quarta-feira, 21 de junho de 2017

Homem-problema

Problemas, todos temos. Aliás, que chata seria a vida sem problemas. Só que alguns não vivem sem criar problemas.  São problemáticos por devoção. Têm o dom para isso. São os tais homens-ímãs.
Onde quer que andem, lá tem um problema, e sempre com eles. Se não houver nenhum problema, a pessoa dá um jeito de pegar dos outros.
E o pior é que é sempre os outros que precisam resolver para eles. Parece que essa síndrome, ou sei lá o que, vem da infância, aumenta na adolescência, fica incorrigível na fase adulta e piora na velhice. E aí, vai me dizer que não conhece ninguém assim?

O louco sou eu

Ontem um amigo me perguntou do "meu time", que sofria em casa. Disse a ele que há horas larguei do jogo. Você aí já pode ficar espantando por saber que não torço para nenhum time. Quando eu torcia pro Inter eu pensava que as pessoas que não tinham um time eram loucas. Agora o louco sou eu.

Quando o cidadão vira bandido

(J.Lemes) - O debate sobre o desarmamento parte do pressuposto de que no sul as pessoas têm a história das guerras no DNA. Por isso herdamos a admiração pelas armas e as ostentamos sem notarmos que é algo feito só para tirar a vida. Meu pai foi vítima de arma. Mas não é por isso que sou contra as armas. É que vejo as estatísticas e sei que elas não amenizam a violência. Digo mais; a pessoa que não é violenta, que foi bem criada, dificilmente dará um tiro em alguém. Essa tarefa é muito difícil. Eis mais uma razão para não andarmos armados.

Agora citamos o caso de uma pessoa que tenha arma em casa para espantar ladrão. Onde ela vai guardá-la? Em lugar seguro, óbvio, escondida das crianças. Coloca até no cofre. Aí, de repente, chega um bandido. Quando se vê ele está dentro de casa. Aí a pessoa diz a ele para esperar um pouquinho até ela pegar sua arma no esconderijo. Então, para uma arma em casa ter valor é preciso que você fique com ela em punho na frente de casa o tempo inteiro, de vigília com se fosse num quartel.

Entretanto, o problema maior no uso da arma é o fato de que na hora em que você põe ela na cintura poderá se transformar, seja no trânsito, no bar da esquina... Sim, somos frutos da emoção mais do que da razão. Aí é nessa hora que o famoso "cidadão de bem" passa a linha que o separa do mal. Como se vê, as cadeias estão lotadas de gente de bem que matou o amigo, o irmão a esposa, tudo pela emoção e, claro, por estar muito bem armada. Além do mais, nunca vamos diminuir o númeo de assassinos no mundo matando mais gente.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Você lê tudo o que repassa?

(J.Lemes) - Sempre gostei de estudos sobre rede social. E se há algo que me intriga é a enxurrada de mensagens, piadas extensas ou "notícias" que as pessoa compartilham.
Pois bem; há pouco uma pesquisa revelou que a maioria das pessoas que repassam aqueles textos enormes na verdade não leu praticamente nada. Simplesmente começaram a ler e, por achar interessante, os repassam de imediato. Mas o pior não é isso. O pior é saber que grande parte desses textos e mensagens não contém qualquer verdade.

Você também escreve tudo em caixa alta?

(João Lemes)* 
Muitos abusam das palavras em caixa alta (em letras maiúsculas) pela rede social. Isso pode significar falta de ética (ou de educação) por representar fúria e parecer que a pessoa esteja gritando. Por vezes, também pode ser pela preguiça de ter que apontar as maiúsculas dos nomes próprios. Resumindo: fica mais fácil mandar algo todo em maiúsculas do que ficar a toda hora apertando a teclinha “Shift”.  *(Jornalista e professor) 

Experiência

"Mais vale errar se arrebentando do que poupar-se para nada." (Darcy Ribeiro)

domingo, 18 de junho de 2017

Autoajuda, simpatia ou terrorismo?

(J.Lemes) Quem já não recebeu aqueles textos de autoajuda ou então aquelas simpatias que se deve mandar pra todo mundo ou uma desgraça se abate sobre você? Pois essas mensagens e crenças têm tirado o sono de muitos.

Outro dia alguém recebeu um desses textos em plena madrugada. Imagine só o susto ao ler "mande isso para tal e tal pessoa ou algo terrível vai acontecer com você ou com sua família".

Daquele dia em diante esse alguém resolveu pedir a todos os amigos que não lhe enviassem mais mensagens desse tipo. E com todo o respeito a quem acredita nessas "simpatias", mas essa de tentar convencer os outros sobre aquilo que se pensa, e ainda de madrugada, convenhamos; é algo deprimente.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Elogio

“O elogio deve ser sempre sutil para não embaraçar quem o recebe nem parecer que é puxa-saquismo de quem dá.” (J. Lemes)

E se nada der certo?

(e não deu nada certo)

Novo Hamburgo - Há muito se ouvia essas frases nas escolas; “Ou você estuda ou será pedreiro, empregada doméstica, carpinteiro, porteiro e até gari”. Tais práticas eram usadas como “incentivo” ao aluno que desejasse ser engenheiro, médico, agrônomo, dentista... Hoje ainda se vê professores “incentivando” assim os alunos, dizendo que se eles não estudarem poderão “não dar certo” e acabar num cargo desses.  

