segunda-feira, 6 de julho de 2009

Atchhiiimmmm!

Olá, amigos

Demorou, mas a gripe me pegou. Começou com um resfriadinho de nada e a tosse seca fez o resto. Me derrubou. Menos mal que ela chegou no final de semana, quando não trabalho. Hoje, segunda-feira, não vou respeitá-la e meterei a cara nos afazeres até dizer chega. É que o pior já passou (ou eu acostumei com ela).

Meu final de semana foi assim e o do resto do mundo, olhando e ouvindo sobre Michael Jackson. Morte, pós-morte. Os fãs que me perdoem, mas ninguém aguenta mais. A imprensa brasileira, infelizmente, é assim. Quando um canal dá a notícia, todos os outros a repetem. E quando morre alguém famoso aqui no Brasil, uma fotinho e deu. Se for de fora, capa, páginas inteiras.

Com todo o respeito, eu também adorava as músicas do Michael, mas chega. Não podemos ficar fazendo imprensa baseado no que o exterior faz, se vão até pagar para irem no velório. Vamos voltar à nossa realidade. Inda há pouco ouvi o Juliano (Rádio Santiago) chegando numa casa de catadores na Bonato. Cinco crianças, todas com nome estrangeiro.

Os pobres pensam que colocando nomes assim nos filhos terão mais atenção e, ao menos no espírito, serão comparados aos americanos. Não têm, de fato, amor próprio, amor ao Brasil. Claro, nascem e crescem sabendo que os de fora são melhores, o que é uma lástima.

Pra completar, os miseráveis desta família não pegam nem o Bolsa-família. Motivo: as crianças não querem ir na aula. Isso prova, meus amigos, que pobreza chama pobreza, desistímulo gera mais desânimo.

E para encerrar a crítica sobre a imprensa, em cada veículo que se sintonize, é uma repetição de "assim", "assim", e "assim óh", "é que é assim óh"... Agora também tem o "olha só"... São interjeições que viram cacoetes linguísticos pra lá de irritantes. Piores que a minha gripe. Atchiiimmm!

Nenhum comentário: