
Quarta-feira agitada aqui no Expresso com a conclusão de matérias, montagem do jornal entre outras coisas. Ainda não pude escrever sobre o que vi e ouvi neste período de férias. Por exemplo, lá em Capão da Canoa, as rádios FMs rodam música popular brasileira e ainda dizem os nomes dos compositores e cantores. Aqui, é uma bateção de lata diária e nem de longe pensam em dizer os nomes dos artistas, mesmo sendo facultado em lei.
Pecados da língua
Lá, a peste do "assim óh" segue frouxa, superando o "com certeza" e o "na verdade". Mas é incrível mesmo! Ninguém (salvo os raros conscientes) explica alguma coisa em público sem repetir "assim, assim" sem necessidade alguma. Melhor ainda é quando dizem a frase de besteirol completa: "É que é assim óh".
(SÓ PRA LEMBRAR. HOJE, NA SANTIAGO, EM 5 MINUTOS, UM LOCUTOR DISSE UNS 10 "ASSIM" E UM "ACHO QUE COM CERTEZA".
Bons exemplos de Capão
Em Capão da Canoa notei outras coisas boas, como a ausência de vendedores ambulantes, churrasqueiros e demais perturbações aos lojistas organizados. Lá, a gente anda livremente pelas ruas e nada de fumaça, nada de esmoleiros, nada de carros-de-sons a todo volume, nada de barraquinhas disso e daquilo só para torrar a paciência de quem realmente está estabelecido e paga impostos. Qual a mágica? Fiscalização, meus caros agentes públicos.
Acorda, Santiago!
Santiago é bonita, é boa? Claro que é. Mas se não cuidarmos de certas coisas, logo seremos comparados a outros centros com péssima organização urbana. Vejam nossas calçadas. É entulho aqui e acolá, falta de limpeza, destruição... e nada de multas, nada de algo que venha a impedir essa prática do desleixo.
Cadê nosso vereadores? Cadê o projeto de IPTU progressivo para quem não limpa seus terrenos? Uns dizem que não dá, outros batem na tecla e afirmam ao contrário! Enquanto isso, nós, pedestres, não podemos caminhar e nossas casas ficam à mercê do lixo, do matagal nos terrenos baldios. E a desculpa do ilustre fiscal público pé de que não acha ninguém para cobrar. Pois sim!
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