Na semana passada veio à tona uma festa dos estudantes de uma escola evangélica de Novo Hamburgo (IENH). O nome do encontro era “Se nada der certo”. Os alunos fizeram fotos com trajes que representam profissões que seriam a última alternativa na vida. As fotos ganharam as redes sociais e causaram grande repercussão no país. A instituição removeu as imagens e divulgou um pedido de desculpas.

Internautas lembraram que o Colégio Marista Champagnat, de Porto Alegre, foi o primeiro a trabalhar o tema “Se nada der certo” em uma festa promovida em 2015. Vejam parte da resposta que Márcio Ruzon, que é filho de porteiro:

Ao Colégio Marista:
(por Márcio Ruzon) - Meu pai aposentou-se como porteiro. O mesmo que vocês têm aí no colégio, que os pais “que deram certo” passam e nem cumprimentam. Meu pai trabalhava muito e o que  recebia era uma mensalidade que as famílias “que deram certo” pagam pra vocês ensinarem essa ética (ou falta dela) aos estudantes. Ele tinha uma barra forte preta e com ela ia de sol a sol, chuva a chuva, noite a noite, cuidar de fábricas ou de condomínios ao estilo que os alunos moram ou que os pais “que deram certo” trabalham como diretores, gerentes. Aprendi a profissão com meu pai. Fui porteiro por anos. Vi o que é comer em pé ou no banheiro porque não tem ninguém pra substitui-lo nos intervalos.

Colégio Marista, meu pai não deu certo. Criou três filhos junto com a minha mãe que ficava apreensiva em casa: “Será que ele volta?” Porque meu pai pegava estradas perigosas de madrugada. Mas ele não deu certo. Conseguiu sustentar 3 filhos (e minha mãe administrando como uma Economista) com pouco mais de um salário, hoje todos bem e com família, mas infelizmente ele não deu certo.

Meu pai não é desses pais bacanas que param aí na frente ao colégio com Cherokees, Tucson, sorrindo pra quem convém e pisando nos descartáveis. Meu pai tem um Palio que vive quebrando, e mesmo debilitado pela idade, levava todos os netos às escolas públicas. Mas, que pena! Meu pai não deu certo. Quem deram certo foram essas famílias que dependem da faxineira, do porteiro, do zelador, da cantineira, do gari, da empregada doméstica. Eles deram certo!

terça-feira, 13 de junho de 2017

Breve conversa sobre o desarmamento

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Minhas histórias

De volta à fonte
Venho das plagas de Coronel Bicaco, chão onde deixei meu umbigo. Venho de Panambi, terra onde me fiz gente. Carrego a essência da velha Cruz Alta, onde bebi da água da panelinha pensando em nunca mais sair da capital do trigo.

Andei por muitos pagos onde convivi, aprendi... vivi. Do jornalismo fiz minha mesa desde os tempos de Diário Serrano. Da educação fiz bandeira, das pessoas fiz meus amores e do mundo fiz minha escola.

Tenho por mestre o meu destino. Dele nunca desapego e nunca sossego. Por isso, hoje retorno com sede; sede de amores, sede de gente, sede de encantos e emoções.

Hoje retorno sabendo que não sou mais o guri medonho, porém sigo com a mesma gana inquieta por convivência, trocas, aprendizados e amizades. Minha boca clama por mais um mate e outro gole da mesma fonte da qual um dia provei.

E por toda essa querência sigo “tenteando na cambona” os mates buenos na companhia de amigos que amealhei. E se tiver trabalho, não enjeito proposta porque este corpo não tem lado pra se chegar. Como disse Darcy Ribeiro; “Mais vale errar se arrebentando do que poupar-se para nada.”

Obs. Texto para a investidura na Academia Internacional de Letras, Artes e Ciências ‘A palavra do século 21’ - (ALPAS-21). Sua sede é em Cruz Alta, sendo integrada por mais de 100 pensadores de todo o Brasil e alguns de outros países, como Argentina, Paraguai e Portugal. 

domingo, 11 de junho de 2017

O conhecimento e o sucesso


(João Lemes)* - Muitos questionam o fato de uma pessoa ser tão sábia para certas coisas e tão ignorante para outras. Como que alguém tão estudado, muitas vezes até um professor de uma importante universidade, pode cometer os erros mais infantis ou nunca ter sucesso noutras áreas?

Em primeiro lugar é bom não perder de vista fatores distintos, como inteligência, conhecimento, capacidade e comportamento. Portanto, se apenas o conhecimento por si só bastasse para atrair sucesso e riqueza, muitos professores e palestrantes estariam no topo dessa pirâmide.      

É claro que para muitas questões não há respostas prontas, mas há raciocínios que podem nos levar a entender um pouco mais dessa complexa matéria. Então, vejamos o que disse o filósofo alemão Arthur Schopenhauer:

“A mais rica biblioteca, quando desorganizada, não é tão proveitosa quanto uma bastante modesta, mas bem ordenada. Da mesma maneira, uma grande quantidade de conhecimentos, quando não foi elaborada por um pensamento próprio, tem muito menos valor do que uma quantidade bem mais limitada, que, no entanto, foi devidamente assimilada”.

Pelo pensamento mais prático, concluímos que não é preciso sermos uma biblioteca. Precisamos é ter discernimento, foco e ação. Claro, isso tudo aliado ao conhecimento viraria um trem bala rumo ao sucesso.
* (Jornalista -  Santiago -  RS).

Outra da Alemanha

Meu amigo Ruy Gessinger segue em seu passeio pela Europa. É dele mais esta mensagem: "É trivial senhoras idosas irem ao supermercado fazer compras e, ao passarem no caixa, entregam sua carteira à funcionária, que a abre, tira o dinheiro necessário, faz o troco e coloca na carteira, fecha e devolve à idosa."

