sexta-feira, 12 de maio de 2017

Minhas histórias

Amigos, como sabem, este negócio de escrever comicha as mãos e a cabeça da gente. Então, preciso contar histórias; minhas histórias. Aproveito, estão, este blogue para seguir fazendo essa ponte com vocês que há anos são meus leitores. Aviso, porém, que esses microcontos se passaram comigo ou presenciei. Não tem nada de filosófico neles, quer dizer, não tem e tem. Vejam vocês e me digam que acharam via face ou aqui nos comentários.

O pão da Marina e o amendoim do João
Quando eu morava em Panambi, com apenas uns 10 anos de idade. costumava ir numa tia que era mãe de uma filharada. Uma das filhas, talvez a mais velha, era meio tongona, coitada! Por isso,  a parte mais grossa da lida de casa era dela. Vez por outra assava pão num forno de barro.

Em certa ocasião, eis que a Marina derruba um pão ainda sem assar. A massa ficou pura terra. A minha tia (mãe dela) não deixou por menos. Naqueles tempos nada ia fora. Mandou assar o tal pão com parte de terra grudada na massa e lhe disse: "Este pão é só pra você, pra tu aprender a cuidar mais das coisas!".

A próxima obedeceu. Guardou o pão com terra apartado dos demais. Só pra ela. Um dia seus irmãos e eu achamos por lá um pedaço daquele pão em meio aos outros e foi aquela deitação em coro: "Ah,ah, ah, ah!, o pão da Marina! ah, ah, ah!".

Bueno! Aqui em casa, depois de uns 35 anos, fiz uma dessas cagadas. Fui cuidar um amendoim no forno e deixei queimar por pura burrice. Ao pegar um na mão, quis tirar a casquinha mesmo quente. Lógico que não saiu. Entendi que não estava pronto e deixei mais tempo no forno. Resumo; a Suzana veio de lá e me botou-lhe a boca. E com razão!

Como castigo, eu mesmo resolvi comer o amendoim, Cada dia como um punhado para, de outra vez, cuidar melhor. Nada se aprende tanto quanto na prática. Quem sabe muito de tudo é porque treinou de tudo. Até mesmo hábitos e as boas maneiras. Com essa "penitência", lhes garanto: a Marina (se viva estiver) nunca mais vai deixar a massa cair, nem eu vou torrar o amendoim para mais. Lição dada, lição aprendida!

2 comentários:

Unknown disse...

João, meu caro amigo, sempre é bom ler as tuas "vivências".
Fraterno abraço,
Carlos

Cyrce Bochi disse...

Muito bom.Também tenho lembranças de infância que poderiam ser contos engraçados. Fatos de vida real.Um dia vou colocá-los para tua apreciação!!!