Contraponto de José Ribeiro
Amigo Lemes
Lendo teu blog hoje pela manhã, o qual sempre muito interessante, e nosso Expresso, reparei alguns detalhes que gostaria de comentar. O primeiro é em relação ao Advogado que assina a Medida Cautelar em prol do Moisés, que não é o Dr. Marco Aurélio, mas sim eu e o colega Dr. Paulo M. de Oliveira.
Em segundo lugar, quero lembrar o amigo que jamais enviei e-mails "fortes" para o Expresso, que debochasse da justiça ou que denegrisse ou "provocasse" juiz ou promotor. Jamais. Apenas comuniquei a imprensa sobre fatos que precisavam ser esclarecidos em relação ao meu cliente. Sou combativo e vou combater sempre decisões desfavoráveis a verdade e a justiça do meu constituinte.
É meu dever como Advogado, pois enquanto o Ministério Público age com todo aparato e poder institucional - acusando -, o Advogado age com a palavra. Essa é nossa arma agindo em prol do cidadão que se defende. Daí que muitas vezes somos interpretados como polêmicos, soberbos, ou até mesmo debochados ante a Justiça, o que mui ingrato, mesmo tendo "costas de crocodilo", como disse o Min. Jobim, citando José Paulo Pertence.
Em terceiro lugar, lembro que quem julga é o juiz, e não o Advogado. Creio que o Dr. Rafael Peixoto julgou pelos seus livres motivos (e não por ter se sentido ofendido), o qual respeito mas descordo da sua decisão. Devemos analisar os fatos e motivos da sentença, que são frágeis a uma cassação de mandato, e confio que TRE/RS irá reverter a situação. Culpar o Advogado que defende sem ter o aparato institucional é covardia, sabendo que não é isso que o amigo fez, e faço este comentário a todos que encontro e que me perguntam da situação do processo.
Aliás, interessante o que tenho escutado pelas ruas, amigo João. As pessoas dão crédito a defesa, comentam/opinam que o Dr. Rafael se excedeu e que o TRE/RS irá reverter a decisão. E olha que a maioria dessas pessoas com que falei são leigas. Espero que o brocardo "a voz do povo é a voz de Deus" esteja valendo. (risos)
José Amélio Ucha Ribeiro Filho
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