A idade do amor

Entre os adjetivos do amor estão: forte afeição por outra pessoa, atração baseada no desejo, doação, cumplicidade, companheirismo... Amor, do latim “a-more”, negação da morte. De fato, o amor nunca morre. O meu não vai morrer. Eu o renovo sempre que posso. Então, mesmo estando há mais de 28 anos juntos, nosso amor tem apenas meia-hora, a idade do último beijo que lhe dei.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cargo público

Acho digno e bonito quando alguém diz que está em cargo público por concurso, não por decreto e outros apadrinhamentos. Penso ser digno também que todas as pessoas se orgulhem do seu trabalho, mas do trabalho bem feito, sem levar em conta a lei que impede demissões.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Missa da segunda-feira

Hoje ouvi até a pequena missa na abertura dos trabalhos da Câmara de Santiago. O Cid Moreira pedia para o Pai derrotar nossos inimigos. E não era só isso; pedia para derrotar e humilhar. Ora, se Deus é perdão e amor, como pode alguém pedir isso? O certo não seria pedir que nos proteja dos nossos inimigos?

Minhas histórias:

Rádio, margarina, banha...

(João Lemes) Não gosto de falar que as coisas de hoje não prestam e nem que as do passado é que eram boas. Gosto é de comparar a mudança galopante e que nos faz viver em função do que a mídia diz. Assim como certas coisas do passado não prestavam, muitas de hoje também não prestam. A diferença é que hoje se pode escolher num mar de opções.

Pra vocês terem uma ideia da maleza em que eu vivi quando criança, dou um trailer. Lembro como se fosse hoje do primeiro rádio (aliás, aí está a foto dele). Lembro dos primeiros programas que ouvi, das primeiras músicas...

Lembro de quando chegou a tal margarina. Minha nossa! Seria o adeus à banha no pão. Ainda sinto o gostinho! Chamava a gurizada pra ver. E quando minha tia virava as costas a gente comia de colher. Sim, de colher porque estava dessorada devido a um simples e óbvio motivo; não tínhamos geladeira.

Também recordo dos dias de carneança de porco. Como aquilo dava serviço! Nem tanto para mim, que era muito piá. Eu só esperava aflito pela bexiga do bicho para poder enchê-la e jogar futebol.

Outra coisa boa era comer torresmo quente com polenta, apesar das orientações dos mais velhos de que tal comizanha era um perigo pras lombrigas. Elas poderiam brigar querendo mais e isso daria um revertério na "buchada", como diria o tio Valdomiro.

Mas pera aí. Não deu vontade de perguntar como a gente fazia com a carne do porco, se não havia geladeira? Ora, fritava tudo e guardava os pedaços mergulhados nas latas de banha. Duravam por meses... Hoje tudo é bem mais prático e nem banha mais a gente usa. Eu não como nem margarina. Descobri que é uma peste para quem tem colesterol elevado...


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dicas de Português

Por conta de ou por causa de?

(João Lemes)*  Como o Português está em constante transformação, a cada dia surge uma nova expressão e, às vezes, ela foge da norma culta. Portanto, se você quer falar e escrever corretamente, desvie desses modismos.

Tenho ouvido muito a expressão "por conta de" em vez de "por causa de". As duas existem, só que a primeira se usa para designar "a cargo de".

 - Não fui à academia "por causa" da chuva (errado).
 - Hoje a sobremesa "é por conta" da casa (correto).

Como se vê, "por causa de" indica a razão de algo, como devido a, por motivo de, em razão de, em virtude de, graças a...

-O acidente aconteceu "por causa" dos buracos.
- Ele está feliz por causa da aprovação no mestrado.  

"Por conta de" indica que algo está a cargo ou sob a responsabilidade de alguém, como a cargo de, às custas de, sob a responsabilidade de... Também indica quando algo é custeado ou financiado por alguém.

-As tarefas do lar hoje ficam por conta dos filhos.
-A despesa com o casamento fica por conta dos noivos.

* (jornalista e professor de Língua Portuguesa -  Santiago -  RS)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Chega de saudosismos!

(João Lemes)*
Vivemos num tempo em que tudo tem que ser para ontem. Não temos mais paciência pra nada. Esquecemos até que a cautela é uma grande virtude. Neste novo tempo, apesar de todas as facilidades tecnológicas, seguimos com a mania de que o de ontem é que era bom. Vivemos um saudosismo maluco sem pensar que a evolução, por mais que traga percalços, é muito, mas muito melhor.

Só para se ter uma ideia de como as coisas mudaram, volto ao passado para relembrar que até o ano de 1.900, metade da população mundial (perto de um bilhão de pessoas) nunca tinha ido ao médico ou a um hospital. Quando estavam muito mal e pra morrer, quando muito um benzedor ou curandeiro dava um alento antes da extrema unção.

Hoje, tudo é melhor! Nunca a população mundial teve tanto acesso à educação e à saúde, ao transporte, à tecnologia que encurta distâncias. Nunca tantos alimentos de toda parte do mundo encheram tanto a nossa mesa... Claro que isso tudo teria mesmo que acontecer. Não é favor a ninguém, mas a reclamação em demasia  faz de nós eternos chorões e descontentes.

