem dizem, quer conhecer uma pessoa? Veja como ela se comporta no trânsito, no poder ou com uma arma na cintura.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Por que a maioria vai mal na entrevista de emprego?

(por João Lemes)* O tema parece batido, mas nunca é demais alertar os jovens sobre seu futuro. Por isso, ao procurar emprego, atente-se para certas coisas:
Informe-se sobre a empresa; chegue 10 minutos antes; tome cuidado com hálito de álcool ou cigarro; se o entrevistador estender a mão, cumprimente com firmeza e mantenha a postura ao sentar-se; dê respostas objetivas, mas evite apenas o sim ou não...

E mais: evite roupas indiscretas, barba por fazer, muita maquiagem, muito perfume, unhas malcuidadas. Não fale mal do emprego antigo e de problemas pessoais. Não exagere sobre suas qualificações e nem demonstre intimidade com o entrevistador. 

E na hora dos defeitos... 
Por último, preste bem atenção quando pedirem para você falar de um defeito seu. Mais de 90% não sabem falar disso e confundem qualidade com defeito. Aí dizem que são perfeccionistas, que cuidam mais da empresa que da família... Ninguém diz que se aproveita de material da empresa para aquele trabalho da faculdade, que passa horas checando a rede social, que cuida no relógio para sair mas não para chegar.

Ninguém diz que é tarado, que gosta de cantar colegas, que gosta de fofocas, que vive desmotivando os outros ou que se acha o mais sobrecarregado e o mais eficiente no trabalho. Quem tiver coragem para admitir ao menos um defeito desses, pode não ser contratado, mas sua sinceridade vai pesar muito na balança do novo patrão.
* Jornalista diretor-editor do jornal Expresso Ilustrado. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Santiago dos acidentes

Este foi agora de tarde na esquina da Caixa Federal. Menos mal que só teve danos e gente pra ver.

Mateada de Natal na Vila Nova

Santiago - O ESF Vila Nova está organizando uma Mateada de Natal para comemorar o encerramento de mais um ano junto à comunidade. O evento acontecerá no dia 07 de dezembro às 21h em frente ao ESF Vila Nova. Haverá chegada do Papai Noel, apresentações artísticas, distribuição de água quente e erva-mate São Gabriel, sorteio de prêmios e brinquedos infláveis e algodão doces gratuitos, patrocinados pelo Mercado e Açougu
e do João Veio.