Como bem dizia Santo Agostinho, o passado já se foi e o futuro ainda não veio. Portanto, vivamos o agora!
(Jornalista -  Santiago). 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Rede social

A melhor frase para resumir as fofocas públicas e demais porcarias jogadas na rede social pelos desocupados: “Parecem crianças! Como vocês resolviam os problemas de vocês antes da internet?”. Karen Trindade - Santiago.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Democracia

Numa democracia ou todos ganham ou todos perdem. Não existe essa tolice de eleitores do fulano e beltrano. Votamos no cara, ele errou? Tiramos. Votamos errados? Na próxima acertamos. O que não dá mais pra aguentar é eleitor deste contra eleitor daquele. Isso é a pura burrice!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Jornalismo dinâmico é aqui


Jornalismo com entretenimento, educação e cultura. 
Jornal Expresso e site Nova Pauta, sempre com você!
(direção -  João Lemes)

Modernidade líquida

(João Lemes)
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman (falecido em 2017, aos 91 anos) cunhou o termo "modernidade líquida". Uma época onde tudo é muito volátil desde os produtos de consumo às amizades, até o amor. O escritor Joaquim Moncks (Moncks, 2017) diz que tudo vem e vai com a mesma rapidez. É um tempo de muita fluidez, de incerteza, de insegurança... "Nada é feito para durar mais que 140 caracteres ou uma curtida. Vivemos sob a tirania do aqui e agora", diz Moncks.

Hoje as amizades são feitas, refeitas e deletadas com apenas um toque pela rede social. Pior ainda é o ódio disseminado, a frustração em forma de ataques, as besteiras como filosofia. É essa rede, o lixão da humanidade. Todo o dia é dia de dizer pela rede o que não diríamos nem para um cachorro. 

Então, voltemos a Bauman e a Moncks; "O ato do 'compartilhar', tão desejado por quem publica na rede, não teria nascido da necessidade de aparecer juntos, bem ajoujados aos olhos de quem se admira? Eis, portanto, mais um ato-fato dessa modernidade líquida".

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cadê nossos heróis?

(J.Lemes)
O filósofo Friedrich Hegel costumava dizer que a história da América Latina é geográfica, baseada em paisagens, matas, ouro... Então, esse nosso nacionalismo geográfico é idiota porque são coisas que não fizemos. Essa história do petróleo é nosso, a Amazônia é nossa não deveria condizer para o nosso orgulho. O nosso nacionalismo deveria ser baseado na história, na nossa história, no que nós fizemos.

Heróis do esporte
Vejam o futebol. Ele nunca sai da nossa memória. Lembramos até agora da Copa de 70 e de outros títulos. Pelé tem estátua, assim como o Fernandão e outros. Isso está sempre presente e gera orgulho. Hoje se sabe que o ex-goleiro Tafarel está de aniversário. Todo mundo adora falar isso no noticiário. Mas cadê o orgulho da inteligência, da moral, os valores da cultura, da política? Cadê nossos heróis?

Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar ganham milhões e sonegam milhões do seu povo. Mas que me importa isso, se eles fazem belos gols pro "meus" times? Devem seguir sendo heróis?

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Lula e as delações

Vem cá; com tanta delação e prisões, quando prenderem o Lula vai sobrar pouca gente para ele entregar em troca da liberdade. (J.Lemes)

A lei do caminhão de lixo

(por João Lemes - adaptado)* 
O escritor Márcio Kühne escreveu que andava de táxi quando, de repente, um carro salta do estacionamento. O motorista do táxi freou, deslizou e escapou por pouco! Enquanto isso o outro motorista xingou e gritou. Já o motorista do táxi apenas sorriu e acenou com sinal positivo. Aí, a pergunta:
 - Mas esse cara quase nos bate e foi o motorista do táxi que nos ensinou a lei do caminhão de lixo?

É que muitos são caminhões de lixo. Andam carregados de frustrações, raiva e traumas. À medida as pilhas de lixo crescem, precisam descarregar sobre a gente ou diretamente pela rede social, como se vê todos os dias aqueles à procura de uma “gota d’água” para botarem a boca.

Mas como dizem; se você não gosta de alguém, o problema é seu. Agora, se alguém não gosta de você, o problema é dele. Então, apenas sorria e acene. Não pegue esse lixo para espalhar sobre os outros no trabalho, em casa, ou nas ruas. Não deixe que os caminhões de lixo aborreçam seu dia.
(jornalista) 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Lula

É bem fácil de saber onde Lula estará daqui a dois anos; na cadeia ou no Palácio do Planalto.

Entre os grandes

Um recuerdo de quando estive entre grandes atores. O prazer foi meu por tê-los conhecido.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Santiago tem...


O pum também é sinal de poder

Minhas histórias
(por João Lemes) 
Eis um ato puramente humano (faz até bem ao organismo), mas que é motivo de vergonha e piadas. Como se neste país não houvesse nada pior. Estou falando do tradicional "pum". E você aí, que está lendo, também já deve ter vivido situações curiosas, engraçadas, constrangedoras... a menos que você não esteja vivo, pois até as princesas soltam puns.

O curioso é que antigamente os mais velhos soltavam puns perante os demais sem nenhuma cerimônia. Parece que o pum fazia parte de um contexto opressor. Ou seja, se eu estou no comando, se eu sou o chefe, meu pum é um sinal cabalístico dessa realidade.

Pois bem. Lá em Cruz Alta Eu tive um chefe, tal de "seu Falconi", que era bem assim; soltava pum por devoção. Todos do grupo de trabalho tínhamos entre 18 e 22 anos, fato que parecia justificar ainda mais o ato do chefe peidorreiro.
Certa vez estávamos todos na sala de reuniões e eis que o "seu Falconi" libera um daqueles em alto e bom som. Ele Ignorava o fato de que o barulho era o que menos incomodava... E como todo chefe durão, esse também tinha os bajuladores para tentar atenuar a situação. Assim, após o estrondo, um deles falou:
 - Opa! Escapou, seu Falconi?
- Ora, escapou! Eu larguei porque eu quis!
Esse diálogo era a prova de que o chefe fazia isso como sinal de poder.
 
Agora, como ninguém é de ferro, vamos rir com a desgraça alheia, ainda mais daquele que solta pum no momento em que chega alguém na sala.

Conselhos:
Solte pum ao lado de um fumante. Cheiro ruim por cheiro ruim, é correto compartilhar o que não faz mal; interessante é o "pum Wi-Fi". Ele se espalha pela casa toda; quem nunca deu descarga enquanto solta um, não sabe o que é estratégia.

 Você é qual?
Sacana: põe a culpa no cachorro;
Padeiro: já solta fermentado;
Alienado: aquele que solta inconscientemente;
Orgulhoso: solta e confessa;
Patriota: levanta para soltar;
Altruísta: reivindica a autoria;
Apaixonado: assume o da namorada;
Atencioso: preocupa-se com os dos amigos;
Atleta: solta e sai correndo;
Avarento: não solta para não desperdiçar;
Político: solta e promete mais;
Professor: dá aulas de Flatulência Aplicada.

domingo, 21 de maio de 2017

Tranquilo, eu?

A frase mais repetida pelos políticos é: "Estou muito tranquilo". Ora, como alguém denunciado e até com mandado de prisão pode estar tranquilo, se até você, leitor, e eu não estamos tranquilos?

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Você compra remédio em loja?

Vem cá; por que os donos de farmácias e mercados insistem em chamar esses estabelecimentos de "loja"? Alguém já ouviu o povo dizendo vou à loja comprar farinha; vou à loja comprar remédio? Certas coisas na linguagem ficam só em âmbito de alguns grupos. Pura da verdade! É como chamar o eleitor de "munícipe", o prefeito de "gestor", reforma de "revitalização"... o povo nunca falará assim, só os políticos e técnicos.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fofocas

Você se engana ao pensar que Santiago é capital da lorota, da conversa mole de rede social. A peste da ignorância está enraizada em muitos brasileiros, não importa o grau acadêmico. Vivemos o século da frustração transformada em ódio que se manifesta em ritmo de rede antissocial.  

Visita ao delegado Guilherme

(por João Lemes) -  Ontem estive reunido com o delegado Guilherme Antunes e tratamos de diversos assuntos. Um deles foi a melhoria que terá o trabalho da polícia quando tudo estiver funcionando no novo local, o antigo prédio do Fórum. Realmente, as antigas instalações não dão condições de se fazer um melhor atendimento à população, principalmente às vítimas.

Santiago é céu aberto
O delegado Guilherme é profissional da mais alta competência, sujeito de uma dedicação incrível. Aliás, Santiago não tem queixa de nenhum membro da polícia civil, a qual faz de Santiago um “céu aberto” se comparado a outros centros.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Para refletir

"A minha alucinação é suportar o dia a dia; meu delírio é a experiência com coisas reais." (Belchior)

Fama

A fama do gaúcho é achar que arma, cavalo e mulher é tudo o que precisa. (J.Lemes)

Os porquês dos presídios cheios

(João Lemes)
Você sabia que 13,5 % dos homicídios no mundo acontecem no Brasil? Sim. A média é de 60 mil por ano. Supera a guerra da Síria. Sabia que os assaltos são o dobro da média mundial? Sabe o porquê disso? É que de cada 100 crimes, menos de 8 são solucionados. Assim, dos 60 mil assassinatos por ano, 55 mil ficam sem solução.

Hoje se libera 80% dos flagrantes. Alguns chegam a ser presos mais de 20 vezes no mesmo dia e acabam liberados. Então, toda vez que um criminoso é solto, ele fica mais violento e audacioso. Como a impunidade é a mãe da reincidência, tomem mais crimes e outra estatística; temos a maior reincidência do mundo.

Como se não bastasse, há outras estatísticas nessa guerra. São 500 policiais mortos todo ano e, mesmo com apenas 5% dos criminosos sendo presos, temos a 4ª maior população carcerária. Por isso as cadeias estão lotadas.

Diante dos números já sei o que muitos dirão: “Está na hora de darmos uma arma a cada ‘cidadão de bem’ para que saia matando bandidos. Só que ele não vai matar bandido, ele vai é entregar sua arma ao bandido (como tem acontecido) ou matar um amigo, a esposa etc.

Mas aí, qual a solução para a carnificina? Temos que dar educação, dar mais saúde e dividir melhor a renda. Acima de tudo é preciso punir o faltoso e, depois, recuperá-lo, não fazer depósitos ou escolas do crime. Mas pra isso é preciso mais dinheiro público e, aí, pode não sobrar para os gordos salários dos políticos e para os roubos de outros tantos.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Minhas histórias

Dando sequência à série, aqui vamos com outra história que me envolveu, que presenciei ou que aprendi. 

A dona maleza!
Quando a Suzana e eu morávamos nos apartamentos da Cohab em Cruz Alta (1990) fizemos amizade com uma vizinha de porta. Daquelas que sempre está te "faqueando" em alguma coisa. O pior é que essa pedia emprestado e nunca ou raramente devolvia. Realmente, com ela, quem emprestava aos pobres dava "adeus".

Certa vez ela bateu à porta e pediu a panela de pressão para cozinhar feijão. Em seguida bateu de novo:
 -  Vizinha. Não vai me acreditar! Mas estou sem feijão em casa. Poderia me arrumar uma "cozinhadinha"?
Não deu 5 minutos, eis que batem à porta. Era ela pela terceira vez:
-  Ai, vizinha! Que vergonha!
-  Nossa! Por que a vergonha?
Não vai me acreditar mesmo! Acabou meu gás...
 - Tudo bem, daqui a panela que cozinhamos no nosso fogão. Só da outra vez, pode pedir tudo de uma só vez, por favor?
Evidente que esta última frase ninguém lhe disse, mas que que deu vontade, ah, deu!
Mas aí ela poderia dizer que era melhor pedir do que roubar já que seu marido era desses gatos finos. Pior é que se dava comigo também, mas essa história eu conto outra vez... Hoje vamos ficar com a história da "Dona Maleza".
Obs. Maleza é um termo gaúcho que define a situação física ou financeira da pessoa. 

Encontro cultural

Aí estão os “confrades” Tadeu Martins, Nenito Sarturi e João Lemes. Hoje à tarde estivemos reunidos com o prefeito Tiago Gorski representando a nossa Academia Santiaguense de Letras. Em Pauta, um grande evento cultural que Santiago terá e junho no CTG Coxilha de Ronda. Em breve vamos dar mais detalhes.

Nosso parangolé

  Em alguns lugares do Brasil, o termo “parangolé” significa conversa fiada, falar besteiras falar sem nexo, falar sem sentido. Mas em educação, em arte, “parangolé” significa fugir do convencional. É como fazer arte ou educação com o que se tem à mão e em qualquer  lugar. O conceito é criação do artista brasileiro Hélio Oiticica.
Nós, do curso de Educação da UFSM, alunos do professor Valdo Barcelos,  fizemos um parangolé em sala de aula, mas poderia ser na rua, em casa, na praça e até no teatro.
Eu com os colegas Rafael e Leandro

domingo, 14 de maio de 2017

Canequinhas

 (João Lemes) - Quando colocamos nossa foto numa caneca e damos pra uma pessoa, praticamente a obrigamos a uma ou a outra coisa: ou ela empilha a caneca num cato junto com outras tantas que já recebeu, ou toma leite, chá ou café todos os dias olhando a nossa cara! A menos que o presente seja para nossa mãe, o castigo estará posto. Neste dia das mães, seja mais criativo.

Minhas histórias

A sua mãe ou esposa
nunca lhe serviu feno?

(por João Lemes)* 
Ao estudar um dos livros de Dale Carnegie me deparei com essa história:
Uma trabalhadora rural e cozinheira serviu a mesa para a família e colocou sobre ela um monte de feno. Indignados, todos prenderam-lhe o grito; estás louca? Ao que ela respondeu:
 - Ué! Como é que eu iria saber que iriam reparar? Há 20 anos sirvo vocês e nunca ninguém  me disse que não gostava de feno!"

Talvez nem todos de nós vivamos, trabalhamos e agimos à espera de reconhecimento, porém, quando ele chega, sempre é bom recebê-lo. É ele a dose de incentivo, a dose que nos ensina, e nos mostra que estamos no caminho certo.

E você? Quantas vezes elogiou ou agradeceu à sua mãe, esposa, namorada ou amigo que lhe serve todos os dias? Talvez você seja adepto do agradecimento a Deus. Isso é ótimo! Mas da próxima vez, agradeça também a quem fez a comida pra ver como a felicidade dos outros nos faz feliz também.

* (Jornalista, graduado e Letras e mestrando em Educação pela UFSM) 

sábado, 13 de maio de 2017

A praga do gerundismo em Santiago

(João Lemes)*
"Vamos estar fazendo, vamos estar arrecadando e vamos estar distribuindo porque ninguém precisa estar usando uma roupa que poderia estar doando."

Estranhou esses verbos assim, no gerúndio? Essa é a moda linguística que pegou em Santiago, principalmente no setor público. Os precursores foram o ex-prefeito Júlio Ruivo e a ex-primeira-dama. Agora está o prefeito Tiago na mesma linha e outros tantos secretários, como ouvimos hoje na Rádio Santiago. De brinde, vez por outra sai um "elo de ligação".

E a moda vai se alastrando. Diversos outros líderes aplicam, principalmente o público feminino. Há também muitos professores da nossa gloriosa URI nessa prática.
Mas em linguística é assim; ouviu muito, pegou! É só não se "policiar".

Obs.: o gerúndio expressa uma ação em curso ou uma ideia de progressão, a exemplo de "vivendo", "partindo", brincando". O que atrapalha e deixa a comunicação tosca é seu uso em excesso e desproposital como em "vamos estar fazendo" em vez de "vamos fazer" e assim por diante.
Espero ter colaborado.
* (Jornalista graduado em Letras, mestrando em Educação pela UFSM)


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Minhas histórias

Amigos, como sabem, este negócio de escrever comicha as mãos e a cabeça da gente. Então, preciso contar histórias; minhas histórias. Aproveito, estão, este blogue para seguir fazendo essa ponte com vocês que há anos são meus leitores. Aviso, porém, que esses microcontos se passaram comigo ou presenciei. Não tem nada de filosófico neles, quer dizer, não tem e tem. Vejam vocês e me digam que acharam via face ou aqui nos comentários.

O pão da Marina e o amendoim do João
Quando eu morava em Panambi, com apenas uns 10 anos de idade. costumava ir numa tia que era mãe de uma filharada. Uma das filhas, talvez a mais velha, era meio tongona, coitada! Por isso,  a parte mais grossa da lida de casa era dela. Vez por outra assava pão num forno de barro.

Em certa ocasião, eis que a Marina derruba um pão ainda sem assar. A massa ficou pura terra. A minha tia (mãe dela) não deixou por menos. Naqueles tempos nada ia fora. Mandou assar o tal pão com parte de terra grudada na massa e lhe disse: "Este pão é só pra você, pra tu aprender a cuidar mais das coisas!".

A próxima obedeceu. Guardou o pão com terra apartado dos demais. Só pra ela. Um dia seus irmãos e eu achamos por lá um pedaço daquele pão em meio aos outros e foi aquela deitação em coro: "Ah,ah, ah, ah!, o pão da Marina! ah, ah, ah!".

Bueno! Aqui em casa, depois de uns 35 anos, fiz uma dessas cagadas. Fui cuidar um amendoim no forno e deixei queimar por pura burrice. Ao pegar um na mão, quis tirar a casquinha mesmo quente. Lógico que não saiu. Entendi que não estava pronto e deixei mais tempo no forno. Resumo; a Suzana veio de lá e me botou-lhe a boca. E com razão!

Como castigo, eu mesmo resolvi comer o amendoim, Cada dia como um punhado para, de outra vez, cuidar melhor. Nada se aprende tanto quanto na prática. Quem sabe muito de tudo é porque treinou de tudo. Até mesmo hábitos e as boas maneiras. Com essa "penitência", lhes garanto: a Marina (se viva estiver) nunca mais vai deixar a massa cair, nem eu vou torrar o amendoim para mais. Lição dada, lição aprendida!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O vendedor de saco

(João Lemes) Como hoje é o Dia do Trabalho, resolvi dizer o quanto é bom ser brasileiro e admitir que andamos muito apesar de a nossa democracia ter nascido em meio à corrupção. Mas isso não é motivo para viver dizendo que no passado as coisas eram melhores. Melhor não eram! O brasileiro sabia viver com bem menos, essa que é a verdade. Eu mesmo, pra bem de poder ler uma revistinha era preciso ir para baixo da luz de um poste. 

Só pra se ter uma ideia, trabalhei desde os 11 porém a abençoada carteira só foi assinada aos 18.  Como sabem, fui criado por uma tia "bem madrasta". Além das tundas e dos castigos, eu tinha que trabalhar duro cortando lenha, na limpeza da casa, do pátio e ainda era preciso arrancar tiririca numa lavourinha de milho. Mas aquele trabalho era doce comparado ao “serviço de rua”, que nada mais era que vender saquinhos plásticos de supermercados (não existia sacolinhas plásticas).

A tia Otelina não jogava os sacos nas sarjetas como hoje. “Se agachava” a juntar e me fazia percorrer açougues para vendê-los a troco de carne. Mas não era carne, carne... era por ossos. Ela brigava comigo se eles não fossem carnudos, que dessem para outra descarnada para os molhos das refeições.
Quando a tia estava abastecida de "víveres", a venda dos sacos era para manter o vício do cigarro do meu tio. É que a tia não podia vê-lo "seco". Ele ficava emburrado, ela ficava entristecida e, eu - saco de pancadas das suas angústias - ficava machucado caso não tivesse sucesso na venda.

Então, mudou ou não mudou? Você precisa vender sacos hoje? Sei que falta muito para que o trabalhador tenha mais dignidade, mas não me venha dizer que no passado era melhor porque não era. Não era mesmo!

sábado, 22 de abril de 2017

Comunicação é isso

(João Lemes)
Há quase 30 anos atuo na comunicação e se há uma coisa que aprendi, foram as linguagens populares, do que o povo gosta e quer ouvir e ler. Um termo novo, por exemplo, pode levar muito tempo para ser embutido no vocabulário popular. Já outros não se encaixam nunca, principalmente as invenções dos governos para um tal de palavreado "politicamente correto".

Exemplos:
Não importam quantas vezes se diga que o prefeito é um "gestor". Para a grande massa, ele sempre será prefeito;

Não adianta dizer "a União" em vez de governo federal. No geral ninguém vai dar ouvido;
Chamar casa popular de "unidade habitacional" é dar nó em pingo d'água. Todos dirão casas ou "casinhas" - mais comum ainda;

Poderemos gastar a língua dizendo "complexo poliesportivo Aureliano de Figueiredo Pinto" que todos, até os mais "sabidos" vão pronuncia simplesmente "ginasião";

Não adianta dizer que no mercado há “gêneros alimentícios” se todos dizem “comida”, “alimento”, “compras” e até “sortimento” ou “rancho”.

Falar que o governo vai enviar um “recurso” chega ao povo como dinheiro. Ou você diz ao amigo, “vou ao banco retirar um “recurso”?;

Chamar a pessoa com deficiência de “portador de necessidade especial”, nem pensar!;

Outra coisa ridícula é mudar o linguajar universal do esporte para algo mais sofisticado com exercícios eruditos;

Ficamos com estes exemplos por hoje e lembramos que um palavreado bonito é aquele que todos entendam e que seja o mais direto possível. Ninguém mais tem tempo para enrolação.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Felicidade nada mais é que uma prática

Hoje é o “Dia da Felicidade”, por isso, convém lembrar que ao longo dos anos muitos estudiosos se debruçam nesse tema. Alguns arriscam dizer que o dinheiro vindo de forma honesta ajuda muito a sermos felizes. Mas e o que dizer dos donos de carreiras brilhantes que sofrem depressão? O que dizer de pessoas com muito mais posses que você, com empregos melhores e que vivem reclamando?

Mergulhando no tempo, vemos que o grego Aristóteles ensinava assim: “A felicidade é uma prática.” E lendo o escritor britânico Will Storr, autor de vários livros sobre o assunto, entendi que a felicidade não é um sentimento ou promessa duradoura. Esse escritor também concorda com o filósofo Aristóteles; a felicidade é, sim, uma prática, como quase tudo na vida.

O escritor vai além e dá dicas dessa prática e diz que o maior inimigo da felicidade é o estresse. É ele quem faz a troca de uma vida longa por uma curta e aparentemente feliz. Corremos tanto atrás dos objetivos e, ao alcançá-los, já não temos mais saúde para desfrutar da conquista.

Então, é bom recorrer ao que diz Will Storr. Devemos viver de um modo que cumpra o nosso propósito e parar de esperar a felicidade para amanhã. Ser feliz é traçar metas e se comprometer com o processo que leva até ela. A alegria deve vir a cada etapa vencida ou até de uma derrota que nos mostre o melhor caminho e que nos faça mais fortes.

Quer ser feliz? Comece agora a praticar. No final de cada dia verás que a felicidade só depende de você, de como você encara as coisas e de como avalia sua vida.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Uma vergonha para os homens!

(por João Lemes)
Minha mãe casou-se com 14 anos para escapar da lida braba da lavoura e da mão pesada dos irmãos. Aí, trocou tudo pelo meu pai, que dado ao estilo antigo, a colocou sabe onde? Na lavoura ou na nossa velha serraria (foto). Assim, ela criou oito filhos abaixo de trabalho braçal.

Lá na minha Coronel Bicaco não havia nem hospital. Os partos eram todos em casa. Quando o bebê já estava mais taludo, lá se ia a mãe pra lavoura. Deixava a criança numa sombra e dê-lhe trabalho.

Minha família (eu estou no colo)
Nos meses seguintes, os irmãos tomavam conta dos menores porque a mãe de novo estava de barriga cheia com outro irmão. Meu pai, por ser religioso, não permitia método contraceptivo (o diu já existia). Na visão do pai, isso era contra Deus.

Tudo o que minha mãe passou com meu pai não foi muito se compararmos a vida sem ele após seus 38 anos. Aí sim ela se viu sozinha no mundo e teve que doar os filhos. Mas graças às pessoas que nos criaram, todos hoje têm família e são honrados.

Essa é uma pequena história igual a muitas outras. E tem umas bem piores. Sei de muitas mães que apanharam a vida toda e ainda apanham, às vezes, até dos filhos ou netos. Algumas não apanham, mas sofrem de violência moral, que é terrível também. Lamentável!

Vergonha para os homens
A mulher conseguiu algumas conquistas nos últimos 100 anos, é verdade, porém é coisa muito pouca porque o machismo, a discriminação e a opressão seguem fazendo parte da cultura humana.

Conforme pesquisa do Datafolha, uma a cada 3 mulheres brasileiras de 16 anos ou mais foi esbofeteada, chutada, esfaqueada ou morta nos últimos 12 meses. Isso sim é uma vergonha para os homens!



Durante séculos as mulheres serviram de espelho aos homens por possuírem o poder mágico e delicioso de refletirem uma imagem do homem duas vezes maior que o natural. (Virginia Woolf).

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A idade do homem

(adaptado por João Lemes)

Ao me dar conta de que o número de moradores do planeta já passa dos sete bilhões, me veio à mente uma velha fábula sobre a criação do mundo, quando Deus chamou o homem e disse:
 - Você será minha imagem. Terá todos os dotes. Será o rei dos habitantes. Viverás 30 anos.
Chamou o burro e disse:
 - Você será o criado do homem. Carregará os pesos para ele. Viverás 30 anos.
Chamou o cão e disse:
 - Você será o guarda do homem. Viverás 30 anos.
Chamou o macaco e disse:
 - Você divertirá o homem. Colocará só alegria na sua vida. Viverás 30 anos.
  Quando Deus terminou, o homem virou-se para ele e disse:
 - Meu Deus, com todas essas vantagens, com o burro, o cão e o macaco me servindo, vou viver apenas 30 anos?
O burro também interpelou Deus:
Quê? Vou trabalhar 30 anos para o homem? Fazendo só o pesado? É muito!
O cão também disse:
 - Deus, para tomar conta do homem e defendê-lo, 30 também é muito?
E o macaco também reclamou:
 - 30 anos só divertindo o homem? Não quero!
Deus então pensou e disse:
 - Então, vou colocar 10 anos do burro, 10 do cão e 10 do macaco na vida do homem.

Resumindo: 
Assim, o burro, o cão e o macaco vivem apenas 20 anos cada. Já o homem, até os 30 anos vive a vida que Deus lhe deu. Dos 30 aos 40, entra na idade do burro. Apenas carrega fardos para sustentar a família. Dos 40 aos 50, é cachorro e guarda para que seu patrimônio não seja destruído. Dos 50 aos 60 vira macaco; só diverte os netos.
(Jornalista - Santiago -  RS)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Partida

Quando eu me for, virarei pó, assim como eu fui um dia. E partirei feliz por ter cumprido minha missão. Será como foi antes de eu ser gerado, o nada, uma vida a menos. De mim só restarão as ações erradas, desacertos... A mim restará a plena consciência de que tentei mais fazer o bem do que o mal. Esse é meu conforto. (João Lemes)